Associação Feminina das Servidoras Públicas do Brasil

Leia este mês:

  • Enquanto o bebê não chega

  • Sempre Materna destaca: o tradicional Chá de Bebê nunca caiu de moda

  • Policiais militares não têm um estilo de vida saudável

  • Ciúme excessivo é doença e pode levar a depressão

  • A difícil arte de relacionar-se

  • O que você faz para melhorar seus dias?

  • Preconceito: A Crueldade da Razão

  • Atendimento psicológico auxilia deficientes e seus familiares no desenvolvimento emocional

  • Ele trai e pede perdão. E você?

  • Estratégias para vencer o vício do e-mail


Enquanto o bebê não chega

Ginecologista e obstetra indica para casais desejando engravidar preparação que influencia na qualidade de vida da gestante e na saúde do rebento

 

Chega um momento na vida de muitos casais em que uma importante decisão é tomada: a da hora de engravidar. É então que, antes mesmo de a barriga da gestante crescer, uma série de dúvidas surge, especialmente em relação aos próximos passos para garantir que tudo corra bem antes, durante e depois da gestação. De acordo com a ginecologista e obstetra Viviane Monteiro, preparar o corpo, a mente e a vida social para a chegada do bebê envolve uma série de cuidados com a saúde dos futuros pais, que devem passar a ser tomados o quanto antes:

- Preocupações frequentes e importantes que surgem já no período pré-concepcional têm relação com o histórico ginecológico e obstétrico da mulher, o histórico médico familiar do casal, a natureza da gravidez (se espontânea ou por reprodução assistida), o suporte nutricional necessário à boa evolução do período e a atualização do calendário de vacinação da mulher, entre outras questões - enumera a especialista, reforçando que a procura pelo médico deve ocorrer, sempre que possível, antes do início da gestação propriamente dita, para que o casal receba a orientação adequada e se prepare melhor para este momento.

A verdade é que são tantos detalhes a se pensar, que é possível que o casal fique mesmo confuso e sem saber por onde começar. No entanto, nos tópicos abaixo, Dra. Viviane explica de forma simples o que deve ser feito para “preparar o ninho” da melhor forma possível:

 

Cardápio da futura mamãe e rotina de exercícios

O sedentarismo e a falta de cuidado com a alimentação são fatores que podem comprometer não só as possibilidades de gravidez, mas também a qualidade de vida da mulher. Se estiver acima do peso, ela pode encontrar dificuldades para engravidar, além de estar mais suscetível a complicações como diabetes gestacional. Por isso, é interessante tentar se manter próxima do peso ideal e conservar uma rotina alimentar balanceada.

Os níveis de ácido fólico, substância responsável pela formação adequada do feto e da placenta, devem ser mantidos em dia com um consumo diário de cerca de 400 microgramas, o que pode ser atingido por meio da ingestão de vegetais, frutas e grãos diversificados. Também é bom investir em alimentos antioxidantes, como cereais integrais e hortaliças, que auxiliam na regulação do funcionamento do organismo, e na ingestão de pelo menos dois litros de água diariamente.

Exercícios na gravidez fazem muito bem, mas eles já devem integrar a rotina da mulher antes da gestação, pois esse não é um período indicado para começar a adquirir o hábito de se exercitar. Por isso, estabelecer um ritmo estável de atividades físicas antes de esperar um bebê é muito importante e, se for possível, a mulher deve fazer esse planejamento com bastante antecedência, para que as mudanças surtam efeito quando ela engravidar.

 

Vícios

Álcool, cigarros e drogas devem ser abolidos da rotinha do casal o quanto antes. Há muitas provas científicas de que o consumo desses produtos faz mal tanto para o bebê quanto para a mãe. O cigarro traz riscos de aborto, de retardo no desenvolvimento do feto e de parto prematuro. O álcool e as drogas, por sua vez, podem interferir na formação do bebê, especialmente se ingeridos nas primeiras semanas de gravidez.

Se houver dificuldade para suspender os vícios, a possibilidade de procurar ajuda especializada deve ser levada em consideração.

 

Análise de complicações em gestações anteriores

Mulheres que passaram por abortos ou tiveram alguma complicação na última gravidez devem fazer uma pesquisa mais extensa para diagnosticar as causas e tratá-las. Os motivos podem ser anatômicos, como a má-formação do útero ou das trompas; hormonais; imunológicos, doenças autoimunes e distúrbios circulatórios, por exemplo, e infecciosos.

O aconselhamento genético pode ser uma ferramenta no processo de investigação. A ideia é verificar se o casal possui doenças que possam ser transmitidas para um filho ou se essas alterações nos genes podem interferir na fertilidade. A alternativa é indicada para casais com dificuldades para engravidar, mulheres que passaram por abortos habituais, primos em primeiro grau, pessoas que trabalhem na área de saúde, na indústria química ou indivíduos que já foram submetidos a tratamento contra o câncer.

 

Acompanhamento psicológico

É recomendado que a gestante tenha apoio psicológico de um profissional durante a gravidez, justamente por esse ser um período de emoções intensas, que traz muitas mudanças. Contudo, mesmo antes de o teste dar positivo o casal pode passar por momentos desgastantes e difíceis. Afinal de contas, engravidar nem sempre é rápido e fácil. Portanto, contar com a ajuda psicológica já nos meses de tentativa pode ser uma boa ideia.

 

Exames preliminares

Para a mulher, na primeira visita ao ginecologista antes da gravidez é provável que seja preciso refazer o exame de Papanicolau, que só voltará a ser realizado seis meses depois do nascimento do bebê. Além disso, o especialista costuma solicitar um exame de urina para detectar alguma possível infecção urinária.

É aconselhável também que o homem se submeta a um espermograma para sondar a saúde de seus espermatozoides. O exame geralmente consta dos preparativos exigidos da futura mamãe e do futuro papai, pois pode detectar doenças prejudiciais à saúde deles e do bebê, como anemia falciforme e HIV.

Além disso, há vacinas que não podem ser oferecidas para a mulher durante a gravidez, daí a importância da imunização prévia. Além de prevenir doenças, esse cuidado protege os bebês de malformações e as futuras mamães de abortos espontâneos. As vacinas contra varicela, gripe, tétano, hepatite A e B e coqueluche devem estar em dia, assim como a tríplice bacteriana acelular, tríplice viral, pneumocócica e meningocócica.

O médico pode ainda indicar outros exames para averiguar como anda a saúde geral da mulher e do homem, e o casal deve aproveitar as consultas para tirar todas as dúvidas que possam surgir. É recomendável que eles mantenham sempre um diálogo franco com o profissional, para que os resultados sejam os melhores possíveis.

 


Sempre Materna destaca: o tradicional Chá de Bebê nunca caiu de moda

 

Quem pensa que o tradicional chá-de bebê está fora de moda está muito enganado. Além de divertido, é uma ótima oportunidade para reunir amigas e amigos. Isso mesmo: amigos. Os homens também são bem-vindos, com o objetivo de comemorar o futuro nascimento.

Geralmente, a organização da reunião fica por conta de alguém da família ou amiga mais próxima, que deverá pedir à nova mamãe uma lista com itens que julga importante para compor a rotina do bebê. “O ideal é que a gestante esteja em condições físicas de participar da festa. Uma boa opção é no início do terceiro trimestre, assim ela pode participar das brincadeiras com disposição e agilidade”, comenta Keila Cristiuma, diretora da empresa Sempre Materna.

Segundo a empresária referência do segmento materno, em tempos modernos, não é aconselhável escrever no convite o presente que o convidado deverá trazer. “A prática comum é fazer lista e deixar que cada um vá até a loja e escolha o presente conforme seu orçamento permitir. Muitas lojas especializadas em artigos para bebês já oferecem este serviço. Também há quem prefira pedir apenas fraldas, já que esse é um dos itens mais consumidos pelos recém-nascidos”, complementa Keila.
Para a decoração do local da reunião, se a mamãe já souber o sexo e o nome do bebê, o ideal é que essas informações façam parte do espaço, assim, além das fotos se tornarem uma belíssima recordação, os convidados também ficarão mais íntimos da criança.

Outra boa dica para compor o cenário é colocar um carrinho ou um berço para que os convidados depositem os presentes. Para Keila, não menos importante, é deixar um livro, em branco, onde todos possam deixar mensagens que futuramente farão parte de um delicioso baú de recordações dessa fase tão especial.

Sugestão de lista para chá-de-bebê:

 

Banho e toalete:
• 01 banheira.
• 01 cesto toalete (para colocar os produtos de higiene do bebê).
• 01 espuma para banheira (para ser colocada dentro da banheira, evitando que o bebê escorregue).
• 03 toalhas com capuz.
• 03 toalhas fraldas.

 

Diversos:
• 01 mordedor.
• 01 termômetro clínico digital (para medir a temperatura) corporal. Lembrando que os de mercúrio devem ser abolidos.
 

Higiene:
• Conjunto para manicure do bebê.
• Escova para cabelo.
• Massageador de gengiva (acessório feito de silicone).
• Pacotes de fraldas descartáveis.
• Pacotes de algodão.
• Lenços umedecidos (apenas para as saídas rápidas).
• Sabonete líquido.

 

Para a mamãe:
• 01 almofada para amamentar (feita em tamanho especial para o colo da mãe durante a amamentação, ajuda a ter uma posição mais cômoda).

 

Passeio:
• 03 jogos de lençol para carrinho.
• 01 moisés (tipo de cesto em tecido comum, plastificado ou emborrachado, utilizado para transportar a criança).
• 01 sacola para roupinhas.
• 01 frasqueira.

 

Quarto do bebê:
• 01 cesto para roupas sujas.
• 02 cobertores de berço.
• 02 colchas.
• 03 fronhas avulsas.
• 04 jogos de lençol para berço.
kits de fraldinhas de boca.

 

Roupinhas:
• 06 babadores.
• 06 bodies manga curta.
• 06 bodies manga longa.
• 06 macacões P, M e G.
• 02 mantas.
• 03 vira-manta (feito de algodão, é usado atrás do pescoço da criança para evitar o contato com outros tecidos que possam dar alergia).

 

Dicas para organizar o chá-de-bebê:
Segundo Keila – empresária que há mais de oito anos acorda, dorme e sonha como gestante - a lista de amigos e familiares que vão compartilhar desse momento de pura felicidade é fundamental para o sucesso do evento.

“O convite pode e deve ser feito por telefone ou pela internet, que é mais prático e a pessoa já responde confirmando a presença. Mas, se a futura mamãe preferir o convite impresso, pode comprá-lo pronto ou estilizá-lo”, diz a empresária que ainda completa: “Seja qual for a sua escolha o importante é que o convite para o chá de bebê contenha as informações: data, hora, local, sem contar um texto expressando que a mamãe e o papai ficarão felizes com a presença dos convidados. Se já souber o nome do bebê, coloque também no convite”.

• O evento não deve durar muitas horas, respeitando, assim, a estrela da festa.

• O melhor horário para o chá é o período da tarde, preferencialmente em um sábado, quando todos estão mais tranqüilos. Mas nada impede que a gestante ou casal grávido opte por um brunch, churrasco no almoço ou pizza no jantar.

• Não se esqueça de colocar música para ajudar na animação do chá.

• Procure não fazer na casa da futura mamãe. Se puder organize em um salão ou até no salão de festas do prédio. Assim, quando a festa acabar, a gestante não precisa se preocupar com a arrumação.

• Faça lembrancinhas simples. Elas são educadas e cativam os convidados.
Não se esqueça da máquina fotográfica para clicar todos os acontecimentos.

 

Dicas de brincadeiras:

• A reunião precisa ser divertida, portanto, brincadeiras típicas para “Chá-de-Bebê” são agradáveis e descontraem os convidados. Sugerimos algumas para que sua festa seja um sucesso de animação. Mas você também deve usar a imaginação e criar outras. Não se esqueça de preparar alguns brindes para os vencedores das brincadeiras.
• Essa todo mundo conhece: a mamãe (e agora o papai “paga mico também) devem adivinhar o presente e quem trouxe e, quando errar, deverá cumprir uma tarefa que será escolhida pelos convidados.
• Um rolo de linha deve passar por todos os convidados que deverão cortar um pedaço tentando calcular o tamanho da barriga da mamãe, quem conseguir adivinhar ganha um brinde.
• Para que todos entrem no clima, compre vários potes de papinhas para bebês e colheres descartáveis. Retire o rótulo e faça com que os convidados tentem descobrir o sabor de cada uma delas.
• Outra brincadeira que também faz sucesso nas festinhas é entregar uma fitinha para que cada convidado coloque no braço. A mãe deve determinar uma palavra proibida (pode ser bebê ou o nome do bebê). Durante o chá, a pessoa que disser a palavra proibida deve dar a fitinha para outra pessoa. No final, quem tiver mais fitinhas também leva um prêmio ou castigo.
 

- "Montando o bebê": pegue várias revistas de bebê, tesouras papel sulfite e cola. Os convidados recortam figuras de bebê e devem montar como imaginam o futuro integrante da turma. Cor e formato dos olhos, tamanho do bebê, tipo de cabelo ou algumas características marcantes e específicas dos pais devem ser levadas em consideração. Em seguida os convidados colam na folha de papel sulfite o protótipo do bebê e os futuros papais, sem saber quais fotografias são de determinado grupo, vai decidir qual ilustração mais corresponde ao seu bebê. Caso não saibam o sexo do bebê, vale tentar acertar também. Cada participante, do grupo ganhador, recebe um brinde.

 

- Barrigão: pegue um novelo de lã e vá passando, junto com uma tesoura, entre os convidados além de etiquetas adesivas. Peça para que cortem um pedaço que corresponda ao tamanho da circunferência da barriga da futura mamãe e coloquem uma etiqueta adesiva dobrada no pedaço de lã, com seu nome. Depois, cada participante dá o seu pedaço para a gestante, que irá experimentar e escolher a que mais se aproximou ou acertou. O brinde pode ser balinhas.

 

- Fralda Suja: pegue uma fralda descartável e suje de chocolate derretido para fingir que o bebê sujou. Coloque uma música e comece a passar a fralda entre as participantes. Quando a música parar, quem estiver com a fralda saí da roda e vai continuando até sobrar uma com a fralda na mão. Ela terá que cantar uma música de criança.

 

 


Policiais militares não têm um estilo de vida saudável

 Segundo pesquisa realizada em Recife, o consumo de bebidas alcoólicas e os conflitos com familiares predominam entre esses profissionais.

 

O consumo de bebidas alcoólicas e o fumo atuam sobre o sistema nervoso central provocando mudanças de comportamento e podem desencadear dependência. Preocupadas com o possível uso desses elementos por policiais, Daniela Karina da Silva Ferreira, do Departamento de Educação Física da Universidade Federal da Paraíba, e colegas desenvolveram um estudo a fim de traçar o perfil do estilo de vida desses profissionais.

A pesquisa foi realizada com 288 policiais militares, do sexo masculino, praças do Comando de Policiamento da Capital de Recife (PE). Ela foi publicada em agosto desse ano na revista Ciência e Saúde Coletiva.

Um questionário semi-estruturado previamente testado em um estudo piloto com 24 indivíduos, e contendo questões já padronizadas, foi ministrado aos participantes. As autoras observaram que somente 15% dos PMs não apresentaram nenhum hábito não saudável, sendo considerados o consumo alcoólico, o fumo, o envolvimento em conflitos e a falta de hábitos de atividade física como fatores de estilo de vida não saudável.

Para as pesquisadoras, estas questões devem ser observadas uma vez que as condições de trabalho dos policiais são complexas diante da crescente violência e criminalidade que lhes impõem situações de riscos à saúde e à vida. Elas contam no artigo que “45% dos entrevistados tinham pelo menos um hábito não saudável, 33% tinham dois e 7% tinham de três a quatro hábitos não saudáveis de estilo de vida”. Alguns PMs ainda se recusaram a responder determinadas perguntas.

O consumo de bebidas alcoólicas e os conflitos familiares foram os fatores mais relatados pelos profissionais. “A saúde dos policiais militares tem pouca visibilidade frente às circunstâncias internas do sistema organizativo da instituição em que trabalham”, apontam as autoras.

Para elas, é necessária a adoção de medidas de promoção e prevenção para tentar reduzir as vulnerabilidades à saúde nesses trabalhadores, criando novas estratégias de participação em programas de exercícios físicos e promoção de medidas educacionais e políticas para a estimular a redução do consumo de álcool e fumo.

 

Agência Notisa (science journalism – jornalismo científico)

 


Ciúme excessivo é doença e pode levar a depressão

O sentimento de posse acarreta, além do ciúme, raiva e baixa autoestima

 

A frase “Tudo são flores” é ideal para caracterizar o início de qualquer relacionamento. O prazer de conhecer o parceiro, o tempo em que permanecem juntos, as particularidades e pensamentos em comum, contudo, podem se tornar um pesadelo quando surge um vilão capaz de destruir uma relação: o ciúme. Há aqueles que consideram saudável uma pitada deste sentimento, enquanto outros não toleram. A preocupação exagerada e o sentimento de posse demonstram o ciúme excessivo, considerado uma doença pela psicóloga e psicoterapeuta, Dra. Salete Monteiro Amador.

O descontrole do ciúme pode ter duas origens, sendo a primeira relacionada ao parceiro que demonstra alguns comportamentos que não transmitem confiança, como a mentira ou a infidelidade. A segunda parte do próprio ciumento, por meio do sentimento de posse, insegurança ou ao identificar qualquer ameaça à relação. É a partir daí que o indivíduo permanece em estado de alerta máximo e transforma-se em uma espécie de detetive, invadindo a privacidade do outro, checando e-mails, ligações no celular, faz vigilância constante e tenta até mesmo controlar suas relações pessoais.

O sofrimento e ciúmes descontrolados trazem não apenas dores psicológicas, mas também físicas, já que nesses casos é comum a prática da violência corporal. “Um fato comum entre os ciumentos excessivos é ter presenciado, sobretudo na infância, a relação conflitante dos pais ou casais próximos. Estes são exemplos marcantes e favorecem a visão distorcida de como se relacionar com o companheiro”, comenta a psicóloga.
Além do próprio ciúme, os principais indícios da doença são a tristeza, a raiva, o sentimento de impotência e a baixa autoestima. Uma das conseqüências do ciúme doentio é o isolamento social, já que para evitar possíveis escândalos o casal decide não sair de casa e tampouco consegue resolver suas diferenças. À medida que a relação caminha para o fracasso, os envolvidos necessitam buscar atendimento profissional para objetivar a decisão de permanecer juntos ou não.

 

Ciúme e depressão

Além da busca profissional para o tratamento, deve-se levar em conta que em muitos casos, esse quadro evolui para depressão crônica, tornando ainda mais complexa a cura do ciúme e necessitando de outros tipos de cuidados médicos relacionados à depressão. “É comum que o ciumento desenvolva a depressão em razão do sofrimento que o ciúme provoca”, revela a Dra. Salete Amador.

A psicoterapia é a principal alternativa para driblar e até mesmo vencer a doença. O primeiro estágio consiste em uma avaliação clínica para medir a gravidade do ciúme e analisar cada situação particularmente. O próximo passo é a psicoterapia, que pode ser realizada individualmente ou em casal. No método singular, o profissional resgata e localiza a origem do ciúme, quais os modelos de relacionamento influenciadores em sua relação e a maneira de se observar o companheiro, além de recuperar a autoestima. “Para o casal que resolve fazer uma tentativa para salvar a relação, a psicoterapia reforça os laços que os uniram, refaz a história dos envolvidos, busca novas maneiras de diálogo e reforça a confiança de um pelo outros”, esclarece a psicóloga.
A doença tem cura e alguns hábitos auxiliam nesse processo, bem como cultivar as amizades, mesmo namorando ou casado, ser sincero e expor qualquer incômodo para não acumular problemas e desconfianças sem fundamento e manter, acima de tudo, a liberdade de escolha para que o relacionamento seja saudável e livre do excesso de ciúme.

 

Fonte: www.saudeempautaonline.com.br/

 


A difícil arte de relacionar-se

 

Cada dia vem se tornando mais difícil relacionarmo-nos com as pessoas, principalmente as próximas, aquelas que se sentem no direito, e também na obrigação, de darem seus palpites em relação à nossa vida. Ouvir, às vezes, já é suficientemente duro. Colocar em prática tais conselhos, humanamente impossível em muitas circunstâncias, pois as pessoas são diferentes, e o que é bom para mim pode não ser para você. Mesmo assim, falta respeito pelo posicionamento do outro, falta aceitação. Algumas pessoas vivem querendo impor seu ponto de vista e, sinceramente não se importam se magoam alguém. Isso ocorre muito entre pais e filhos, cônjuges, namorados, amigos íntimos...

Um julga estar sempre certo e tenta impor seu modo de pensar e estilo de vida ao outro, por vezes, diminuindo-o, humilhando-o, como se somente a sua forma de pensar fosse correta. Em contrapartida, há os que resistem ao diálogo e assistem comodamente o desenrolar dos acontecimentos escondidos sob seu silêncio indiferente. Importa apenas o seu mundo interior, seus próprios pensamentos e seu conforto emocional.

Ambos os lados da mesma moeda refletem formas de relacionar-se erroneamente. De um lado aquele que somente quer impor, de outro lado aquele que, em seu silêncio indiferente, manipula a situação relacional como bem entende. As pessoas passam a ser joguetes e seus sentimentos são pisoteados como se não existissem. Quem atravessa a situação de existir e não ser notado sabe bem do que estou falando, assim como aqueles que não têm um minuto sequer de sossego, porque seu capataz volta e meia vem verificar se tudo está como ele queria.

É gente, relacionamento humano não é fácil. Relacionar-se é uma arte e devemos aprender a ceder na medida certa. Se abaixamos demais mostramos os fundilhos. Se teimamos em não abrir mão dos nossos posicionamentos precipitamos a derrocada, pois ninguém cede eternamente.

O que precisamos saber é que cansa muito ser ignorado ou monitorado constantemente. Ambas as situações vão, pouco a pouco, acabando com qualquer sentimento gostoso que a gente queira alimentar. Um casamento, uma amizade, um namoro, uma família bem estruturada não podem ser conseguidos somente com a boa intenção de uma pessoa. Já diz o ditado: “Uma andorinha não faz verão”. O próprio Jesus falou: “Onde dois ou três estão reunidos em meu nome, aí estou no meio deles” (Mt 18, 20). Ora, deu pra entender?  Um só não segura casamento, namoro, amizade, família...  Chega uma hora que cansa. 

Recebi um texto muito interessante de uma amiga esses dias. A pessoa segurava um copo com água e perguntava à plateia se isso era algo difícil. Aparentemente, a resposta é simples, pois é bem fácil segurar um copo d’água.  Mas, exatamente aí, a pessoa completa: depende do tempo que o tivermos de segurar. Nossas situações relacionais esbarram na mesma explicação. Se tivermos de “segurar as pontas” de uma relação por alguns dias, meses, anos talvez... Mas, à medida que esse tempo vai se acumulando nossas mãos vão enfraquecendo, e o que era apenas um copo d’água assume a proporção de um iceberg.  Vamos pedir a Deus que isso sinceramente não aconteça conosco.

 

Maria Regina Canhos Vicentin

 


O que você faz para melhorar seus dias?

 

1.Todos os dias são ótimos, só depende de você!

Para tornar o seu dia melhor – e os seguintes também -, melhore para si e para o mundo. Você pode até estar recebendo os melhores fluídos e achar que está dando o máximo de si, mas na verdade pode estar incipiente, muito aquém das suas reais potencialidades.

Dias felizes dependem da nossa conduta e ações. Em verdade, as pessoas estão preocupadas com a sua própria felicidade e não tem tempo para se preocupar com a nossa. Um dia ruim, regular ou ótimo, portanto, depende do quanto de desprendimento estamos dispostos a investir. E, para ter como retorno o apogeu do sol trazendo um dia especial, todo investimento vale a pena.

Considere, então, cada ato seu como um tempero que você adiciona no seu modo de ser, o qual vai fomentar um novo e ótimo dia. Para isso, melhore os condicionantes das suas relações, fortaleça a intensidade do afeto, calibre a ternura da voz e aumente a temperatura do amor.

Não há dias ruins. Creia nessa tese. Você é que o faz ser ótimo. E pode ser feito como se faz um bolo, onde apesar de usar-se a mesma receita, entre um e outro há sempre alguma diferença na textura, forma, tamanho, cor... Porém, o mais importante é você mostrar o seu lado humano, sua tolerância, compreensão, competências e virtudes. E, tal qual o bolo, todos os seus dias serão deliciosos, pois terão exatamente o mesmo sabor!

 

2.Sim, você pode mudar seus dias para melhor. E essa mudança começa por si próprio!

A terra, no seu movimento elíptico no firmamento;

as ondas do mar, no seu incansável fluxo e refluxo;

o vento, no seu interminável ir e vir...

Esses são alguns exemplos de ações no mundo que não mudam jamais, milênios após milênio. Mas, e você?

Bem, você é um ser dotado de força, raciocínio, de autodecisões, de poder de escolha das suas próprias mudanças. 

Você é o único agente que pode mudar a si próprio e até mesmo o mundo!

Se fosse para não sair do lugar você teria nascido árvore. Em vez de braços e pernas teria galhos e raízes. Entranhada no solo, ficaria inerte indefinidamente, sem ação nem emoção. Mas não! Você é um ser humano, tem cérebro, membros, move-se, tem desejos, ambições, flerta com o futuro, com uma vida promissora e dias felizes.

Logo, é justo concluir que você tudo pode, pois querer é poder. Mas, só o simples querer não basta. Há um combustível poderoso que faz girar a engrenagem do querer e transformá-lo em conquista: executar.

Então execute. Ficar inerte à espera que uma luz celestial venha lhe brindar com as conquistas pode ser uma espera eterna. Há que se mover, fazer, acontecer. Lembre-se que a árvore fincada no solo não age. Mas você é ação plena. Então dê passos firmes à frente. Erga a cabeça, pense, sacuda o seu querer. Faça, aconteça e mude o seu dia para melhor!

 

Inácio Dantas

 


Preconceito: A Crueldade da Razão

 

O preconceito é um julgamento concebido na ignorância. Tem suas bases plantadas na não aceitação do diferente. É a arrogância em sua face mais cruel. É julgar-se possuidor da verdade. Pensas como eu, és igual a mim, então te aceito. És diferente de mim, então deves morrer. Isso porque o preconceituoso é um ser temeroso, seu temor é de ser aniquilado pelo outro. Acredita que o outro ameaça seu estilo de vida, sua crença, sua verdade, seu modo de ser. Decide matar para não morrer. É uma articulação infundada, engendrada no próprio mundo das ideias, e executada no mundo real com crueldade.

Falamos que o preconceito tem relação com a ignorância, isso não significa deixar de fora a razão. Existe uma monstruosa racionalidade por traz de todo o mal. Isso para dizer que o preconceito é premeditado. Alimentado diariamente com ira, ódio, intolerância. Normalmente começa com comentários maldosos, logo se torna um discurso, um manifesto. Vem a preparação para a "guerra", e a execução, quando a "oportunidade" se apresenta. A ignorância é cegueira parcial, contudo, a racionalidade consegue enxergar por essas frestas que lhe restam e fazer valer sua pretensa superioridade. É a razão em sua face mais nefasta.

O soberbo se considera acima dos demais, acima da lei, acima da moral, da ética. Querer aniquilar o outro, por vezes esconde frustrações passadas. Este indivíduo, talvez tenha acumulado sentimentos destrutivos, por ter sido humilhado. O que nos leva a pensar que exista a vontade de vingar-se. Verificamos que o arrogante está em guerra consigo mesmo, e necessita levar essa guerra ao outro. O sujeito ativo do preconceito acredita que a diversidade deve ser emparelhada ou eliminada. Não! O diverso deve ser cultivado. O diferente nos enriquece, disso sabemos todos. Porque então, por tantas vezes se deseja aniquilar o deferente? Por certo tal atitude empobrece. O preconceito, portanto, é auto-sabotagem, é um tiro no pé. É a extrema pequenez do homem, como cegos chafurdando em lama, e discutindo sobre quem está mais sujo.

A saída para o preconceito está na permissividade, na aceitação do diferente. Ouvimos o senso comum dizer: não devemos ter preconceitos, somos todos iguais. A verdade é que não somos iguais. Tentamos vender e comprar a ideia de igualdade o tempo todo. Nos enganamos, pois vendemos o diferente como se fosse igual, e não vemos essa igualdade tão apregoada. Somos diferentes, e dai partimos. É-nos imposto que somos iguais, mora ai a gênese do preconceito, porque o real nos prova o contrário. Logo, a impressão de que o diferente precisa ser impugnado. A sociedade cria seus próprios monstros e, depois, claro, precisa combatê-los.

O preconceituoso trabalha para o mal do diferente, não importa se é pela escolha sexual, pela raça, pela religião, pelo partido político, pelo time de futebol ou pela "tribo". Se não for este, será aquele. O mal está entranhado em seu ser, assim como faz mal a si mesmo, deseja fazê-lo ao outro. É um ser atormentado pelos monstros que criou, e acha que matando o outro, matará o monstro dentro de si. Só o que faz é fortalecê-lo ainda mais. Se o preconceituoso odeia o diferente, o que ele ama então? O semelhante, dirão todos. Sim. Todavia, tal objeto de amor não passa de uma miragem. Seu idealismo o cega.

Tens algum preconceito? Duvide. Duvide de si mesmo, ponha em cheque suas formas de pensar. Pergunte-se: Por que penso da forma que penso? Esta é minha real forma de pensar, ou apenas reproduzo, porque comprei ideias já pensadas e pautadas no ódio? O ódio desagrega, o amor agrega. Portanto, se seus pensares são pautados no amor ou no bem, o diferente é bem vindo, do contrário... Sabemos todas as consequências. Quando agregamos o diferente, é como se desenvolvêssemos anticorpos contra o preconceito. Na medida em que aceitarmos que o diferente habita em nós, aceitaremos que ele também viva fora de nós.

 

Odair J. Comin

 


Atendimento psicológico auxilia deficientes e seus familiares no desenvolvimento emocional

Instituto Gabi presta atendimento psicológico diário às crianças e adolescentes com deficiência, bem como aos seus familiares, contribuindo para a harmonia do dia a dia

 

O Instituto Gabi – entidade assistencial localizada na zona sul de São Paulo, que atende crianças e adolescentes com deficiência – oferece, desde a sua fundação, orientação psicológica às crianças e suas famílias. “O trabalho psicológico que oferecemos semanalmente é indispensável para o desenvolvimento da autonomia e potencialidades da criança, dando subsídios para a família enfrentar as dificuldade do dia a dia”, revela Francisco Sogari, jornalista e presidente do Instituto Gabi.

Lá, as crianças atendidas e seus familiares contam com um trabalho que estimula as potencialidades infantis e dá suporte aos anseios, inquietações e problemas da família. A orientação é oferecida em grupos distintos, de até 15 pessoas, para as mães (ou responsáveis) e para os deficientes.  “O momento semanal em que os familiares e responsáveis se reúnem em grupo, sob orientação psicológica, é muito especial, pois é um tempo no qual se podem compartilhar os problemas enfrentados no dia a dia, trocando experiências, fortalecendo e mostrando caminhos uns aos outros”, revela Cristina Sumita, psicóloga do Instituto e orientadora do grupo. Os encontros, que duram cerca de uma hora e meia, são realizados com os grupos da manhã e da tarde. “O foco é privilegiar a troca de experiências entre os familiares, tendo a intervenção do psicólogo para mediar e orientar como se deve agir em cada caso comportamental. A ideia sempre é a de tornar a pessoa com deficiência o mais independente possível, para que ele possa realizar o máximo de atividades que privilegiem seu contato com a sociedade, de maneira natural, sem exclusão”, comenta Francisco Sogari.

Um dos principais desafios desse trabalho é a criação de um vínculo entre os profissionais e os deficientes atendidos, processo que pode demorar porque a criança deficiente pode ter passado por rejeições e, em alguns casos, torna-se arredia. O que norteia o trabalho com as crianças são os métodos lúdicos, que utilizam brincadeiras, desenhos, massinhas, entre outros instrumentos pedagógicos, pois muitas delas não falam e se comunicam apenas por gestos. “Nesse trabalho, que além da psicologia tem respaldo de uma equipe multidisciplinar com terapeutas ocupacionais, fonoaudiólogos e fisioterapeutas, podemos analisar as frustrações e os desejos de cada criança, expressados em uma brincadeira ou num papel”, explica a psicóloga Roberta Lima, que também atende no Instituto Gabi. Além do atendimento coletivo, há também terapias individualizadas, quando necessário. “Em casos específicos, reunimos nossa equipe multidisciplinar para levantarmos as necessidades da criança e se ela precisa ser atendida individualmente”, revela Roberta.

Algumas crianças chegam ao Instituto sem olhar nos olhos dos profissionais, mas com o tempo passam a interagir, socializar-se com os companheiros e respeitar limites. Além das atividades cotidianas, semanalmente, elas participam de oficinas nas quais são desenvolvidos temas específicos que dão noções de valores morais, deveres, autonomia e respeito mútuo. “Na verdade, aqui, iniciamos um trabalho que deve ter continuidade em casa, por isso, o suporte da família é superimportante”, alerta Roberta.

O atendimento psicológico tem rendido bons frutos com as crianças e mães e animado os profissionais do Instituto. “Na última avaliação, tivemos um retorno fantástico, no qual os pais e responsáveis declararam a importância do trabalho, que para eles ofereceu a possibilidade de crescimento e a conquista de uma maior tranqüilidade para cuidar dos filhos”, comemoram as psicólogas.

 


Ele trai e pede perdão. E você?

 

Seu relacionamento já não anda bem há algum tempo, sempre que você tenta conversar acabam brigando; então você também desiste. A situação se arrasta sem solução até que você descobre que seu marido tem um caso e o seu chão desmorona. O choque parece não ser só seu, porque seu parceiro entra em desespero e implora seu perdão. Faz mil promessas e pede para você levar em contas coisas do tipo como o tempo em que estão juntos, os filhos e assim por diante. Então você para e pensa: “E eu? Como retornar à vida?”

Não é por ser um fato tão corriqueiro em nossa sociedade que se pode ser banalizado, afinal existe muita dor envolvida nisso. Sentir-se enganado em qualquer tipo de relacionamento é cruel, mas quando a traição parte de alguém tão intimamente ligado; é uma dor asfixiante que merece todo respeito. Mas também posso dizer acertadamente que muitas mulheres passaram por isso e conseguiram vencer, saindo ainda mais fortes e resolutas dessa provação.

O arrependimento do cônjuge, num primeiro momento, pode parecer falso e, com certeza, ele terá que se esmerar para provar isso á você, afinal, os elos de confiança se desmancharam. Também é um momento tão delicado que você pode até estar pensando que seria melhor que ele fosse embora e a desobrigasse de tomar essa decisão. Claro que cada ser humano é único, mas reflitamos em índices para termos uma idéia: A potência sexual no homem tem um apelo muito forte, representando quase que sua identidade. Infelizmente é comum que em algum momento da vida, por inúmeras razões, sintam-se inseguros quanto a sua masculinidade e procurem prová-la através de casos extraconjugais. Costumam dizer que os faz sentir potentes e cheios de vida, mas que não passa disso. Dessa forma, existe grande chance de seu marido estar sendo sincero e que tudo o que aconteceu não tenha mesmo passado de “fantasia” para ele. O inquestionável é que seu marido não foi procurar o que não encontrou em você, ele busca o que não tem em si mesmo!

No entanto, o que soa de mais urgente é a questão: e você? Porque a pessoa mais importante da sua vida é você mesma! Então essa é a grande resposta que deve buscar. Eu sugiro que procure inicialmente avaliar o que seria a sua vida se ele fosse embora realmente. Projete em seu pensamento como se você se visse de fora; então, o que viria? Estaria melhor, pior ou do mesmo jeito que está agora? Faça o mesmo imaginando que você põe um fim nesse casamento, não quer mais a partir de agora; e então, como se vê nessa situação? Consegue imaginar como se sentiria diante das consequências dessa sua atitude? E finalmente, continue olhando-se como se assistisse a sua própria vida e pense em você dando uma nova chance para esse casamento. Como seria ficar com ele? Você só enxerga como tem sido ou consegue vislumbrar maneiras diferentes? Se você não conseguiu fazer esse exercício, tente novamente, ele a ajudará a separar a emoção da razão, dando-lhe maior possibilidade de escolha lúcida. Você entende o quanto as suas emoções têm influenciado a sua vida? É compreensivo depois de seu trauma!

Nossa vida se desencadeia através de nossas escolhas, por isso, precisamos estar atentos a elas. Independente de qual for a sua, tenha em mente que fará tudo para sentir-se melhor e mais feliz na vida. Isso é o importante! Portanto, arregace as mangas e comece logo o trabalho de procurar maior satisfação para você mesmo, determine que o tempo de chorar já acabou; construa novos tempos para você.

Trabalhe a sua auto-estima, sentindo-se uma pessoa especial, capaz de grandes feitos! Você pode agir nesse sentido, aliás, só você o pode!

 

Suely Buriasco


Estratégias para vencer o vício do e-mail

 

O e-mail é, sem dúvida, uma das tecnologias recentes que mais dominou a vida das pessoas. O endereço online é uma unanimidade, praticamente todo mundo o tem. Conheço apenas uma pessoa que não tem e-mail: meu avô. O problema não é a existência do e-mail, mas como as pessoas o têm utilizado. Para muitos, ficar sem checar a caixa de entrada, por algumas horas, pode dar “tremedeira” no corpo, quase um processo de abstinência.

As pessoas estão viciadas no mau uso dessa ferramenta. Nas empresas, o e-mail se tornou o maior ladrão corporativo da produtividade (quase empatado com as reuniões). O uso errado do e-mail é padrão: todo mundo copia todo mundo; volume de e-mails desnecessários; pessoas ansiosas que mandam e-mail e conseguem ligar antes do mesmo chegar; pessoas que usam e-mail para tirar a sua responsabilidade da reta; caixas postais lotadas e muitos outros erros que o e-mail proporciona.

Um estudo realizado por Stanfor e Boston University analisa a forma que lidamos com o e-mail e como isso pode afetar o estresse e a performance no trabalho. Os pesquisadores descobriram exatamente o que prevíamos: não é a quantidade de e-mails que afeta a nossa produtividade, mas como lidamos com essas correspondências online. O ponto-chave é o tempo que gastamos para respondê-los, ou seja, quanto mais tempo disponibilizamos para usar essa ferramenta, mais aumenta o estresse.

Então, o foco tem de ser na redução do tempo que levamos para responder e enviar os e-mails. Para isso, existem diversas estratégias. Separei as quatro mais importantes de serem aplicadas:

Veja o seu e-mail a cada 2 horas – Se você ficar com seu e-mail aberto a todo o momento, seu tempo com o e-mail aumenta e, consequentemente, aumenta seu nível de estresse, podendo levar você a multitarefar. Esse é o pior hábito que o profissional pode ter para perder o controle do seu tempo. Pense: se a atividade for urgente, as pessoas vão te ligar. Se as pessoas não podem esperar 2 horas para obter uma resposta sua, o seu problema não é e-mail;

Escreva pouco de forma objetiva – As pessoas que recebem minhas respostas já perceberam que eu não escrevo mais do que três ou quatro parágrafos. Se o assunto é longo, ligue ou agende pessoalmente, não perca tempo escrevendo. Adotei esse modelo para entrevistas, sempre que possível evito responder via e-mail e faço por telefone. Ninguém mais tem tempo para ler e-mails muito longos, comece a reparar que, quanto mais longo seu e-mail, mais tempo ele demora a ser respondido;

Meta de ver o “branco” da Caixa de Entrada – Isso significa que sua “Inbox” deve ter menos e-mails do que a capacidade de uma tela, para você poder ver o branco que fica quando você tem poucas mensagens. Para isso, nesses horários foque em transformar seus e-mails em tarefas, reuniões, informações (pastas) ou simplesmente em lixo. Nada de trabalhar por e-mail, trabalhe por tarefas priorizadas; e

Troque o e-mail por outros meios – A tendência é o e-mail deixar de existir nos próximos anos e isso vai acontecer pelo uso de ferramentas como Messenger, softwares de colaboração como o Neotriad, aplicativos de escritório como o Word online, compartilhamento de documentos, etc. Sempre que possível, pense em como evitar mandar um e-mail através de outra forma de comunicação.

O bom uso do e-mail consegue definir o profissional produtivo do improdutivo. Procure pesquisar mais sobre esse assunto, antes que o e-mail vire seu vício e o maior ladrão do seu tempo. Para outras dicas visite nosso portal www.triadps.com/emala

 

Christian Barbosa

 


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