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Conheça o CRIA
E leia as matérias referentes a criança e a educação abaixo:
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CRIA - CENTRO DE RECREAÇÃO INFANTIL DA AFEMI
CEI CRIA
Fim de Ano no
CEI CRIA

Queridos leitores, amigos,
padrinhos e pais. Mais uma etapa cumprida no CEI CRIA e agora é hora de nos
prepararmos para a despedida. Estas crianças vão seguir seus caminhos, nova
vida, novos sonhos e novas realizações. Queremos em Deus que continuem
crianças saudáveis e felizes tão quanto hoje conosco. Esses rostinhos lindos vão
receber a visita do Papai Noel e temos a certeza que essa marca ficará
presente
na vida deles para sempre.
É
com muito amor que o CEI CRIA agradece a todos os que de alguma forma
participaram de nossas atividades e curtiram nosso trabalho.
Foram passeios, festas,
projetos, apresentações e muita brincadeira o ano todo.
Aproveitamos para comunicar
que já estamos trabalhando para a construção de mais uma creche.
Todos os que se sentirem
tocados em colaborar basta entrar em contato conosco e fazer uma visita.
O
CEI CRIA agradece a as crianças que serão atendidas também.
Em nome da AFEMI agradecemos
a todos os funcionários, pais e padrinhos que estiveram tão pertinho da gente e
fizeram do Natal 2011 o melhor Natal destas crianças.
Diretoria AFEMI
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Leia este mês:
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A brincadeira não é
apenas passatempo
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Deficientes podem
estudar numa escola comum se houver professor preparado
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Estudo e
alimentação: A união certa para um bom desempenho
-
Educação
profissional muda vida de jovens
-
Hospital das
Clínicas alerta: crianças com Psoríase e Vitiligo são vítimas de
bullying nas escolas
-
Prevenção contra as
drogas deve começar na escola
-
Educação Sexual
Saudável
-
Manter a
alimentação saudável também nas férias é importante para as crianças
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A brincadeira não é
apenas passatempo
Além de distração,
brincar contribui para o desenvolvimento intelectual e ajuda nos
primeiros contatos da criança com o mundo
Estudiosos
da psicanálise indicam que o ato de brincar ajuda na criação da
concepção de mundo das crianças, além de privilegiar a capacidade de
criatividade e autenticidade do viver. Maria Helena, psicanalista do
CPPL (www.cppl.com.br),
reforça a importância das atividades lúdicas na rotina dos pequenos,
pois é a partir da brincadeira que a criança começa a se relacionar com
o mundo e com os objetos ao seu redor. “Uma brincadeira espontânea é o
momento de fazer novas amizades, se relacionar com outras crianças. E
tem fundamental importância no desenvolvimento psicológico infantil”,
explica.
Além disso, essas
atividades abrem espaço para fantasias e podem propiciar as condições
que enriquecem o desenvolvimento intelectual. No entanto, uma
preocupação iminente na vida moderna é a de que os pais preenchem os
momentos de lazer dos filhos com várias atividades, o que pode impedir o
desenvolvimento dessas brincadeiras espontâneas. “Muitos pais optam por
ir ao shopping, cinema e parques e não valorizam o momento livre”,
alerta a psicanalista.
Maria Helena
acrescenta a importância de introduzir alguns jogos às brincadeiras
livres. “Eles também são importantes, pois através das regras as
crianças se confrontam com os limites e respeito ao adversário. São as
primeiras experiências de competição e, a partir daí, pode-se perceber
as dificuldades e medos do indivíduo.”
Apenas quando a
criança apresentar alguma dificuldade de relacionamento é que começa a
ser necessária a intervenção de um profissional da área. Para evitar que
isso ocorra, Maria Helena recomenda deixá-las livres nas ocasiões de
brincadeira. Ela aconselha os pais a favorecerem esse momento, reunindo
o filho com outras crianças, reservando um bom espaço para a diversão e,
o mais importante, deixando acontecer.
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Deficientes podem
estudar numa escola comum se houver professor preparado
Fórum de direitos
humanos diz que, para mudanças ocorrerem, é preciso pressão social
“As
universidades vivem numa espécie de Disney. Um lugar que não existe
negro, homossexual, deficiente. Um mundo idealizado. É o momento de
trazer doses de realidade para dentro dela”. Com essa frase, o professor
da graduação e pós-graduação do Instituto de Filosofia e Ciências
Humanas da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), Oswaldo
Munteal, abriu o I Fórum de Direitos Humanos da Uerj, ocorrido ontem, 14
de setembro.
Segundo ele, a taxa
de interesse em direitos humanos nas universidades é muito pequena.
“Vivemos na lógica do produtivismo, quande tudo é ranqueado. Como a
discussão sobre direitos humanos não pontua, ela é considerada inútil e
é deixada de lado”, criticou.
Claudia Grabois,
membro da Comissão de Direitos Humanos e Assistência Judiciária da
OAB/RJ, coordenou o Fórum ao lado do professor Oswaldo e disse que,
quando esses temas não são abordados na universidade, os estudantes saem
dela com lacunas. Segundo a advogada, “tudo que a gente faz durante o
dia todo é exercício de cidadania”. E, para ela, esse exercício deve
passar pela universidade. “A sociedade brasileira ainda está
consolidando sua democracia. E essa discussão sobre direitos humanos
começa aos poucos. A mobilização que acontece na universidade é muito
importante, porque ela tem eco na sociedade”, disse.
Renato Simões,
ex-deputado federal e Coordenador Nacional de Movimentos Populares e de
Setoriais do PT e do Movimento Nacional de Direitos Humanos (MNDH),
explicou que direito humano é um direito que um grupo de pessoas tem e
que é convertido em direito de todos. Nesse I Fórum, por exemplo, o
direito a educação pelos deficientes foi enfatizado.
“A educação é um
direito humano. Porém, construir essa ideia da educação como direito
humano, envolveu, e continua envolvendo, um amplo debate de quem pode e
como pode ser educado – mulher, índio, deficiente –”, disse Renato.
De acordo com ele,
tudo que é considerado como direito humano deve ter três
características: ser universal, indivisível e interdependente. E essas
características devem estar presentes nas políticas públicas.
Renato explicou que
ser universal significa ter a vocação de possibilitar o exercício de
todos a esse direito. “Ser indivisível significa que um direito não se
restringe a ele mesmo. Não se divide em si só. Envolve outros direitos.
E ser interdependente significa que não há direito que se efetive sem se
assentar em outros. Por exemplo, o direito a educação é interdependente
a outros direitos, como a saúde”, completou.
Os debatedores
lembraram que cabe ao Estado assegurar que os direitos sejam realmente
vivenciados pelas pessoas. Porém, destacaram que isso só irá acontecer
se houver pressão social. Eles disseram, entretanto, que, felizmente, há
um movimento positivo da sociedade nesse sentido, inclusive na inclusão
à educação das pessoas com deficiência.
Os coordenadores do
Fórum encerraram o evento com a promessa de elaborar uma carta de apoio
ao Plano Nacional de Educação (PNE), com foco na Meta 4, que visa
universalizar para a população de 4 a 17 anos o atendimento escolar aos
estudantes com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e
altas habilidades ou superdotação na rede regular de ensino.
“A educação especial
é uma modalidade que deve acompanhar todas as etapas do ensino, da
creche à pós-graduação, por exemplo. Um autista pode estar numa sala de
aula comum se ele tiver alguém para acompanhá-lo. E o professor se sente
seguro para ensinar esse aluno, se ele tiver sido preparado”, disse
Claudia.
Renato Simões lembrou
que “a educação inclusiva para pessoas com deficiência não é bom só para
elas. É bom para todos. Para que todos saibam conviver com a deficiência
do outro. Para que todos sejam mais solidários. A educação contra a
homofobia não é importante só para o movimento LGBT. É importante para
todos. Para que todos sejam mais respeitosos, sejam melhores seres
humanos”.
Agência Notisa (science
journalism – jornalismo científico)
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Estudo e alimentação:
A união certa para um bom desempenho
Muitas
são as preocupações dos estudantes que estão se preparando para
concursos e vestibulares. Por isso, para driblar a ansiedade e evitar
problemas na hora dos exames, vale apostar em uma alimentação saudável e
equilibrada. E acredite: esse cuidado pode fazer a diferença.
Segundo o psicólogo
Fernando Elias José, especialista em preparação psicológica para provas,
concursos e vestibulares, é essencial entender um pouco sobre a
importância dos alimentos e a função de cada nutriente, em especial
durante os dias que antecedem a prova. “A nossa capacidade de raciocinar
e memorizar pode ser estimulada por meio do que comemos. É essencial o
equilíbrio entre carboidratos, proteínas, gorduras, vitaminas e sais
minerais”, explica.
Recomendações:
Procure não consumir
alimentos muito gordurosos, como frituras e doces, pois eles retardam a
digestão e dificultam o raciocínio;
Aumente o consumo de
frutas, legumes e líquidos para o bom funcionamento do intestino;
Evite alimentos e
bebidas estimulantes, principalmente à noite, como chocolate,
refrigerantes à base de cola, energético e café, pois podem aumentar a
ansiedade.
Fernando Elias José
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Educação profissional
muda vida de jovens
Educação e
capacitação profissional qualificam e incluem adolescentes no mercado de
trabalho. Porém, ainda falta maior incentivo de empresas e governo.
Pesquisa mostra que 54% dos jovens estão desempregados.
Raquel
Almeida Vieira ficou órfã de pai aos 2 anos na Bahia, foi na
adolescência com a mãe costureira para Campina Grande, na Paraíba, e
logo viram que o destino era São Paulo, porém, como para maioria dos que
fazem este caminho, o início foi de grandes dificuldades. Sua história
começou a mudar quando seu tio a indicou para fazer o curso de
capacitação profissional no Camp Caxingui, no qual ele também tinha
participado em 1987. No Camp, ela foi inserida na Cia. Energética de São
Paulo – CESP, porém, no segundo mês de estágio, com apenas 16 anos, a
menina ficou grávida. Mesmo assim, ela continuou no trabalho e na
escola.
Mesmo ficando grávida
aos 16 anos, Raquel ficou até 2008 na CESP, depois trabalhou no
departamento de Recursos Humanos na Bristol Myers Squibb, foi assistente
do diretor de Supply Chain Brasil na Mead Johnson Nutrition e hoje, aos
24 anos, é coordenadora de Recrutamento da empresa biofarmacêutica
anglo-americana Shire.
No Brasil existem
milhares de casos similares, no entanto, o que difere a história desta
jovem para a grande maioria é a oportunidade profissional, pois, mesmo
grávida, continuou o “seu percurso” e hoje tem uma boa perspectiva de
futuro para ela e seu filho.
“O Camp Caxingui, em
São Paulo, visa dar ao jovem a iniciação ao trabalho, sendo um ‘aprender
fazendo’. Mas, a instituição acaba também atendendo os anseios dos
estudantes transpondo a questão profissional”, diz Robson Lancaster,
presidente do Camp Caxingui.
Comenta, ainda, que
instituições como o Camp Caxingui mudam, muitas vezes, a estrutura
familiar, dando oportunidades para as pessoas e essas, acabam voltando a
ter sonhos. “Vemos alguns pais que não acreditam no futuro dos seus
filhos, por causa da dificuldade financeira/social e de repente, ao
perceberem os resultados do nosso trabalho, até eles voltam a estudar”,
conta o presidente do Camp Caxingui.
Segundo Raquel, o
Camp Caxingui foi o elo que ligou uma adolescente sem muitas
oportunidades ao mercado de trabalho. “Antes da instituição, não via a
possibilidade de conseguir um bom emprego. O Camp me abriu as portas
para o mundo empresarial e me proporcionou a chance de me tornar a
profissional que sou hoje. Tenho muito a aprender ainda, mas o primeiro
passo eu dei com a ajuda do Camp”, conta a ex-aprendiz.
Lancaster fala que
são essas histórias que faz com que acreditemos que a educação com
capacitação profissional impulsionará ainda mais o país, além de
contribuir com cada cidadão.
Pesquisa realizada
pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada – IPEA, mostra que 54% dos
desempregados nas áreas urbanas no Brasil são jovens com idade entre 18
e 29 anos. “É fundamental neste período trabalhar, pois, isso também
interfere na autoestima da pessoa. Estimulamos e inovamos sempre o nosso
projeto para que mais estudantes participem. Para isso, queremos
capacitar as pessoas dentro das escolas públicas, facilitando o acesso.
Para nós, são os jovens que irão ajudar a melhorar e desenvolver o
Brasil e, portanto, precisamos fazer mais por eles”.
Lancaster conta que
mesmo a instituição existindo há 34 anos, ainda tem no nicho empresarial
quem desconhece ou desconfia do trabalho. “Para fazer as coisas darem
certo, é necessário que todos queiram crescer. Assim, o Camp ministra os
cursos, dá o suporte técnico/psicológico; a empresa precisa fazer a
parceria com a instituição e admitir os aprendizes; o governo deveria
ser menos burocrático; e os alunos devem batalhar para crescer e
continuar estudando”.
Robson Lancaster,
presidente do Camp Caxingui acrescenta que as exigências legislativas,
bem como a dinâmica da rotina burocrática de procedimentos trabalhistas,
exigem por vezes do Camp uma estrutura administrativa que eleva custos e
atrapalha o desenvolvimento das atividades. “Além disso, outra
dificuldade esta relacionada com o envolvimento do empresariado, seja
daqueles que estão obrigados a contratarem aprendizes ou dos não
obrigados, que muitas vezes não buscam alternativas em parceria com o
Camp para instituírem um Programa de Aprendiz, com as regras legais e
com as garantias de uma atuação dentro da Responsabilidade Social”.
“Queremos criar o
mecanismo de conscientização mais eficiente e dinâmico, permitindo que a
ligação empresa, instituição e aprendiz consolide-se e permita que os
jovens saiam de seus riscos sociais e pessoais, através de uma formação
continuada entre a empresa e o Camp Caxingui, formando grandes
profissionais, como Raquel”, conclui Lancaster.
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Hospital das Clínicas
alerta: crianças com Psoríase e Vitiligo são vítimas de bullying nas
escolas
No
mês em que se comemora o Dia das Crianças, a Dermatologia do Hospital
das Clínicas da FMUSP alerta para a prática do bullying nas escolas.
Segundo a Dra. Zilda Najjar, das doenças crônicas mais freqüentes da
pele, as crianças portadoras de Psoríase e Vitiligo são as grandes
vítimas.
Uma alta porcentagem
de crianças com estas dermatoses em tratamento no hospital, adianta a
médica, apresentam angústia, depressão, estresse e ansiedade, fatores
que agravam as doenças, que acometem cerca de dois milhões de habitantes
no Brasil.
A falta de
conhecimento é a principal responsável pelo preconceito, que causa
humilhação e vergonha e, na maioria das vezes, levam às crianças a se
afastarem do convívio social ou a esconderem sua condição através de
blusas de mangas longas, calças compridas e chapéus.
Outro alerta diz
respeito aos pais. Eles não devem esconder que a criança é portadora de
Psoríase ou Vitiligo. Do contrário, precisam tratar o assunto de maneira
natural com os professores. “A conscientização é importante para que a
escola não seja mais um agente estigmatizador”.
A psoríase é uma
doença inflamatória, não contagiosa, que causa o aparecimento de placas
avermelhadas com escamas esbranquiçadas na pele. Os braços, pernas e
couro cabeludo são as áreas mais acometidas, porém a doença pode
comprometer qualquer região do corpo e até mesmo se disseminar. A
exposição solar moderada auxilia o tratamento. O diagnóstico é clínico e
o tratamento depende da extensão do quadro apresentado.
Vitiligo
O Vitiligo é uma
doença caracterizada pela perda da pigmentação natural da pele. Causas
genética, emocional e autoimune podem desencadear a doença, que se
manifesta em qualquer idade. O diagnóstico precoce leva à cura em quase
50% dos casos.
A despigmentação da
pele ocorre geralmente em forma de manchas brancas. As áreas mais
afetadas são: face, punhos, dorso das mãos, dedos, axilas, pescoço,
cotovelos, joelhos, virilha e antebraços. A maioria dos pacientes
procura o médico pelo transtorno estético que a doença ocasiona. O
tratamento é geralmente local e há melhora com a exposição da área à
luz solar ou fototerapia de forma controlada.
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Prevenção contra as
drogas deve começar na escola
Psicólogo defende a
adoção de programas educacionais de prevenção às drogas desde o ensino
fundamental
Uma
das maiores falhas no combate ao alcoolismo e ao uso de drogas ilícitas
está na falta de investimentos na prevenção. De acordo com o psicólogo
Dionísio Banaszewski, especialista no combate à drogadição, famílias e
escolas devem apostar desde cedo na informação como a principal arma
contra as drogas. “Assim como na saúde geral, tudo o que é investido em
prevenção contra o uso de drogas pode ser economizado no tratamento.
Acredita-se que os investimentos em prevenção podem reduzir em pelo
menos cinco vezes o que se gasta em tratamentos – que muitas vezes não
alcançam sucesso”, salienta o especialista.
A escola pode ter
papel fundamental nessa questão. As pessoas ainda têm no seu imaginário
a ideia do traficante na porta da escola, seduzindo crianças. Essa é uma
imagem ultrapassada, segundo o psicólogo, porque hoje o caminho é o da
curiosidade, que faz com que, muitas vezes, as próprias crianças
procurem experimentar bebidas e drogas – e o acesso é facilitado. Por
isso, se as escolas investirem em informação para a prevenção, podem
driblar a curiosidade dos estudantes desde cedo. Outro aspecto
importante é que, quando a escola está atenta ao problema, os casos de
uso de drogas são mais facilmente descobertos, estudados e tratados,
antes que tomem proporções mais preocupantes, explica Dionísio.
Trabalho profissional
Para que o trabalho
contra as drogas seja efetivo nas escolas, Dionísio Banaszewski defende
que as instituições adotem programas específicos, com profissionais
habilitados, ao invés de apenas sobrecarregarem mais os professores. “O
professor, nesses casos, é um coadjuvante importante para fortalecer o
combate, mas não pode ser responsabilizado pelo desenvolvimento de ações
como palestras a apresentações de conteúdos de combate ao uso de álcool
e drogas”, comenta.
Levar palestras
esporádicas, contando experiências ou histórias de cunho meramente
emocional, pode sensibilizar algumas pessoas, mas não chega a ser
efetivo para a prevenção, de acordo com o psicólogo. Mas quando a escola
adota programas continuados e abrangentes, atingindo todo o corpo
funcional, desde os colaboradores até professores e estudantes, os
resultados são mais significativos, garante o especialista.
O psicólogo orienta
profissionais que têm trabalhado em instituições de ensino, como
universidades e escolas, promovendo ações de prevenção contra o uso
abusivo de bebidas alcoólicas e drogas. No Colégio São José, na cidade
de Porto União (SC), por exemplo, o programa continuado de combate ao
uso de drogas já dura mais de cinco anos. Nesse período, foi possível
ver mudanças comportamentais na comunidade, como, por exemplo, festas de
debutantes sem bebidas alcoólicas. Os poucos problemas que surgiram no
período foram diagnosticados e tratados rapidamente. “E o mais
interessante é que, nos poucos casos que surgiram, os próprios
estudantes buscaram ajuda, porque sabiam dos riscos a que estavam
expostos”, comenta o psicólogo.
Uma pesquisa
apresentada na Conferência Municipal de Saúde de União da Vitória (PR),
município “gêmeo” de Porto União, em 2005, mostrou que a iniciação ao
uso de bebidas alcoólicas chegou a atingir 98,6% em alunas do ensino
médio de escolas particulares da região. Esses índices caíram para 54%,
de acordo com pesquisa realizada em 2009, especificamente dentro do
Colégio São José. Com base nesses números, Dionísio salienta a
importância dos trabalhos de prevenção. “Está mais que comprovado que a
prevenção é muito mais efetiva até mesmo que o tratamento. Infelizmente
os tratamentos contra as drogas têm índice de sucesso de apenas 33%,
sempre correndo o risco de recaídas. Já na prevenção, cuida-se do
problema antes que ele se instale”, conclui o psicólogo.
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Educação Sexual
Saudável
Se aprendida
naturalmente em casa, a sexualidade não nos cria tantos problemas ao
longo da vida. O individuo é um ser essencialmente subjetivo e único;
resultado de toda a sua formação.
Portanto,
é importantíssimo que a família e a escola, em parceria, dediquem às
crianças e aos adolescentes uma orientação sexual que lhes possibilite
o entendimento das transformações que vão ou estão ocorrendo em seu
corpo e transmitindo-lhe sensações - de uma forma natural e sem tabus.
Os comportamentos
sexuais são aprendidos desde a infância. Uma criança falante e curiosa
pode começar a mostrar interesse pelo sexo aos 2 ou 3 anos, mesmo sem o
uso da palavra. A maioria o faz com 4 ou 5 anos de idade.
Por isso mesmo, a
família e a escola desempenham um importante papel quando, através das
informações corretas, garantem e protegem o desenvolvimento natural
da sexualidade.
Paradoxalmente, mesmo
com tanta modernidade, com ampla abertura dos temas sexuais em nossa
sociedade, muitos pais têm dificuldades em abordar o tema “sexualidade”
com os filhos; por uma questão de valores, preconceitos, tabus ou mesmo
por vergonha.
O ser humano não
nasce com tendências a se auto-educar. Precisa de normas, limites,
delimitações de espaços, regras, modelos e exemplos a serem seguidos.Os
adolescentes devem ser levados pelos pais e educadores a refletirem
sobre a sexualidade, conhecerem suas possibilidades e limites; mas com
dados reais e não sob pressão e medo.
A sexualidade sempre
foi algo surpreendente para crianças e curioso para adolescentes: a
percepção das diferenças no próprio corpo e no corpo do outro, a
descoberta das carícias e da fonte incontestável de prazer que o sexo
representa, despertam a sua atenção continuamente.
A idéia de que sexo
“não é conversa para crianças” contribui ainda mais para aguçar a
imaginação de cabecinhas ávidas por informações. Como as respostas não
são conseguidas em casa, entram em ação os “colegas sabe-tudo” que, na
maioria das vezes, sabem muito pouco e acabam deturpando fatos e
informações; criando falsas verdades ou dúvidas ainda maiores.
No início, o que a
criança quer saber é muito pouco. Não é preciso explicar detalhes, nem
mentir, desconversar, ou brigar. Basta explicar o básico, na linguagem
que ela puder entender.Ela tem estímulos de sobra em relação à
sexualidade e a outros aspectos da vida. Assim como se ensina que ela
deve atravessar a rua olhando para os lados, escovar os dentes, lidar
com horários e dinheiro, ou aprender as cores, é fundamental que ela
aprenda a entender seus sentimentos em geral; inclusive os da
sexualidade. .
O desconhecimento, o
não dito, pode gerar fantasias e angústias. Então, nada de ficar
colocando cegonhas e estrelinhas na conversa, nem fugir do tema. O
importante é o orientador abrir espaço para dúvidas e responder aquilo
que é pereguntado.Existem livros e profissionais que podem orientar de
uma maneira prática e tranqüila a indispensável educação sexual.
Lembre-se: se você
não acolher e orientar adequadamente seu filho, alguém mal intencionado
poderá exercer esta função.
Dr Alessandro Vianna
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Manter a alimentação
saudável também nas férias é importante para as crianças

O preparo da comida
pode ser mais um bom momento para pais e filhos desfrutarem juntos nas
férias. Compartilhar o prazer de cozinhar também é oportunidade de
mostrar o valor nutricional e ainda usar a criatividade para tornar os
pratos mais atraentes.
No período de férias,
a rotina pode até mudar, mas manter uma boa alimentação é muito
importante para as crianças. Resistir à tentação dos lanches rápidos e
guloseimas é um exercício que requer dedicação dos pais, já que é
preciso manter os hábitos saudáveis. Uma forma de fazer o momento se
tornar agradável é chamar os filhos para ajudar a preparar a comida.
Experiências mostram que quando a criança põe a mão na massa, fica
orgulhosa do seu trabalho e acaba comendo com mais prazer. Para a
nutricionista Cláudia Lobo é possível fazer os filhos gostarem de
alimentos naturais e nutritivos, aliando criatividade e conhecimento
para preparar refeições rápidas e saudáveis. Partindo da própria
experiência, de quem conseguiu vencer a obesidade e hoje adota uma dieta
equilibrada, a nutricionista mostra no livro Comida de criança - Ajude
seu filho a se alimentar bem sempre, da MG Editores, como montar um
cardápio adequado à realidade de cada família.
Cláudia começa o
livro com uma afirmação incômoda para as mães, mas totalmente
verdadeira: "você é responsável pela qualidade e pela quantidade de
comida que seu filho come". Quando criança, a própria autora sempre teve
suas vontades atendidas, só comia o que desejava. Bem intencionada e
solícita, a mãe nunca imaginou que pudesse estar contribuindo para um
quadro grave de obesidade. "Conto a minha história para ilustrar como é
comum esse comportamento nas famílias. E, principalmente, para mostrar
como isso acontece por falta de conhecimento", afirma a nutricionista,
que é mãe de dois filhos.
Dividida em cinco
partes, a obra aborda os principais problemas do consumo de alimentos
processados, explica a importância do consumo regular de proteínas,
carboidratos, fibras e outros nutrientes, revela os benefícios do
consumo de comida saudável e, principalmente, mostra como montar um
cardápio equilibrado e tornar as refeições mais atraentes para as
crianças.
"Todo o embasamento
científico que apresento no livro é para convencer as mães da
importância do que será posto em prática. Para entender a maneira como
tudo funciona", diz Cláudia. A alimentação saudável, explica a
nutricionista, não é um ideal utópico, da dona de casa que tem todo o
tempo do mundo. "O livro mostra que é possível, mesmo tendo de comer
fora de casa, seguir as dicas e orientar a alimentação dos filhos,
obtendo resultados e mantendo o bom hábito", diz.
A obra aborda a
alimentação, a nutrição e a educação alimentar da criança de 2 a 12
anos. Mostrando de maneira fácil e rápida como montar um cardápio
adequado à realidade de cada família, a autora ensina quais alimentos
escolher na hora de comprar e por que fazê-lo; como economizar tempo e
dinheiro; e como preparar refeições rápidas e nutritivas.
Cláudia também sugere
formas de transformar a própria criança em aliada no processo de
educação alimentar, além de apresentar informações, dicas e sugestões
valiosas para solucionar problemas do dia a dia - como a falta de tempo
para o preparo de refeições, a criança que "não come" e aquela que
detesta legumes. "Ao criar um filho, nas várias situações, o que se quer
é o bem da criança, ensinando o bem e o mal. A alimentação está
diretamente ligada a essa questão, sobretudo quando mostramos que
escolhas certas fazem toda a diferença. Dessa forma, quebramos o ciclo
vicioso que se estabeleceu durante gerações", afirma.
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