Associação Feminina das Servidoras Públicas do Brasil

 

Confira AFEMI em Destaque:

  • Muita cautela em 2012

  • 2012: fim do mundo ou da mediocridade?

  • Brasil apresenta 48 cidades com risco de surto de dengue em 2012

  • Vereadores apreciam 123 projetos no segundo semestre e 213 no ano

  • Alckmin veta projeto que proibiria exposição de cigarros

  • Preparar a Rio+20

  • Homicídio doloso em acidente de trânsito entra nas estatísticas

  • Serenidade para avaliar o novo Código Florestal

 

 



Muita cautela em 2012

 

O ano não foi tão bom quanto em 2010, mas não dá para reclamar, mesmo com a brusca freada do PIB no terceiro trimestre. Pairam incertezas sobre 2012, diante da crise dos Estados Unidos e dos países da zona do euro, mas não há propriamente um clima de pessimismo generalizado. A palavra de ordem nas empresas é cautela.

O mercado de recrutamento de executivos se comportou como outros setores da economia, com grande aquecimento em 2010, quando o País cresceu 7,5%, e uma fase de acomodação em 2011, que deverá se repetir no próximo ano. Algumas empresas protelam novos investimentos e, portanto, tendem reduzir ou adiar também novas contratações. Por conta disso, procurarão ser certeiras no momento da contratação de um executivo, recorrendo a empresas especializadas em recrutamento.

Na verdade, mesmo com índices de crescimento da economia em base mais modesta, continua o chamado apagão de talentos, que decorre mais de problemas estruturais. A formação de profissionais não acompanha a velocidade do ritmo de produção no Brasil.

Os setores que ainda devem demandar mais executivos são os de construção civil e de engenharia em geral, uma vez que o País faz grandes investimentos para melhorar a infraestrutura, impulsionados pela Copa do Mundo em 2014 e pelas Olimpíadas em 2016.

Mas outros setores, especialmente os de tecnologia da informação e de petróleo e gás, também têm grande carência de talentos, proporcional aos investimentos que estão sendo feitos. O agronegócio, cujo desempenho impediu um PIB negativo no terceiro trimestre, continuará a demandar profissionais para áreas que não estão dentro das fazendas, mas além das porteiras, como logística, comércio exterior, meteorologia, biotecnologia e serviços financeiros. Para cada posto criado na produção, dois são abertos em serviços.

Em 2011 passaram a dar sinais de que vão demandar mais executivos as áreas de educação e saúde, que estão investindo na profissionalização, passando por processos de fusão e aquisição e despertando a cobiça de fundos de investimento, tanto brasileiros como internacionais. Profissionais especializados em sustentabilidade ou que querem trabalhar na área também um amplo mercado pela frente.

Por conta da falta de profissionais bem preparados, houve um aumento de salários e benefícios, impulsionado tanto pela batalha para capturar um talento no mercado quanto para retê-lo. Outro ponto que favoreceu o profissional brasileiro foi o aumento da importância do Brasil para as multinacionais. O País virou o principal mercado consumidor para algumas delas e muitas transferiram a sede de suas operações na América Latina para cá. Assim, os diretores daqui ganham poder e isso se reflete nos salários, mais altos que em outros países.

Em 2012 essa situação deve se estabilizar, pois as remunerações atingiram um patamar muito elevado e se subirem mais podem ficar em desacordo com o mercado.

Na verdade, ninguém espera maravilhas, mas pode ser um bom ano.

 

Marcelo Mariaca

 

 


2012: fim do mundo ou da mediocridade?

 

Estamos em janeiro, primeiro mês de 2012, um ano igual a qualquer outro. A diferença deste ano para os demais é o marketing que ele tem. Teve filme com nome de 2012, tem um monte de profecias de fim mundo só para ele, teve propaganda de banco, teve até um calendário criativo que recebi de uma revista que vai apenas até o dia 21/12 (data que o mundo acaba!).

Este ano deveria ser o fim da nossa mediocridade pessoal e não o fim do mundo. De acordo com o dicionário Houaiss, medíocre é aquilo que é de qualidade média, comum, modesto, pequeno. Será que 2011, 2010, 2009, etc não foram anos modestos, comuns, medíocres?

Será que muitas pessoas não fazem a vida ser medíocre?

Sim, as pessoas fazem e se conformam com isso. É medíocre o tempo que dedicam para fazer a carreira dar uma guinada, é medíocre o tempo que dedicam para a família, para seus sonhos, para si próprio. É fácil ser medíocre, é fácil estar na média ou se igualar por ela.

Faça 2012 o ano do fim da mediocridade pessoal. Adote uma nova postura, pare de reclamar que não tem tempo, quando na verdade você é preguiçoso para planejar, esquece de todo dia anotar e priorizar o que deve ser feito. Para de ser medíocre nos seus resultados e no seu equilíbrio.

Eu quero um 2012 bem acima da curva, bem longe da linha da mediocridade. Eu vou lançar meu novo livro no primeiro semestre (falta um capítulo!), eu vou empreender mais além da Tríade, eu vou ousar mais em coisas que tenho sido comedido, eu vou aumentar meu patrimônio, eu vou fazer a Tríade bater as metas novamente, eu vou ajudar mais pessoas a terem mais vida. Eu vou fazer aquilo que a minha mente permitir não aceitar a mediocridade.

2012 é realmente o ano do FIM. Do fim da mediocridade de tudo que fiz.

2012 é o ano de estar acima da média.

E VOCÊ?

Feliz 2012, o ano do fim da mediocridade.

 

Christian Barbosa

 

 


Brasil apresenta 48 cidades com risco de

surto de dengue em 2012

 

No Brasil, a região Sudeste registra o maior número de casos de dengue por ano, as demais regiões, por ordem de incidência de casos de dengue são Nordeste, Centro-Oeste, Sul e Norte. Segundo dados do Ministério da Saúde, o Brasil apresenta 48 cidades com risco de viver surto de dengue em 2012, com índices acima de 3,9% de infestação pelo mosquito Aedes aegypti. Dentre os municípios em risco, estão as capitais: Rio Branco (AC), Porto Velho (RO) e Cuiabá (MT). As capitais em situação de alerta são Salvador (BA), Recife (PE), Belém (PA), São Luis (MA) e Aracajú (SE).

Doença infecciosa causada por um arbovírus, a dengue  apresenta quatro tipos diferentes: DEN-1, DEN-2, DEN-3 e DEN-4, que ocorre principalmente em áreas tropicais e subtropicais do mundo, inclusive no Brasil. As epidemias geralmente ocorrem no verão, durante ou imediatamente após períodos chuvosos.
A dengue clássica se inicia de maneira súbita, apresentando sintomas parecidos com o da gripe, como febre alta, dor de cabeça, dor atrás dos olhos, dores nas costas e  às vezes, aparecem manchas vermelhas no corpo. A febre dura cerca de cinco dias, com melhora progressiva dos sintomas em 10 dias. Em alguns poucos pacientes podem ocorrer hemorragias discretas na boca, na urina ou no nariz. Podendo haver complicações.
 

Fonte: Hospital São Luiz

 

 


Vereadores apreciam 123 projetos no segundo semestre e 213 no ano

 

Os vereadores de Diadema tiveram um ano de 2011 com muito trabalho. Foram 45 sessões ordinárias e sete extraordinárias. No período, eles discutiram 213 Projetos de Lei, sendo 90 no primeiro semestre e 123 no segundo. Em 2010, foram realizadas 44 sessões ordinárias e 11 extraordinárias com a apreciação de 166 projetos.

Em 2011, do Executivo protocolou 114 propostas, das quais 46 foram apresentadas entre fevereiro e junho do ano passado e 69 entre agosto e dezembro, ou 47,9% a mais na comparação entre os semestres. No mesmo período, o Legislativo teve apreciadas 99 proposituras, sendo 44 no primeiro semestre e 53 no segundo. Ou seja, comparando um semestre com o outro, os vereadores apresentaram 25% a mais de projetos.

O destaque fica para a Mesa da Câmara, que entre agosto e dezembro de 2011 apresentou 11 projetos, sete a mais que no primeiro semestre, no total do ano, portanto, foram 15 propostas. Em seguida, vem o vereador Laércio Soares (PCdoB), que propôs 12 projetos no ano, seis em cada semestre. Depois vem o vereador Manoel Eduardo Marinho, o Maninho (PT) com 11 PLs, sete entre janeiro e junho e quatro no último semestre de 2011. O vereador João Merenda teve apreciadas nove proposituras, sendo uma no primeiro semestre e oito no segundo.

Já com relação aos requerimentos e indicações, foram apresentados no período 1536 documentos. Deste total, 1318 foram lidos nas sessões do segundo semestre. E o vereador Maninho (PT) foi o líder com 63 requerimentos e 168 indicações, 231 no total do período. Em seguida, aparecem os vereadores Cida Ferreira (PMDB) com 52 requerimentos e 110 indicações (162 no total) e Célio Boi (PSB), com 15 requerimentos e 134 indicações, 149 no total.

Em 2011, os vereadores trabalharam também em 23 sessões solenes, seis no primeiro semestre e 17 no segundo.

Neste período também, a Mesa da Câmara, que administra a Casa, devolveu à Prefeitura de Diadema, na última sexta-feira de 2011, cerca de R$ 3 milhões fruto do saldo financeiro do ano. Deste total, R$ 2,5 milhões referem-se ao que o Executivo já havia deixado de repassar à Câmara no início do ano. Os R$ 447 mil restantes são referentes aos ajustes administrativos realizados pela Mesa, que proporcionaram esta economia, de acordo com o presidente da Câmara, Laércio Soares (PCdoB).

A Mesa é composta ainda pelo 1º vice-presidente, Célio Lucas de Almeida, o Célio Boi (PSB), Talabi Ubirajara Cerqueira Fahel (PR), 2º vice-presidente, Marion Magali de Oliveira (PPL), 1ª Secretária, Márcio Paschoal Giudicio, o Márcio da Farmácia (PV), 2º Secretário e Wagner Feitoza, o Vaguinho (PSB), 3º Secretário.

“Foi um ano de trabalho positivo, com muita participação dos vereadores em defesa do coletivo, do bem público”, explicou o presidente da Casa, Laércio Soares (PCdoB). Os principais projetos apresentados na Câmara em benefício da população foram aprovados aqui”, completou. O vereador Márcio Paschoal Giudicio, o Márcio da Farmácia (PV), que é o segundo secretário da Mesa, concordou. Para ele, vários projetos aprovados tiveram boa repercussão junto à população. “Foi o caso da proposta de proibir os chamados ‘pancadões’ na cidade, que após várias discussões e intervenção da Câmara a proposta foi retirada”, ressaltou.

 

 


Alckmin veta projeto que proibiria exposição de cigarros

 

Foi publicado no Diário Oficial do Estado de São Paulo o veto total ao projeto de lei 128/2011, de autoria do deputado Donisete Braga (PT), que propunha a proibição da exposição de cigarros nos seus pontos de venda no estado.

No fim de novembro, o projeto havia sido aprovado pela Assembleia Legislativa, seguindo para a apreciação do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, que o vetou na última segunda-feira, fazendo prevalecer a Lei Federal 9.294/1996 que regula, dentre outros temas, a propaganda comercial e a exposição de produtos fumígenos.

Na justificativa do veto, o governador afirmou que o projeto de lei seria inconstitucional pois trata de tema de competência privativa da União, o qual já foi regulado pela Lei Federal 9.294/1996. Esta lei foi recentemente alterada pela Lei Federal 12.546/2011, que modificou seu artigo 3º, proibindo toda forma de propaganda comercial destes produtos, mas permitindo a sua exposição nos pontos de venda, desde que acompanhada de advertências sobre os malefícios do fumo e da respectiva tabela de preços.

Nas cidades de São José dos Campos (SP) e Cornélio Procópio (PR), projetos semelhantes foram aprovados e tornaram-se leis. Contudo, em ambos os casos, as leis estão suspensas por liminares judiciais cujos fundamentos se assemelham aos do veto do governador paulista. No estado do Piauí, um projeto de lei que também visa à proibição da exposição de cigarros nos pontos de venda foi aprovado pela Assembléia Legislativa no fim de dezembro e deve seguir para a sanção ou veto do governador Wilson Martins (PSB) nos próximos dias.

 

 


Preparar a Rio+20

 

A Conferência do Clima (COP-17) realizada em Durban, na África do Sul, foi o mais longo encontro das Nações Unidas para debater o aquecimento global e seus desdobramentos foram importantes para revalidar o antes “desdenhado” Protocolo de Kyoto, acordo multilateral para redução das emissões de gases-estufa. No último dia 11 de dezembro de 2011, os delegados de 194 países participantes da COP-17 apresentaram um documento de consenso que resgata o otimismo necessário para avançarmos na Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20), a ser realizada no próximo ano, na cidade do Rio de Janeiro.

 

Avanços importantes

Pela primeira vez os Estados Unidos, historicamente o principal responsável pelas emissões dos gases-estufa, e a China, o maior poluidor da atualidade, concordaram em se submeter a metas compulsórias de redução dos volumes de gás carbônico lançados na atmosfera. Um alento e tanto, dado o vexame da Conferência de Copenhagen, em 2009. Apesar disso, o chamado Tratado de Durban estabelece que as metas não serão definidas antes de 2015 e não começarão a contar antes de 2020, mas até 2017 continuará valendo o Protocolo de Kyoto e avançaram as tratativas em torno da criação do Fundo Verde do Clima, com dotação orçamentária de US$ 100 bilhões anuais para financiar a adaptação dos países emergentes aos futuros padrões de emissões.

Desafio global

Entretanto, permanece o desafio de compartilhar a responsabilidade entre os poluidores históricos (EUA, Rússia e Japão) e os países em desenvolvimento (China, Índia, áfrica do Sul e Brasil). Os primeiros querem que as nações em desenvolvimento também se comprometam a reduzir suas emissões, sob o risco de uma competição desleal no mercado global. Enquanto os emergentes não aceitam que os países desenvolvidos, que enriqueceram ao longo de séculos sem qualquer preocupação ambiental, imponham restrições ao seu crescimento econômico.

 

Referência global

A nota positiva é, justamente, o Brasil que se distanciou da posição de recusar metas obrigatórias de redução das suas emissões e se esmerou em apresentar um conjunto de medidas de combate ao efeito estufa. Muito desta mudança de posição se deve a liderança exercida pelo embaixador Luiz Alberto Figueiredo e pela ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira.

Com isso, o Brasil pode e deve se consolidar como uma das principais lideranças mundiais na defesa do meio ambiente, graças à sinergia entre as legislações inovadoras, o comprometimento do setor produtivo, a participação efetiva de ONG´s ambientais e o envolvimento da sociedade.

O Brasil apresentou ao mundo reduções substantivas nos índices históricos de desmatamento, um compromisso assumido pelo governo brasileiro mesmo antes da aprovação do REDD – Fundo Internacional de Combate ao Desmatamento. A taxa anual de desmatamento da Amazônia atingiu seu menor índice desde o início da mensuração, em 1998. Os satélites do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) registraram o corte de 6.280 km2 entre agosto de 2010 e julho deste ano. Essa é terceira queda anual consecutiva. Calcula-se que o desmate de florestas responde por 15% das emissões globais de gases estufa.

Outras iniciativas também merecem destaque: a Lei Nacional de Mudanças Climáticas que estabelece metas claras de redução de emissões de gases estufa e conta com um fundo para financiar políticas de mitigação e incentivo a economia de baixo carbono, do qual fui relator; a Política Nacional de Resíduos Sólidos, da qual participei ativamente como presidente do Grupo de Trabalho responsável pela sua formulação e que se encontra no meio de um célere processo de implementação; além da nossa experiência bem sucedida com o etanol e a bioeletricidade, oriundas da cana de açúcar.

 

Rumo Certo

O resultado da COP-17 não foi o que se desejava em relação ao acordo de fixação de metas para redução do lançamento de gases que provocam o efeito estufa, mas deu passos importantes para criar um clima mais favorável para os debates na RIO+20, que vai anteceder a COP-18, prevista para 2012, no Qatar. Apesar das indefinições, fica cada vez mais evidente que a sustentabilidade veio para ficar, consolidando um caminho sem volta rumo a uma economia global de baixo carbono.

 

Arnaldo Jardim

 

 


Homicídio doloso em acidente de trânsito entra nas estatísticas

 

Nova resolução aumenta a exatidão e diminui chance de erros estatísticos. Delegados passarão a especificar cada boletim de ocorrência de homicídio ou latrocínio

 Os homicídios dolosos causados por acidente de trânsito foram incluídos no Sistema Eletrônico de Coleta de Dados como nova modalidade criminal. A mudança vem para suprir a necessidade de fixar uma nova metodologia de trabalho nas unidades da Polícia Civil. Já que recentemente, acidentes com vítimas fatais, provocados por motoristas embriagados, passaram a ser registrados como homicídios dolosos.

A partir de janeiro, as Estatísticas Mensais da Criminalidade passarão a incluir dois novos itens: os homicídios dolosos decorrentes de acidentes de trânsito e o número de vítimas fatais.

A mudança foi estabelecida pela Resolução SSP-215/2011, do secretário da Segurança Pública, Antonio Ferreira Pinto, publicada no Diário Oficial do Estado no último dia 22. A nova medida, que entra em vigor dia 1º de janeiro de 2012, altera a redação da Resolução SSP-160, de maio de 2001, que normatiza a publicação das estatísticas criminais.

Pela nova regra, as unidades policiais deverão elaborar planilhas eletrônicas contendo os números dos Registros Digitais de Ocorrências (RDO) de homicídios dolosos e latrocínios. O levantamento deve ser encaminhado ao Núcleo de Análise de Dados, setor estatístico da Delegacia Geral de Polícia (DGP). Após a consolidação dos dados, o levantamento é disponibilizado para a Coordenadoria de Análise e Planejamento (CAP).

 

Elogio à imprensa
O objetivo da medida é diminuir falhas e aumentar a exatidão das estatísticas criminais. Anteontem (26), o jornal AGORA publicou matéria sobre homicídios não contabilizados com tal.

O secretário da Segurança Pública, Antonio Ferreira Pinto, parabenizou o autor da matéria, Léo Arcoverde. "Graças a você, à sua reportagem, conseguimos detectar alguns casos que não haviam sido contabilizados", afirmou, acrescentando que "esse levantamento do AGORA nos ajudou bastante".

Na ocasião, o secretário esclareceu que oito, dos 43 casos mencionados na reportagem, já haviam sido contabilizados anteriormente. Depois da matéria, outros 15 casos foram revistos e inseridos nas estatísticas - portanto, 23 dos 43 casos já estão corrigidos.

Restam ainda 10 casos, sob investigação, cujos delegados responsáveis deverão esclarecer porque não foram classificados como homicídios. E finalmente outros 10 casos que envolveram PMs que reagiram a assaltos e foram todos contabilizados como mortes em confronto com excludente de ilicitude, publicados no Diário Oficial do Estado, conforme a Resolução 516, de 2001.

"Nós dependemos da seriedade e da exatidão dos números fornecidos pelos distritos (policiais). É em razão disto que podemos formar indicadores sérios e transparentes. Isso é uma luta de todos nós, é constante, o interesse é nosso, e a imprensa só nos ajuda", afirmou o secretário Ferreira Pinto.

 

Pioneirismo
São Paulo é pioneiro na adoção de políticas de transparência na divulgação trimestral de estatísticas criminais, desde 1995. Eram divulgados os dados do estado, capital, Grande São Paulo e interior.

Em janeiro de 2002, a SSP passou a publicar na internet uma série histórica dos principais indicadores de criminalidade. Desde março de 2011, São Paulo começou a divulgar as estatísticas criminais mensalmente por unidade policial. Com a mudança, as atualizações das estatísticas passaram a ser mais frequentes.

Desde setembro, a SSP publica dados de violência doméstica contra a mulher, atendendo ao que estabelece uma lei aprovada pela Assembleia Legislativa.

As estatísticas destinam-se, em primeiro lugar, à tomada de decisões estratégicas de governo, como distribuição de recursos materiais, humanos e tecnológicos. Por isso, são sempre atualizadas, de modo a refletir, da forma mais próxima possível, a realidade criminal. Com base nos registros oficiais, são elaborados mapas da criminalidade, que indicam locais, dias e horários de maior incidência.

A SSP toma medidas constantemente para diminuir a subnotificação e aumentar o registro formal de cada crime ocorrido. Exemplos disso são a Delegacia Eletrônica e o registro de BOs pela Polícia Militar.

 

 


Serenidade para avaliar o novo Código Florestal

 

Depois de dez meses de discussões e quinze audiências públicas, o Senado aprovou o novo Código Florestal. O texto equilibrado, prudente e harmônico, equaliza a atividade econômica e a preservação da natureza, no campo e nas cidades.

Como boa obra política, a arte do possível, o texto não agradou inteiramente aos dois lados. Os ambientalistas buscam maiores restrições à exploração econômica. Produtores rurais e setores imobiliários, por sua vez, querem maior liberdade para empreender.

A quase totalidade dos envolvidos, no entanto, admite que se conseguiu um amplo consenso para substituir o atual Código, vigente desde 1965. A Câmara dos Deputados deu início à reforma no texto, que se desatualizou nestes 46 anos que se passaram.

A proposta que os deputados enviaram ao Senado, consubstanciada no substitutivo do relator Aldo Rebelo, hoje ministro do Esporte, provocou forte reação dos ambientalistas e sinais de que, tal como estava, tornava previsível o veto presidencial.

O Senado sanou esse problema introduzindo inovações criativas e interessantes. Entre elas, a separação entre os dispositivos permanentes e os transitórios, a diferenciação das normas para áreas urbanas, os incentivos para recuperação das áreas degradadas, as medidas de apoio à agricultura familiar.
O tratamento dado às chamadas "áreas consolidadas", é o ponto que ainda encontra maior resistência entre ambientalistas. É, porém, a solução possível diante de realidades como a cafeicultura em Minas Gerais e no Espírito Santo, a produção de maçãs em Santa Catarina, e uva no Rio Grande do Sul.

As atividades consolidadas nas APPs, porém, estão condicionadas a requisitos como utilidade pública, interesse social e de baixo impacto ambiental.

Para se livrar da multa sobre desmatamentos em APPs, ocorridos até julho de 2008, os produtores terão que recuperar um mínimo da mata nativa e cadastrar o seu imóvel, para que os órgãos ambientais possam monitorar desmatamentos futuros. Com isso, estima-se que serão replantados 23,5 milhões de hectares de mata nativa.

A grande mudança para os municípios é a obrigatoriedade de preservar as margens de cursos d'água e garantir, nos novos empreendimentos e expansões urbanas, um mínimo de 20 metros quadrados de área verde por habitante.

O Senado ainda alterou disposição da Câmara para obrigar o reflorestamento de matas ciliares na faixa de 15 metros pra os rios mais estreitos e 100 metros para os rios mais largos.

O novo Código Florestal foi aprovado por expressiva maioria dos senadores, 59 votos a favor e sete contra. A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, acompanhou as negociações e apoiou a solução encontrada.

Como houve modificações no texto original, agora a proposta volta à Câmara que, segundo acordo de liderança, deverá colocar o tema em votação no início de março. Aos deputados cabe aprovar o texto amplamente consensual no Senado, tal como se encontra, ou retomar ao anterior. Não há alternativa regimental.

O que a sociedade espera, agora, é serenidade na decisão da Câmara para que o Brasil tenha, o mais rápido possível, um marco regulatório que dê segurança jurídica aos produtores, garantia de preservação do meio ambiente existente, assim como estímulos para recuperação de áreas degradadas, e regras para expansão das cidades.

 

 Clésio Andrade

 

 


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