SERVIÇOS
SP ganha 1º serviço
especializado em internação de grávidas dependentes de crack
Com investimento
aproximado de R$ 700 mil ao ano, unidade estadual no Hospital
Psiquiátrico Lacan oferecerá 10 leitos para gestantes, com
acompanhamento clínico, psiquiátrico e obstétrico
A
Secretaria de Estado da Saúde inaugurou nesta terça-feira, 10 de abril,
o primeiro serviço especializado no tratamento de gestantes com
dependência química no Estado de São Paulo. São 10 novos leitos de uso
exclusivo para grávidas, na clínica estadual mantida pela pasta no
Hospital Psiquiátrico Lacan, em São Bernardo do Campo.
Com investimento
aproximado de R$ 700 mil ao ano, o novo serviço proporcionará às
gestantes com dependência química acompanhamento clínico, psiquiátrico e
obstétrico. Para ocorrências de maior complexidade, também contará com o
respaldo de atendimento do Hospital Geral de Diadema.
“A criação do novo
serviço foi feito a partir da observação de um aumento considerável de
mulheres que, em razão da dependência, acabavam se prostituindo ou
ficando em situação de vulnerabilidade”, afirma Sérgio Tamai,
coordenador de Saúde Mental da Secretaria.
Para ser encaminhada
ao novo serviço, a gestante deve procurar voluntariamente o Cratod
(Centro de Referência em Álcool, Tabaco e Outras Drogas), órgão da
Secretaria localizada na região central da capital paulista, para passar
por processo de triagem. O médico indicará a necessidade de internação,
cujo período será variável, conforme a recomendação terapêutica proposta
pela unidade.
Além dos 10 leitos
exclusivos para internação de gestantes com dependência química, o
Hospital Psiquiátrico Lacan também oferece outros 70 leitos
especializados para o tratamento de intoxicação a adultos, de ambos os
sexos.
Nos próximos dois
anos a Secretaria irá investir cerca de R$ 250 milhões para implantação
de 710 novos leitos de internação para dependentes em álcool e drogas no
Estado de São Paulo. Entre os projetos, está em fase de implantação mais
15 leitos especializados para tratamento de gestantes em Itapira, no
Instituto Américo Bairral.
Em março, o Cratod,
na capital, passou funcionar 24 horas por dia, sete dias por semana,
incluindo feriados. Nove leitos de observação foram disponibilizados
para atendimento de casos agudos. Agora os dependentes em álcool e
drogas que necessitarem de observação por um período maior de tempo não
precisarão ser transferidos para outros serviços, como ocorria quando o
Cratod fechava, no período da noite a madrugada.
Pesquisa
Levantamento inédito
produzido pela Secretaria na maternidade estadual Leonor Mendes de
Barros apontou aumento do número de mães dependentes de crack e cocaína
que perderam a tutela de seus bebês em razão do vício.
Por meio do serviço
social, o hospital encaminhou em 2011, para a Vara da Infância e
Juventude, 52 crianças cujas mães não tinham condições de manter a
guarda do filho em virtude da dependência química.
Esse aumento foi
progressivo no decorrer dos anos. Em 2007 houve apenas um caso. Em 2008,
15 crianças foram encaminhadas à Vara da Infância e Juventude. Já em
2009 foram 26 casos, e em 2010, 43.
Outros três hospitais
estaduais da capital apresentaram também casos de bebês encaminhados ao
Conselho Tutelar ou à Vara da Infância em 2011 em razão de dependência
química das mães. Foram 13 ocorrências no Hospital Geral de Pedreira, 14
no Hospital Geral de São Mateus e 32 no Hospital Estadual de Sapopemba.
Rede Cegonha
Gestantes receberão
auxílio financeiro para deslocamento
A
partir de sexta-feira (9), municípios poderão solicitar acesso ao
sistema que permite cadastrar e acompanhar as gestantes que receberão o
auxílio financeiro.
O ministro da Saúde,
Alexandre Padilha, juntamente com o presidente da Caixa Econômica
Federal (CEF), Jorge Fontes Hereda, assinaram, nesta quinta-feira (8),
contrato que garantirá a todas as gestantes atendidas no Sistema Único
de Saúde (SUS) o benefício (até R$ 50,00) de apoio ao deslocamento para
realização das consultas de pré-natal e para o parto. A partir de
sexta-feira (9), o sistema já estará disponível para que os municípios
solicitem a senha de acesso. Outra novidade anunciada pelo ministro
Padilha é a inclusão do exame de eletroforese de hemoglobina para
detecção da anemia falciforme, mais prevalente nas mulheres negras. A
incorporação deste exame irá gerar impacto de R$ 12 milhões, por ano, em
investimentos da Rede Cegonha.
Em 2012, um milhão de
gestantes (mais de 40% das gestantes usuárias do SUS) devem receber o
benefício. Até 2013, a meta é alcançar todas as grávidas (2,4
milhões).”A proposta do auxílio foi aprendida com municípios que já
concediam esse benefício, mostrando que essa ação aumentava a adesão das
mulheres aos pré-natal”, explicou o ministro Padilha.
Por meio da Rede
Cegonha, o Ministério da Saúde tem investido em medidas para evitar
atitudes discriminatórias e violentas contra as mulheres. Essas medidas
incluem a qualificação do atendimento no parto e ao nascimento, de forma
humanizada, e através da qualificação das maternidades. Também preveem o
acompanhamento das gestantes e identificação dos riscos social e
clínico. As mulheres negras têm como principais causas de óbito materno
hipertensão e hemorragias. “Não podemos permitir qualquer prática de
racismo nos serviços de saúde”, enfatizou o ministro.
O Ministério da Saúde
também tem capacitado profissionais e qualificando serviços que atendem
as mulheres em situação de violência. O SUS conta atualmente com 552
serviços de atenção às mulheres em situação de violência doméstica e
sexual e 64 serviços para a realização de aborto legal. “Parte desses
investimentos são recursos, mas uma grande parte é destinada à
qualificação. É imprescindível a educação permanente dessas equipes. A
partir da notificação compulsória vamos ter condições melhores para
identificar onde precisamos expandir e qualificar os serviços, sobretudo
na humanização desse atendimento”, afirmou Alexandre Padilha.
Rede Cegonha – A Rede
Cegonha, lançada em 2011 pelo governo federal, vem qualificando a
assistência prestada às gestantes no SUS. A estratégia já conta com R$
239 milhões para propostas apresentadas por estados e municípios. Dentro
da estratégia existem ações que também visam melhorar a assistência às
mulheres negras, quilombolas e adolescentes. A Rede Cegonha incluiu o
exame de eletroforese de hemoglobina para todas as gestantes como
rotina, com o objetivo de melhorar o diagnóstico e tratamento. Essa ação
privilegia mulheres negras pelo fato de anemia falciforme ser mais
prevalente nelas. O objetivo é melhorar detecção e tratamento. “O
primeiro esforço da Rede Cegonha já foi observado com a redução da
mortalidade materna. Reconhecemos que apesar da redução ainda estamos
longe de cumprir o objetivo do milênio, mas é uma sinalização de que é
possível avançar com a ajuda da sociedade e o compromisso dos gestores
públicos”, ressaltou Padilha.
A Rede Cegonha também
capacitará, ainda neste ano, as parteiras quilombolas para qualificar a
atenção ao parto e nascimento, que também receberão os kits parteiras. O
Ministério da Saúde já comprou 1.680 kits para parteiras tradicionais e
parte dos kits irá para as quilombolas.
Para as adolescentes,
o benefício importante é a inclusão do teste rápido de gravidez no SUS e
o encaminhamento para orientação sobre gravidez indesejada, seja nas
Unidades Básicas de Saúde ou por meio do Programa Saúde na Escola. Todas
as mulheres também serão beneficiadas pelo sistema que melhora o
acompanhamento das gestantes de risco.
BENEFÍCIO - Todas as
gestantes que estão fazendo o pré-natal no Sistema Único de Saúde
poderão receber o valor de até R$ 50 reais. Para isso, os municípios
devem estar inseridos na estratégia Rede Cegonha e ter implantado o
SISPRENATAL WEB. Até o momento, 23 estados e 1.685 municípios já
iniciaram o processo de adesão à estratégia. Na primeira consulta de
pré-natal, a gestante deverá assinar o requerimento que autoriza o
pagamento do apoio deslocamento.
O benefício será pago
em duas parcelas de R$ 25 reais. Para receber o valor integral (R$
50,00), a gestante deverá fazer o requerimento até a 16ª semana de
gestação. A segunda parcela será paga após a 30ª semana de gravidez. As
gestantes que solicitarem o benefício após 16ª semana de gestação só
terão o direito a uma parcela de R$ 25 reais.
Todas as gestantes
que são beneficiárias de algum programa social federal, como por
exemplo, Bolsa Família, Programa Nacional de Segurança Pública com
Cidadania (Pronasci), Programa Nacional de Inclusão de Jovens (ProJovem),
dentre outros, e que são titulares de algum cartão magnético específico
destes programas, receberão o benefício utilizando o mesmo cartão. As
que já possuem o Cartão do Cidadão, emitido pela Caixa Econômica
Federal, receberão o benefício através deste cartão.
As que não possuem nenhum cartão social receberão
o Cartão do Cidadão que será enviado pela Caixa Econômica Federal para o
endereço cadastrado no SISPRENATAL WEB. O calendário de pagamento deste
benefício segue ao calendário de Pagamentos do Programa Bolsa Família,
cujas datas são definidas de acordo com o último número do cartão.
(Consulte
aqui o
calendário).
A gestante poderá
sacar o benefício em qualquer um dos terminais de autoatendimento,
correspondentes CAIXA AQUI lotéricos e não lotéricos e Agências da Caixa
Econômica Federal, dentro do horário de funcionamento de cada unidade.
Para outras
informações, os municípios e as gestantes podem ligar na Ouvidoria do
Ministério da Saúde (136) para se informar. Para dúvidas referentes ao
Cartão Cidadão, as informações poderão ser obtidas pelo telefone 0800
726 0101.
HOMENAGEM – Em
comemoração ao Dia Internacional da Mulher, o ministro da Saúde,
Alexandre Padilha, também homenageia hoje três instituições que
realizaram campanha e projetos exitosos de saúde da mulher e de mulheres
em situação de violência.
A Rede pela
Humanização do Parto e Nascimento (ReHuNa) será homenageada pelo seu
movimento denominado “humanização do parto/nascimento”. Esse movimento
pretende diminuir as intervenções desnecessárias e promover um cuidado
ao processo de gravidez, parto, nascimento e amamentação baseado na
compreensão do processo natural e fisiológico.
Outra instituição que
será homenageada é a Rede Nacional Feminista de Saúde, Direitos Sexuais
e Direitos Reprodutivos, que é responsável no Brasil, desde 2010, pela
campanha “Ponto Final na Violência contra as Mulheres e Meninas”,
juntamente com a Rede de Homens pela Equidade de Gênero (RHEG) e
Coletivo Feminino Plural. Dentre os objetivos da iniciativa está a
mudança de atitudes e crenças sociais relacionadas à discriminação,
desigualdades e inequidades de gênero que promovem a violência contra as
mulheres.
A campanha criada e
produzida pela Rede de Desenvolvimento Humano (REDEH) e o Instituto
Magna Mater (IMM), “Quem Ama Abraça”, veiculada em 2011, também será uma
das homenageadas. O foco da campanha era dar visibilidade à questão da
violência contra a mulher e demonstrar como o seu enfrentamento é
fundamental para a construção de uma cultura de paz na sociedade.
“Precisamos acima de tudo do trabalho e envolvimento da sociedade civil
e organizada brasileira, para que acompanhe, monitore, denuncie as
violências que existe no nosso país ou não vamos dar um salto que
precisamos para a qualificação desses serviços no SUS”, finalizou o
Ministro.
Tinna Oliveira
Agência Saúde
Pesquisa revela que
pais que proíbem que filhos bebam,
de fato, funciona
Estudo foi feito com
adolescentes com entre 12 e 16 anos
Filhos
que possuem regras severas sobre o consumo de álcool bebem menos. É o
revela uma pesquisa holandesa publicada online pela revista científica
“Alcoholism: Clinical & Experimental Research.
Realizado com 238
adolescentes, entre 12 e 16 anos, os jovens responderam questionários
contando como é o comportamento dos pais em relação ao álcool e, ainda,
falaram a quantidade de bebida que eles próprios tinham consumido no
último mês.
Além disso, os
pesquisadores testaram o impulso dos adolescentes em relação ao álcool.
Isso foi feito por meio de um sistema conhecido como memória de
trabalho, que analisa a resposta de cada um a um estímulo específico –
como garrafas ou cheiro de bebida.
A tendência é notada
mais claramente entre os meninos. Quando proibidos, eles bebem menos que
as meninas da mesma idade. No entanto, quando os pais permitem, o
consumo de álcool deles é maior que o delas.
Esse trabalho
comprova que a imposição de regras por parte dos pais e o uso do álcool
na adolescência está bem estabelecido, disse a autora Sara Pieters, em
material divulgado pela Universidade Radboud, em Nijmegen.
Saúde oferece duas
novas vacinas para crianças
A partir do segundo
semestre, serão introduzidas as vacinas pentavalente e a pólio
inativada. A campanha nacional contra pólio, com as gotinhas, será
mantida.
O
Brasil está se preparando para a erradicação mundial da pólio. Neste
ano, o país amplia o Calendário Básico de Vacinação da Criança com a
introdução da vacina injetável contra pólio, feita com vírus inativado.
A nova vacina será utilizada no calendário de rotina, em paralelo com a
campanha nacional de imunização, essa realizada com as duas gotinhas da
vacina oral. A injetável, no entanto, só será aplicada para as crianças
que estão iniciando o calendário de vacinação.
Outra novidade para
2012 será a vacina pentavalente, que reúne em uma só dose a proteção
contra cinco doenças (difteria, tétano, coqueluche, Haemophilus
influenza tipo b e hepatite B). Atualmente, a imunização para estas
doenças é oferecida em duas vacinas separadas.
A introdução da
Vacina Inativada Poliomielite (VIP), com vírus inativado, vem ocorrendo
em países que já eliminaram a doença. A Organização Pan-Americana de
Saúde (OPAS), no entanto, recomenda que os países das Américas continuem
utilizando a vacina oral, com vírus atenuado, até a erradicação mundial
da poliomielite, o que garante uma proteção de grupo. O vírus ainda
circula em 25 países. O Brasil utilizará um esquema sequencial, com as
duas vacinas, aproveitando as vantagens de cada uma, mantendo, assim, o
país livre da poliomielite. A VIP será aplicada aos dois e aos quatro
meses de idade e a vacina oral será utilizada nos reforços, aos seis e
aos 15 meses de idade.
AGENDA – A VIP será introduzida no calendário básico a partir do segundo
semestre desse ano. As campanhas anuais contra poliomielite também serão
modificadas a partir de 2012. Na primeira etapa - a ser realizada em 16
de junho - tudo continua como antes: todas as crianças menores de cinco
anos receberão uma dose de VOP, independente de terem sido vacinadas
anteriormente. Na segunda etapa - que ocorrerá em agosto - todas as
crianças menores de cinco anos devem comparecer aos postos de saúde,
levando o Cartão de Vacinação. A caderneta será avaliada para a
atualização das vacinas que estiverem em atraso. Essa segunda etapa será
chamada de Campanha Nacional de Multivacinação, possibilitando que o
país aumente as coberturas vacinais, atingindo as crianças de forma
homogênea, em todos os municípios brasileiros.
Esquema sequencial da vacinação contra poliomielite
|
Idade |
Vacina |
|
2 meses |
Vacina
Inativada poliomielite - VIP |
|
4 meses |
VIP |
|
6 meses |
Vacina oral
poliomielite (atenuada) - VOP |
|
15 meses |
VOP |
Pentavalente: A
inclusão da vacina pentavalente no calendário da criança também será
feita a partir do segundo semestre de 2012. A pentavalente combina a
atual vacina tretavalente (difteria, tétano, coqueluche, haemophilus
influenza tipo b) com a vacina contra a hepatite B. Ela será produzida
em parceria com os laboratórios Fiocruz/Bio-Manguinhos e Instituto
Butantan. As crianças serão vacinadas aos dois, aos quatro e aos seis
meses de idade.
Com o novo esquema,
além da pentavalente, a criança manterá os dois reforços com a vacina
DTP (difteria, tétano, coqueluche). O primeiro a partir dos 12 meses e,
o segundo reforço, entre 4 e 6 anos. Além disso, os recém-nascidos
continuam a receber a primeira dose da vacina hepatibe B nas primeiras
12 horas de vida para prevenir a transmissão vertical.
Heptavalente - No
prazo de quatro anos, o Ministério da Saúde deverá transformar a
pentavalente em heptavalente, com a inclusão das vacinas inativada
poliomielite e meningite C conjugada. “As vacinas combinadas possuem
vários benefícios, entre eles o fato de reunir, em apenas uma injeção,
vários componentes imunobiológicos. Além disso, os pais ou responsáveis
precisarão ir menos aos postos de vacinação, o que poderá resultar em
uma maior cobertura vacinal”, observa o ministro Alexandre Padilha.
A vacina heptavalente
será desenvolvida em parceria com laboratórios Fiocruz/Bio-manguinhos,
Instituto Butantan e Fundação Ezequiel Dias. A tecnologia envolvida é
resultado de um acordo de transferência entre o Ministério da Saúde, por
meio da Fiocruz, e o laboratório Sanofi.
O ministro da Saúde,
Alexandre Padilha, explica que essas mudanças integram a política de
aperfeiçoamento do Programa Nacional de Imunizações (PNI) e estão em
consonância com a meta de inovação e de produção nacional do Complexo
Econômico e Industrial de Saúde. “Queremos estimular o desenvolvimento
tecnológico e diminuir a dependência do mercado externo”, afirma
Padilha.
O secretário Jarbas
Barbosa destaca outras vantagens das vacinas combinadas, como a economia
de custos dos imunobiológicos e de logística operacional. “São produtos
que reúnem um número maior de antígenos capazes de estimular a resposta
imunológica contra mais de um agente infeccioso, vírus ou bactéria. Tudo
isso em única apresentação”, observa o secretário.
Investimento - Com a
implantação da pentavalente haverá uma economia de R$ 700 mil ao ano,
devido à redução no preço da vacina, além da diminuição do custo de
operacionalização (transporte, armazenamento, seringas e agulhas). No
decorrer desse ano, o Ministério da Saúde irá adquirir oito milhões e
oitocentas mil doses da pentavalente, a um custo de R$ 91 milhões.
Também serão adquiridas outras oito milhões de doses da Vacina Inativada
Poliomielite, ao custo de R$ 40 milhões. Para a manutenção de estoque
estratégico, já foram compradas, em dezembro do ano passado, três
milhões de doses da VIP, por R$ 15 milhões.
Mauren Rojahn
Agência Saúde – Ascom/MS
Banco de Leite Humano
do Hospital São Paulo/ Unifesp precisa de doadoras para suprir o estoque
A necessidade é
disponibilizar 90 litros de leite para garantir três meses de
alimentação às crianças internadas
O
Banco de Leite Humano do Hospital São Paulo/ Unifesp está com o estoque
abaixo do limite. O baixo estoque de leite materno para os bebês
internados na Unidade de Terapia Intensiva Neonatal é uma situação de
urgência. O leite materno é fundamental para oferecer suporte
nutricional e imunológico a todos os bebês nos primeiros seis meses de
vida. Sem o alimento, as crianças ficam mais vulneráveis a infecções e
diarréias, que resultam em desnutrição, desidratação e risco de morte.
O Hospital São Paulo/
Unifesp trabalha com o estoque do Banco de Leite para três meses, o que
equivale a 90 litros (30 litros por mês) com a necessidade diária de 1
litro. Para isso, é necessário de 25 a 30 doadoras/mês. Hoje são de 10 a
15.
"Desde 2002
trabalhamos para manter e proporcionar as crianças o que ela necessita,
o leite materno, para suprir a saúde debilitada e garantir uma
recuperação mais rápida e eficaz. Para doar basta ser mãe, estar
amamentando e gozar de boa saúde. Qualquer pessoa nestas condições podem
ser atendidas no laboratório da Unifesp e, seguindo os processos
básicos, se tornar uma doadora", explica a coordenadora do Banco de
Leite do Hospital São Paulo/Unifesp, Ana Cristina Vilhena Abrão.
As mães de crianças
internadas podem participar do processo. O cadastro e as consultas são
feitas quando a criança ainda está internada. Já as mães que querem ser
voluntárias, basta entrar em contato com o departamento do Banco de
Leite e seguir algumas instruções assim como a armazenação do leite, que
pode ser feito na primeira vez em um pote de vidro com tampa de plástico
(50 ml, 100 ml ou o tamanho que desejar) e armazenado no freezer em
temperatura de -16º C. Quando a doadora tiver um frasco de leite
completo é agendado um horário para que uma equipe retire pessoalmente o
alimento e oriente a mãe doadora. Esse processo é feito para garantir
boa saúde para as mães e manter a qualidade do leite. Nesta primeira
visita, as mães recebem os frascos de vidro e as etiquetas para
identificação para as próximas doações.
Ana Cristina explica
ainda que a população desconhece que podem ser doadoras. A
indisponibilidade, a falta de tempo e a orientação e problemas durante a
amamentação, são fatores que dispersam as possíveis doadoras de
contribuírem.
Para orientações de
como doar ligue (11) 5539-0155, das 8h às 16h. O Banco Leite fica na Rua
Loefgreen, 2012. Vila Clementino, São Paulo.
Emílio Ribas alerta
para o risco de doenças
respiratórias durante
o outono
Gripes, resfriados e
alergias são comuns nesta época do ano
O
Instituto de Infectologia Emílio Ribas, unidade da Secretaria de Estado
da Saúde de São Paulo referência no tratamento de doenças
infectocontagiosas, na capital paulista, faz um alerta para o risco de
gripes, alergias e resfriados durante o outono.
O aumento da
poluição, a estiagem e as diversas alterações de temperatura durante o
dia e aglomerações em lugares fechados colaboram para que o organismo
seja vítima de vírus, inflamações e alergias comuns nesta época. O
importante é estar atento aos sintomas e procurar ajuda profissional
para tratar a patologia da maneira correta.
Segundo o
infectologista Ralcyon Teixeira, do Emílio Ribas, apesar de apresentar
sintomas semelhantes, o resfriado e a gripe são provocados por vírus
distintos e devem receber atenções diferentes.
“O resfriado tem
sintomas mais leves, como corisa e leves dores no corpo. O vírus do
resfriado permanece no organismo por apenas três dias. Já a gripe exige
mais atenção, pois ela aparece de maneira mais agressiva,
manifestando-se por febre, fortes dores no corpo, tosse seca e falta de
ar. Neste caso, o ideal é procurar ajuda médica”, esclarece.
Além da gripe e do
resfriado, é preciso estar atento às infecções de garganta, como, por
exemplo, a laringite, que é provocada por vírus ou bactérias e causa
inflamação da laringe, apresentando sintomas de febre, dor de garganta,
tosse seca e rouquidão.
Outra patologia
oportunista da estação são as doenças respiratórias, como a asma
brônquica e alergias. A asma brônquica, popularmente conhecida como
bronquite, doença pulmonar que provoca chiados e dificuldades para
respirar, é incidente no outono e em temperaturas frias, bem como em
exposição à poluição, fumaça e pólen. Pode se tornar extremamente grave
caso não seja acompanhada e tratada desde os primeiros sintomas.
A alergia mais comum
nesta época do ano são as rinites, inflamações das vias respiratórias
provocada pelas variações climáticas bruscas e o contato com o pó e
poluentes. “As pessoas que sofrem tanto pela bronquite como pela rinite
devem estar atentas ao retirar roupas guardadas há muito tempo no
armário, pois elas podem reter pó e odores nocivos para as alergias”,
orienta o doutor Ralcyon.
O infectologista
salienta, ainda, a importância de se ater aos sintomas e procurar o
médico. “Aos primeiros sintomas, o ideal é procurar auxílio profissional
imediato para evitar que um simples resfriado possa se tornar uma
pneumonia ou algo mais grave”, alerta, acrescentando que automedicação
deve ser evitada.
Lavar as mãos: esse
hábito deve continuar
Durante o surto da
Gripe H1N1 em 2009, a população se acostumou a higienizar as mãos para
evitar o contágio; essa atitude não pode ser esquecida
Lavar
as mãos é preciso: este simples ato de higienização com água e sabão ou
detergente é suficiente para afastar até 80% das enfermidades
infecciosas causadas por microorganismos.
Historicamente, o
conceito de limpar as mãos com produtos anti-sépticos surgiu no começo
do século XIX, segundo dados da Associação Paulista de Estudos e
Controle de Infecção Hospitalar (APECIH). Em 1846, o médico Ignaz
Semmelweis determinou que estudantes e médicos do Hospital Geral de
Viena lavassem suas mãos com solução clorada, antes de atender os
pacientes na clínica obstétrica. Como resultado, a taxa de mortalidade
materna reduziu drasticamente, permanecendo baixa por vários anos.
O aumento na
frequência de lavagem de mãos, por parte dos médicos e enfermeiros
dentro dos hospitais, demonstrou a queda na transmissão de inúmeras
enfermidades causadas por bactérias e outros microorganismos. É evidente
que a higienização não deve se restringir unicamente ao ambiente
hospitalar, devendo se estender aos hábitos cotidianos da população.
De acordo com a
infectologista do Hospital Santa Cruz, em Curitiba, Mirian T. M.
Carvalho, “no período em que a mídia enfatizou a necessidade de
higienizar as mãos, como uma das medidas para evitar o contágio da gripe
A (H1N1) percebeu-se diminuição considerável de outras doenças (diarréia)
com mecanismo de transmissão pelas mãos”, afirma. “No entanto, com o
passar do tempo, a população se esqueceu da importância desta atitude e
o índice de enfermidades infecciosas voltou a aumentar”, diz.
Bactérias
multirresistentes
Em hospitais, medidas
para manter o controle da infecção hospitalar, como a lavagem e
anti-sepsia das mãos, são ainda mais rigorosas, devido à complexidade do
ambiente e dos pacientes que o frequentam. No entanto, as bactérias
estão sempre presentes, em todos os lugares. Cabe ao SCIH (Serviço de
Controle de Infecção Hospitalar), várias medidas de controle de infecção
hospitalar, entre elas:
- Busca ativa,
medidas de precauções;
- Uso criterioso de
antibióticos - usando-os somente de forma adequada, evitará o surgimento
de microorganismos com cepas multirresistentes;
- Prática de
supervisão e acompanhamento de resistência bacteriana aos agentes
antimicrobianos;
- Padronização de
soluções germicidas;
- Controle nos
processos de esterilização;
- Normativas junto
aos diversos serviços;
- Visitas técnicas
das diversas áreas do hospital;
- Treinamentos das
várias equipes de saúde em controle de infecção hospitalar.
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