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Leia este mês:
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Eleições embalam
movimentos anticorrupção em 2012
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Contraditório prévio
vale para crimes eleitorais
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O Que É a Democracia?
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Rude ou Real?
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Salário do professor
no Brasil é o 3º pior do mundo
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Direitos humanos,
civis e sociais
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Participar da
política, por quê?
Especialistas defendem mudanças nas regras sobre propaganda eleitoral
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Eleições
embalam movimentos anticorrupção em 2012
Responsáveis por
manifestações realizadas ano passado preparam ofensiva na internet
contra candidatos com problemas na Justiça
Grupo
que levou mais de 30 mil pessoas à Esplanada no 7 de setembro quer
repetir mobilização este ano
As eleições municipais serão o principal
combustível em 2012 para os movimentos que levaram milhares de pessoas
às ruas em 2011 para protestar contra a corrupção. De olho
no julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF)
sobre a validade da Lei da Ficha Limpa
para estas eleições, os organizadores desses atos preparam uma ofensiva
na internet contra candidatos a prefeito e vereador envolvidos em
denúncias e com problemas na Justiça. Mesmo sem uma pauta definida de
mobilização nas ruas, os ativistas apostam na propagação de aplicativos,
redes sociais e sites com informações consolidadas sobre os candidatos.
A ideia é, independentemente do resultado do julgamento do Supremo,
dificultar a vida de quem tem histórico pouco recomendável para ocupar
cargos públicos.
Um dos coordenadores do Movimento de Combate à
Corrupção (MCC), Rodrigo Montezuma aposta na organização virtual para
dar continuidade às ações do grupo. “As passeatas em massa serão
planejadas com outros grupos para que a mobilização seja interessante.
Não adianta ir com pouca gente para não desmobilizar. Estamos nos unindo
pela internet e criando grupos de interesses comuns. Isso é muito fácil
de se fazer hoje em dia”, afirma. O MCC foi responsável pelas
manifestações que reuniram
cerca de 30 mil pessoas na Esplanada dos
Ministérios, no dia 7 de setembro, e
outras 13 mil, em
12 de outubro.
Para o cientista
político Lúcio Rennó, a internet terá papel fundamental nas grandes
cidades, em que os meios de comunicação já estão consolidados. O
professor da UnB acredita que o corpo a corpo ainda será mais importante
na hora de conquistar o voto nos municípios menores. “Provavelmente, não
será um movimento nacional, pois o debate será regionalizado. Por isso,
é difícil prever se haverá desmobilização, mas o debate sobre o combate
à corrupção continua em evidência”, diz.
Para Jorge Donizeti
Sanchez, presidente executivo da Amarribo, entidade de coalizão contra a
corrupção criada em Ribeirão Bonito (SP), os brasileiros têm de encarar
as eleições como uma oportunidade de exigir candidatos ficha limpa e
realizar mais marchas em prol das reivindicações comuns.
Muito barulho
“Embora as marchas
tenham dado uma relaxada no fim do ano, acho que os movimentos ainda
podem ser ampliados. Poderemos ter limitações por causa das eleições,
mas acho também que temos grandes oportunidades nisso. Vamos aproveitar
para fazer muito barulho para que a sociedade enxergue o histórico do
candidato. E é aí que a internet entra, já que podemos organizar e
divulgar essas informações”, afirma Sanchez.
Na avaliação do
presidente da Amarribo, o resultado do julgamento da Ficha Limpa e a
reforma ministerial a ser anunciada pela presidenta Dilma também
precipitar novas mobilizações. “Vamos ver se a presidenta vai escolher
técnicos que possam realizar bons trabalhos, ou se vai seguir a cartilha
política dos partidos”, declara.
A intensa mobilização
prevista para a rede não significa que as pessoas deixarão de sair às
ruas, ressalta Rodrigo Montezuma. Apesar de ainda não ter agenda
definida para o ano, os organizadores do Movimento de Combate à
Corrupção querem repetir em 7 de setembro o sucesso da mobilização do
ano passado, quando aproximadamente 30 mil pessoas ocuparam a Esplanada
dos Ministérios em protesto contra a corrupção, a absolvição da deputada
Jaqueline Roriz (PMN-DF) na Câmara e a falta de transparência nas
decisões do Legislativo.
“Ao longo do ano,
podemos chamar a população de acordo com os acontecimentos, mas vamos
priorizar a campanha pela internet para conscientizar sobre o voto e
desestimular o político profissional”, explica Montezuma. A pauta do ano
passado do movimento continuará valendo neste: aprovação da
constitucionalidade da Ficha Limpa, voto aberto no Legislativo e defesa
do CNJ.
A coordenadora do
Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE), Jovita Rosa, acredita
que, apesar das facilidades da internet, o ano ainda será propício para
mais marchas nas ruas. “Agora a população acordou para a necessidade de
se fazer algo contra os desmandos políticos. Não há mais tolerância e
isso tem acontecido no país todo. Acho que mais pessoas irão à rua em
nome da causa”, afirma. O MCCE foi responsável pela reunião das
assinaturas que garantiram a apresentação do projeto da Lei da Ficha
Limpa no Congresso.
Agora, o MCCE quer
centrar fogo na reforma política. “É um tema que precisa ser debatido, o
sistema está errado. Mas não podemos ficar esperando a boa vontade dos
parlamentares. Ela tem que acontecer por iniciativa popular”, explica
Jovita.
Pão e circo
As organizações estão
focadas nos trabalhos da I Conferência Nacional sobre Transparência e
Controle Social (Consocial). O evento, capitaneado pela
Controladoria-Geral da União (CGU), será realizado entre 18 e 20 de
maio. Os grupos querem a implementação de todas as propostas que serão
aprovadas este ano. “Onde há transparência, a corrupção é abafada”, diz
Jovita.
Ela cita como exemplo
da necessidade de vigilância o resultado de um levantamento feito pelo
movimento “Adote um Distrital”, braço do MCCE em Brasília, sobre as
emendas apresentadas em 2011 na Câmara Legislativa do Distrito Federal.
A maioria delas foi destinada à área cultural. “Mas não podemos nos
enganar com esses dados. Não é um índice bom, porque quando se analisa o
que foi feito com o dinheiro, percebe-se que quase tudo foi destinado a
festas. Ou seja, ainda é a política do pão e circo”, afirma Jovita.
O ano também deve ser
proveitoso para a ampliação da rede Amarribo, que hoje conta com 209
entidades parceiras. A meta é chegar a 280 até o fim do ano. A entidade
ainda quer aproveitar o bom momento de discussão sobre transparência e
combate à corrupção para realizar eventos no país todo que vão além das
marchas. “Queremos fazer congressos e shows que sirvam para educar as
pessoas para essas pautas tão importantes. Queremos aproximar quem ainda
não faz parte de nenhuma organização”, conta Sanchez.
Mariana Haubert
Fonte:
congressoemfoco.uol.com.br
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Contraditório prévio vale para crimes eleitorais
A
prática do contraditório prévio, descrito no Código de Processo Penal,
no qual o acusado pode invocar todas as razões da defesa, sejam elas de
natureza formal ou material, também vale para os crimes previstos na
legislação eleitoral. A decisão é do ministro Celso de Mello, do Supremo
Tribunal Federal, que acolheu pedido de Habeas Corpus, no último 28 de
outubro, de um homem acusado de ter-se inscrito de forma fraudulenta na
Justiça eleitoral. A notícia é da revista Consultor Jurídico.
Embora o Código
Eleitoral, que data de 1965, determine que nesse caso o eleitor será
interrogado antes de apresentar o contraditório, o Código de Processo
Penal determina exatamente o contrário. Essa foi a alegação usada pela
defesa do réu. Segundo os advogados, “as disposições dos artigos 395 a
398 do Código de Processo Penal aplicam-se a todos os procedimentos
penais de primeiro grau, ainda que não regulados nesse código,
incluindo-se, assim, os processos apuratórios de crimes eleitorais,
ainda que o rito procedimental seja regulado por lei especial”.
Para a defesa, o juiz
de primeiro grau desrespeitou o procedimento previsto nos artigos 396 e
396-A do Código de Processo Penal, que estabelecem que “nos
procedimentos ordinário e sumário, oferecida a denúncia ou queixa, o
juiz, se não a rejeitar liminarmente, recebê-la-á e ordenará a citação
do acusado para responder à acusação, por escrito, no prazo de dez dias”
e que “na resposta, o acusado poderá arguir preliminares e alegar tudo o
que interesse à sua defesa, oferecer documentos e justificações,
especificar as provas pretendidas e arrolar testemunhas, qualificando-as
e requerendo sua intimação, quando necessário”, respectivamente.
Foi a Lei 11.719, de
2008 — ou seja, mais de quatro décadas depois da chegada do Código
Eleitoral —, que modificou esse rito. De acordo com o ministro Celso de
Mello, “sabemos que a reforma processual penal estabelecida por
legislação editada em 2008 revelou-se mais consentânea com as novas
exigências estabelecidas pelo moderno processo penal de perfil
democrático, cuja natureza põe em perspectiva a essencialidade do
direito à plenitude de defesa e ao efetivo respeito, pelo Estado, da
prerrogativa ineliminável do contraditório”.
No contraditório
prévio, o acusado pode “arguir as questões formais, de discutir o
próprio fundo da acusação penal e de alegar tudo o que possa interessar
à sua defesa, além de oferecer justificações, de produzir documentos, de
especificar as provas pretendidas e de arrolar testemunhas”, como
enumera o ministro. Ou seja, o interrogatório é o último ato da fase da
instrução probatória.
De acordo com o
artigo 364 da legislação eleitoral, “no processo e julgamento dos crimes
eleitorais e dos comuns que lhes forem conexos, assim como nos recursos
e na execução, que lhes digam respeito, aplicar-se-á, como lei
subsidiária ou supletiva, o Código de Processo Penal”.
Segundo o Celso de
Mello, “a exigência de fiel observância das formas processuais
estabelecidas em lei, notadamente quando instituídas em favor do
acusado, representa, no âmbito das persecuções penais, uma inestimável
garantia de liberdade, pois não se pode desconhecer, considerada a
própria jurisprudência desta Suprema Corte, que o processo penal
configura expressivo instrumento constitucional de salvaguarda das
liberdades individuais do réu, contra quem não se presume provada
qualquer acusação penal”.
O ministro determinou
a suspensão cautelar do processo crime, que tramita na 203ª Zona
Eleitoral de Viradouro (SP). No caso da sentença penal condenatória já
ter sido proferida, ela fica sustada.
Alberto Rollo
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O Que É a
Democracia?
Democracia
vem da palavra grega “demos” que significa povo. Nas democracias, é o
povo quem detém o poder soberano sobre o poder legislativo e o
executivo.
Embora existam
pequenas diferenças nas várias democracias, certos princípios e práticas
distinguem o governo democrático de outras formas de governo.
Democracia é o
governo no qual o poder e a responsabilidade cívica são exercidos por
todos os cidadãos, diretamente ou através dos seus representantes
livremente eleitos.
Democracia é um
conjunto de princípios e práticas que protegem a liberdade humana; é a
institucionalização da liberdade.
A democracia
baseia-se nos princípios do governo da maioria associados aos direitos
individuais e das minorias. Todas as democracias, embora respeitem a
vontade da maioria, protegem escrupulosamente os direitos fundamentais
dos indivíduos e das minorias.
As democracias
protegem de governos centrais muito poderosos e fazem a descentralização
do governo a nível regional e local, entendendo que o governo local deve
ser tão acessível e receptivo às pessoas quanto possível.
As democracias
entendem que uma das suas principais funções é proteger direitos humanos
fundamentais como a liberdade de expressão e de religião; o direito a
proteção legal igual; e a oportunidade de organizar e participar
plenamente na vida política, econômica e cultural da sociedade.
As democracias
conduzem regularmente eleições livres e justas, abertas a todos os
cidadãos. As eleições numa democracia não podem ser fachadas atrás das
quais se escondem ditadores ou um partido único, mas verdadeiras
competições pelo apoio do povo.
A democracia sujeita
os governos ao Estado de Direito e assegura que todos os cidadãos
recebam a mesma proteção legal e que os seus direitos sejam protegidos
pelo sistema judiciário.
As democracias são
diversificadas, refletindo a vida política, social e cultural de cada
país. As democracias baseiam-se em princípios fundamentais e não em
práticas uniformes.
Os cidadãos numa
democracia não têm apenas direitos, têm o dever de participar no sistema
político que, por seu lado, protege os seus direitos e as suas
liberdades.
As sociedades
democráticas estão empenhadas nos valores da tolerância, da cooperação e
do compromisso. As democracias reconhecem que chegar a um consenso
requer compromisso e que isto nem sempre é realizável. Nas palavras de
Mahatma Gandhi, “a intolerância é em si uma forma de violência e um
obstáculo ao desenvolvimento do verdadeiro espírito democrático”.
Fonte:
www.embaixadaamericana.org.br
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Rude ou
Real?
Sei
que o termo é rude, mas peço desculpas pelo uso. Sei que muitos dirão
que cabe à classe política, a solução do problema. Concordo e sei que,
como deputado e como cidadão, posso até ter uma parcela de culpa,
também. Tenho consciência disso, e sempre procurei agir - tanto no
trabalho social que mantenho, como no parlamento – consciente de que não
devemos deixar para o Poder Público a solução de boa parte dos nossos
problemas. Isso nos dá a certeza de que, se todos fizerem a sua parte,
por menor que ela seja, estaremos dando um grande passo para isso.
E, assim feito o
nosso “mea culpa”, vamos ao tema: HORDA. Não vou citar o mestre Aurélio,
tampouco definir a palavra. Eis o fato: de início, um pequeno grupo que
se formava ali, nas proximidades da Estação da Luz. As primeiras
denúncias causaram impacto, embora o problema fosse ainda incipiente. O
tempo foi passando, o crime foi ganhando conotações de organização
forte, e mais do que isso, foi aprimorando a sua técnica maléfica, e
adotando princípios administrativos típicos de grandes empresas.
O tráfico conseguiu,
numa rápida comparação, fazer o que todas as empresas sonham:
popularizar o preço do seu produto, e aumentar o consumo, em larga
escala. E esta pode ser a justificativa para o termo, horda.
O que era um pequeno
grupo virou um aglomerado, reunindo centenas. Isso, centenas de pessoas
de todas as idades, espalhadas pelas ruas de todas as cidades
brasileiras, consumindo drogas, principalmente o crack. E o Poder
Público, mesmo entendendo a condição de enfermos, dependentes, fica sem
meios legais para tirá-las das ruas, e levá-las a uma instituição, para
tratamento. Mesmo nas pequenas cidades do interior, antigamente
consideradas refúgios de tranquilidade, o problema se faz presente, e a
cada dia se manifesta com intensidade maior.
Sem um controle
efetivo nas fronteiras, de modo a impedir a entrada de drogas e de
armas; sem uma lei que nos permita retirar das ruas as pessoas
dependentes, e enviá-las para tratamento em locais adequados; sem um
programa de tratamento e recuperação dessas pessoas; sem uma lei que
puna com muito rigor o tráfico, vamos ver crescer a horda que nos
envergonha, mas também nos faz pensar. Ou tomamos a iniciativa agora,
mudando as nossas leis, ou seremos, muito em breve, reféns de um
exército de infelizes, oriundos de todos os segmentos da sociedade, de
todas as classes sociais. É esperar e conferir. Com a palavra, o
Congresso Nacional.
Vitor Sapienza
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Salário
do professor no Brasil é o 3º pior do mundo
CNTE (Conf. Nac. dos Trabalhs. na Educação) - O
professor brasileiro de primário é um dos que mais sofre com os baixos
salários.
É
o que mostra pesquisa feita em 40 países pela Organização Internacional
do Trabalho (OIT) e a Organização das Nações Unidas para a Educação,
Ciência e Cultura (Unesco) divulgada ontem, em Genebra, na Suíça. A
situação dos brasileiros só não é pior do que a dos professores do Peru
e da Indonésia.
Um brasileiro em
início de carreira, segundo a pesquisa, recebe em média menos de US$ 5
mil por ano para dar aulas. Isso porque o valor foi calculado incluindo
os professores da rede privada de ensino, que ganham bem mais do que os
professores das escolas públicas. Além disso, o valor foi estipulado
antes da recente desvalorização do real diante do dólar. Hoje, esse
resultado seria ainda pior, pelo menos em relação à moeda americana.
Na Alemanha, um
professor com a mesma experiência de um brasileiro, ganha, em média, US$
30 mil por ano, mais de seis vezes a renda no Brasil. No topo da
carreira e após mais de 15 anos de ensino, um professor brasileiro pode
chegar a ganhar US$ 10 mil por ano. Em Portugal, o salário anual chega a
US$ 50 mil, equivalente aos salários pagos aos suíços. Na Coréia, os
professores primários ganham seis vezes o que ganha um brasileiro.
Com os baixos
salários oferecidos no Brasil, poucos jovens acabam seguindo a carreira.
Outro problema é que professores com alto nível de educação acabam
deixando a profissão em busca de melhores salários.
O estudo mostra que,
no País, apenas 21,6% dos professores primários têm diploma
universitário, contra 94% no Chile. Nas Filipinas, todos os professores
são obrigados a passar por uma universidade antes de dar aulas.
A OIT e a Unesco
dizem que o Brasil é um dos países com o maior número de alunos por
classe, o que prejudica o ensino. Segundo o estudo, existem mais de 29
alunos por professor no Brasil, enquanto na Dinamarca, por exemplo, a
relação é de um para dez.
Segundo a Organização
das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), o
salário médio do docente do ensino fundamental em início de carreira no
Brasil é o terceiro mais baixo do mundo, no universo de 38 países
desenvolvidos e em desenvolvimento. O salário anual médio de um
professor na Indonésia é US$ 1.624, no Peru US$ 4.752 e no Brasil, US$
4.818, o equivalente a R$ 11 mil. A Argentina, por sua vez, paga US$
9.857 por ano aos professores, cerca de R$ 22 mil, exatamente o dobro.
Por que há tanta diferença?
Fonte::
http://acentelha-morenope.blogspot.com/2012/01/salario-do-professor-no-brasil-e-o-3.html
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Direitos
humanos, civis e sociais
“Conhecer de forma
mais profunda a realidade de milhões de brasileiros me fez reforçar a
luta por mais igualdade e pela garantia de direitos básicos aos cidadãos
“
2011
trouxe como um dos grandes desafios para mim, a presidência da Comissão
de Direitos Humanos e Minorias da Câmara. Quando assumi a presidência,
fiz um resgate da visão dos direitos humanos na nossa história.
Reafirmei, então, minha posição de que esses direitos devem ser vistos,
também, sob o prisma dos direitos civis e sociais. Não há como
distingui-los.
Garantir aos cidadãos
os direitos humanos é garantir sua cidadania e dignidade. Neste período
em que presido a comissão, realizamos mais de 60 audiências públicas e
seminários sobre os mais diversos temas. Tratamos da violência contra as
mulheres, da ameaça aos povos indígenas, da atuação de grupos de
extermínio, da situação das emergências hospitalares, da discriminação
racial, da intolerância religiosa, da homofobia, da saúde da população
negra, dos anistiados políticos e anistiados do governo Collor, da
violência no campo, do trabalho escravo urbano, da liberdade de
expressão na internet, da juventude, para citar alguns. A violação dos
direitos se dá infelizmente, em todas as áreas.
Todo o trabalho
frente à Comissão teve grande impacto. Isso se justifica porque todos os
assuntos dizem respeito a pessoas, à violência, à exploração, ao
preconceito… Mas alguns, em especial, causaram maior impacto. O primeiro
que relembro diz respeito ao nosso sistema prisional. Enquanto alguns
insistem na visão superficial de que aqueles que defendem direitos
humanos defendem bandidos, nós estivemos no complexo de Bangu.
Conhecemos, também, a ação do grupo AfroReggae. Vimos de perto que a
situação é desumana, que o sistema não recupera, mas que há boa parte
dos apenados que querem ser recuperados, e o AfroReggae ocupa um lugar
vazio, que cabe ao Estado, mas que há anos está vazio. Eles mostram com
a prática que é preciso e válido investir no ser humano.
Outro assunto que
teve forte impacto foram as denúncias de trabalho escravo. As imagens
que vimos são muito fortes. São imagens que expõem ao nosso olhar o
mundo em que vivem milhares de trabalhadores e imigrantes (na maioria
ilegais no país). Conhecer a condição sub-humana a que são submetidos
alguns dos que vivem em nosso país nos torna ainda mais responsáveis –
todos os Poderes – e impelidos a tomarmos medidas que garantam a
dignidade desses trabalhadores. Infelizmente as mudanças são lentas.
Por fim, cito o caso
da intolerância. O sociólogo Boaventura de Souza Santos afirmou que
tolerar é pouco, é preciso respeitar. Essa é, sem dúvida, uma lição para
todos. E que nós, legisladores, temos que fazer valer em nossa
Constituição. Não há mais como conceber que o preconceito – em todas as
suas faces – permaneça impune. Se todos somos iguais perante à lei,
então façamos valer esse direito. Seja na orientação sexual, na
igualdade de gênero, na liberdade religiosa. É preciso combater a
intolerância e dar um passo à frente: respeitar ao próximo.
Conhecer de forma
mais profunda a realidade de milhões de brasileiros me fez reforçar a
luta por mais igualdade e pela garantia de direitos básicos aos
cidadãos. O papel do Estado precisa ser ocupado com precisão, ou
corrermos o risco de ver direitos fundamentais serem violados
permanentemente. Conseguimos, para avançar nesse sentido, apreciar 13
projetos de lei e denunciamos centenas de casos. Mas essa é uma luta que
está apenas começando e deve ser de todos.
A Comissão
mostrou-me, ainda, que é possível construirmos consensos em áreas onde a
intolerância sobrepõe-se ao bom senso. Havendo diálogo, respeito e
debates democráticos, muitos dos desafios do nosso País podem ser
superados. E essa lição não se restringe apenas à CDHM, mas a toda ação
política. Essa é uma das grandes lições do ano e que guiará 2012.
Manuela d'Ávila
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Participar da política, por quê?
Embora
a política não seja tudo na vida, ela influencia em toda
nossa vida, pois política não está relacionada só com
partidos e eleições.
Política é, acima de
tudo, a arte ou a ciência de bem cuidar e organizar a vida em sociedade,
para que todas as pessoas possam viver dignamente, com liberdade e
felicidade.
Aspectos políticos
estão presentes em todas as nossas ações que interferem na vida de
outras pessoas. Os pais e mães ao educarem seus filhos, as professoras e
professores que falam a seus alunos, o padre quando faz o sermão na
missa, a catequista em seu trabalho evangelizador, todos tem maneiras de
enxergar a sociedade e viver nela, e tudo isso repassam às outras
pessoas com quem se relacionam: tudo isso é também ação política, mesmo
que inconsciente.
"Para que todos tenham vida" (jo 10, 10)
Em nossa sociedade a
idéia de política sempre foi muito deturpada, fazendo com que a maioria
das pessoas pense que política é coisa suja, e quem se envolve nela tem
interesses pessoais e é corrupto, ou será quando conseguir algum poder.
Desta forma, uns poucos pensam e decidem os rumos do Brasil, enquanto a
maioria sofre e no máximo reclama de forma desorganizada.
Como cristãos, nós
somos convocados pelo Evangelho a participar da vida em sociedade, "para
que todos tenham vida" (Jô 10, 10). E esta participação se dá desde o
lugar onde moramos, no Grupo de Reflexão, na Associação de Moradores, na
Associação de Pais e Professores, até nos sindicatos e mesmo em partidos
políticos.
Voto =
Responsabilidade De Todos
O ato político mais
tradicional é o voto, que precisa ser feito de forma muito consciente e
responsável, pois com ele escolhemos aspessoas e partidos que vão nos
representar e decidir grande parte dos rumos de nosso país.
O voto não acaba no
dia da eleição, mas precisa continuar no acompanhamento dos eleitos,
para ver se estão fazendo o que prometeram e estão beneficiando o povo
em geral, ou estão privilegiando os poderosos, fazendo crescer o número
de famintos e excluídos.
Mecanismos muito
importantes de participação existem atualmente. São os Conselhos no
campo das políticas sociais (Crianças e Adolescentes, Idosos, Trabalho e
Emprego, Saúde, Assistência Social...), os quais são abertos a toda
sociedade, como instrumentos eficazes para o controle das ações dos
governantes e também para a proposição de novas ações.
Ser cristãos é ser
político, pois é assumir cotidianamente o compromisso com a vida.
Professor Roberto Iunskovski
Fonte:
http://www.pime.org.br/catequese/cateqmjprippolitica.htm
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Especialistas defendem mudanças nas regras sobre propaganda
eleitoral
A
propaganda eleitoral está entre os principais fatores de judicialização
das campanhas, segundo evidenciam números do Tribunal Superior Eleitoral
(TSE). Em 2010, mais de 300 representações reclamaram da conduta de
presidenciáveis e seus aliados na Justiça. Especialistas acreditam que o
excesso de pedidos para interferência do Judiciário está relacionado a
uma legislação muito rigorosa, que precisa ser aperfeiçoada para
melhorar o debate ente candidatos.
Embora a movimentação
em torno dos pré-candidatos seja intensa desde o início do ano
eleitoral, a legislação só permite propagandas a partir do dia 6 de
julho. No TSE, 29 representações apresentadas em 2010 tratavam de
supostos desvios cometidos antes do período permitido por lei. Os
delitos de pré-campanha são punidos com multas.
No período de
propaganda permitido por lei, que abrange os três meses antes das
eleições, algumas regras devem ser seguidas. Há práticas expressamente
proibidas, como, por exemplo, showmícios e outdoors. A legislação ainda
protege a imagem dos políticos garantindo direito de resposta para quem
se sentir ofendido por seu adversário. No TSE, 287 representações
registradas em 2010 são relativas a desvios cometidos na fase de
propaganda liberada. Para o cientista político David Fleischer, da
Universidade de Brasília (UnB), o modelo brasileiro é distorcido por
criar um início fictício da campanha eleitoral. Norte-americano
naturalizado brasileiro, ele defende as regras adotadas no seu país de
origem, onde não há prazo para início da propaganda.
Embora entenda que
todos seriam beneficiados com regras mais flexíveis para a exposição de
candidatos, inclusive a própria sociedade, Fleischer acredita que falte
vontade política para colocar isso em prática. “Os partidos não fazem
nada para mudar porque acham que conseguem levar ou maneirar, pensando
em também não dar vantagem para os opositores, mas todo mundo acaba se
enrolando”.
O cientista político
Valeriano Costa, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), também
reclama do excesso de regras sobre propaganda, que acaba ocupando a
Justiça Eleitoral com temas pouco importantes. “Fica-se discutindo
limites se pode ou não citar uma pessoa, que é política e vai acabar
aparecendo de alguma forma, quando o que tem que ser impedido é o uso da
máquina pública em campanha e a compra de votos, temas que ficam
esperando anos até serem julgados”.
O professor da
Unicamp também acredita que há um engessamento do debate político sem
uma boa contrapartida, já que, na opinião dele, a propaganda não define
as eleições. “Achar que, só porque ouviu um elogio, o eleitor foi
contaminado, é considerar que ele é incapaz de pensar por conta
própria”.
Para o ministro Marco
Aurélio Mello, que integra o TSE até maio deste ano, a Justiça só é
rigorosa porque cumpre o que a lei determina, mas a conduta dos
candidatos, muitas vezes, transforma a decisão em “faz de conta”. “Há
situações políticas em que vale a pena transgredir a lei porque a multa
não é tão gravosa assim”, observa. O ministro também critica leis que
anistiam as multas ou facilitam o seu pagamento de tal forma que o
“efeito pedagógico” da punição perde o sentido.
O presidente do TSE,
ministro Ricardo Lewandowski, também já se declarou contrário ao sistema
atual de multas, que de tão baixas acabam incentivando práticas fora da
lei. Além do limite da punição ter sido reduzido em 2009 – do máximo de
cerca de R$ 50 mil para R$ 25 mil –, os valores não são atualizados com
o passar dos anos e a dívida só é um problema real para futuros
candidatos, já que aqueles que não estão quites com a Justiça Eleitoral
não podem pleitear registro. Lewandowski defende a antecipação do início
da propaganda eleitoral por acreditar que os candidatos já são
conhecidos muito antes de julho.
Fonte: Agência Brasil
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