Associação Feminina das Servidoras Públicas do Brasil

Leia este mês:

  • Proteja-se da leptospirose após fortes chuvas

  • Alterações na pele podem ser causadas por doenças sexualmente transmissíveis

  • Neste Verão, previna-se contra as micoses
    No verão as atividades físicas aumentam e podem comprometer  a circulação

  • Cuidados com o coração devem começar aos 35 anos, alerta cardiologista do Hospital Villa-Lobos

  • Endometriose, inimiga silenciosa

  • Admitir o problema é o primeiro passo para o sucesso no combate ao alcoolismo

  • Câncer de mama e de próstata são os vilões de mulheres e homens

  • Pediatra alerta sobre os perigos da desidratação em crianças

 


Proteja-se da leptospirose após fortes chuvas

 

A doença é uma das principais preocupações após as enchentes. Pessoa devem evitar contato com a água e lama das enxurradas e desinfetar ambiente.

Uma das principais preocupações com as enchentes é a leptospirose. A doença é causada por uma bactéria presente na urina de ratos, ratazanas e camundongos, presente na água das enchentes, lama e esgoto. Sua transmissão acontece pelo contato da urina com a pele ou mucosas. Assim, é importante que cidadão conheça alguns cuidados para prevenir e identificar os sintomas da doença.

 

 Alguns cuidados importantes: 

· Evite o contato com a água e a lama das enchentes ou esgoto. Impeça que crianças nadem ou brinquem nesses locais que podem estar contaminados com a urina de roedores. 

· Após as águas baixarem, retire a lama e desinfete o local. Deve-se lavar pisos, paredes e bancadas, desinfetando com água sanitária. Use duas xícaras de chá (400ml) do produto em um balde de 20 litros de água, e deixe agir por 15 minutos. Só depois disso, faça a limpeza. 

· Pessoas que trabalham na limpeza de lama, entulho e esgoto devem usar botas e luvas de borracha para evitar o contato da pele com a água e lama contaminados (se isto não for possível, usar plásticos duplos amarrados nas mãos e nos pés).

· Para evitar a presença de roedores, deve-se manter os alimentos guardados em recipientes bem fechados, resistentes e distantes do chão; manter a cozinha limpa e sem restos de alimentos; retirar as sobras de alimento ou ração dos animais domésticos antes de anoitecer; evitar o acúmulo de entulhos e objetos sem uso no quintal e dentro da cozinha; manter os terrenos baldios e margens dos rios limpos e capinados; guardar o lixo em sacos plásticos bem fechados e em locais altos até a coleta ocorrer. 

 

Sintomas – É importante conhecer os sintomas da leptospirose para identificar os primeiros sinais e procurar atendimento médico adequado. 

Os principais sintomas são febre, dor de cabeça, e dores pelo corpo, especialmente na panturrilha. Também são sintomas vômitos, diarréia e tosse. Nos casos mais graves, também podem ocorrer o amarelamento da pele e dos olhos. 

Os indícios podem aparecer logo no dia seguinte ao contato com a urina do roedor, ou podem demorar um mês para surgir. Normalmente, eles começam a aparecer de uma a duas semanas depois da exposição à situação de risco. Se houver contato com a água ou a lama da enchente, ou ingestão de alimentos suspeitos, é importante ficar atento ao aparecimento de sintomas por pelo menos 40 dias, prazo máximo para o surgimento de sinais da doença. 

Ao identificar os sintomas da leptospirose deve-se procurar atendimento médico imediato. Não se automedique, apenas o médico pode diagnosticar a doença e indicar o tratamento adequado.

 

Agência Saúde

Ascom/MS

 


Alterações na pele podem ser causadas por doenças sexualmente transmissíveis

DSTs apresentam manifestações cutâneas e podem ser diagnosticadas no consultório dermatológico

 

As mais variadas doenças sexualmente transmissíveis surgem de diferentes formas e podem apresentar muitos sintomas. Um deles é caracterizado por manifestações cutâneas, que fazem com que o paciente recorra ao dermatologista ao notar as alterações na pele.
De acordo com o Dr. Luiz Jorge Fagundes, médico dermatologista da Sociedade Brasileira de Dermatologia Regional São Paulo, “todas as doenças sexualmente transmissíveis apresentam manifestações na pele em diferentes fases de sua evolução clínica”, portanto a visita ao consultório dermatológico, de preferência com um médico de especialidade sanitária, também ajuda no diagnóstico de uma eventual DST.

Os principais sinais de alerta são o surgimento de feridas nos genitais masculino e feminino, verrugas, vesículas ou bolhas e manchas em diversas regiões do corpo. “As manchas podem estar presentes nos genitais, mas também em outras partes como tórax, abdômen, na palma da mão ou na planta do pé, comuns no estágio secundário da sífilis, por exemplo”. As secreções, conhecidas popularmente como corrimento, também não devem ser ignoradas e precisam de cuidado ginecológico.

Diagnóstico amplo

O tratamento de DSTs com um médico dermatologista pode tratar a doença e não apenas suas manifestações cutâneas. Segundo o Dr. Fagundes, “os dermatologistas especializados em dermatologia sanitária, que é a área de competência de atuação em DST e está credenciada pela SBD-SP, não se limitam especificamente nas lesões da pele, mas sim em tratar a doença como um todo”. Outros sintomas, entretanto, como as secreções, requerem igualmente tratamento qualificado.

O médico salienta que o paciente deve sempre procurar outras especialidades para acompanhar o caso. Isto porque alguns tipos de doenças podem voltar a apresentar manifestações na pele ou até mesmo complicações. “Nem todas as DSTs, uma vez tratadas, são curadas completamente. Por exemplo, no caso do condiloma, causado pelo HPV, o tratamento pode eliminar a verruga, mas não há garantias de que se curou a doença. O mesmo se aplica ao herpes genital e a sífilis, em que as lesões desaparecem, porém ainda pode haver a presença do microrganismo causador da doença”, alerta Dr. Fagundes.

 

 


Neste Verão, previna-se contra as micoses
Estação do ano aumenta a incidência de doenças na pele, especialmente em regiões úmidas e quentes do corpo

 

O Verão é a estação mais quente do ano, o que propicia a realização de atividades de lazer na beira da piscina e na praia. A temperatura agradável também pode aumentar a disposição para ir à academia, entretanto, é preciso ficar atento ao utilizar vestiários públicos, sentar diretamente na areia e circular descalço para não facilitar o contágio por fungos ou outros micróbios, que se aproveitam do calor e umidade para proliferar e se alojar em algumas regiões do corpo, como os pés e outras dobras no corpo, causando micoses e outras infecções.

A micose é o nome que se dá a infecções causadas por fungos. Na pele ela costuma ser incômoda e resistente. É causada na maioria das vezes por uma família de fungos chamados de dermatófitos, que podem ser encontrados no chão, em animais ou em outros seres humanos. “Estes fungos não são invasores do organismo humano, eles apenas
circulam na superfície e se ‘alimentam’ de células mortas da pele. Quando há uma queda no sistema de defesa do organismo a pessoa pode apresentar a infecção com maior facilidade. Algumas condições ideais para a contaminação também ocorrem, por exemplo, após compartilhar objetos  de  uso particular como calçados, roupas, meias, bonés e toalhas”, afirma o Dr. Luiz Guilherme Martins Castro, coordenador da  área  de  Dermatologia  do  Laboratório  Fleury, Mestre em Dermatologia pela Universidade  Federal  de  São  Paulo  (UNIFESP)  e  Doutor em Dermatologia pela Universidade de São Paulo (USP).

Especialmente nesta época do ano, quando as pessoas ficam com o corpo mais exposto,  a micose se torna mais facilmente identificável.  “A Pitiríase Versicolor, conhecida popularmente como pano branco, é um exemplo de micose que pode incomodar no Verão por se tornar mais visível, pois geralmente as pessoas estão mais  bronzeadas.  Esta infecção  se caracteriza por pequenas manchas na pele,  acastanhadas  ou  rosadas,  que  surgem geralmente  nas  costas, com uma descamação  fina  e  branca”, comenta o Dr. Luiz Guilherme. O suor excessivo e a alta umidade também podem desencadear a micose na virilha (tinea inguinal) e no pé (tinea do pé), conhecida como frieira ou pé de atleta, causando fissuras entre os dedos, descamação e pequenas bolhas na sola.

Na maioria dos casos, a micose pode ser diagnosticada apenas pelo aspecto das lesões, a partir de um exame clínico realizado por um médico dermatologista. Em alguns casos mais específicos o profissional pode solicitar exames para descobrir qual a espécie do fungo causador da infecção. Os primeiros sinais e sintomas da micose são as alterações na pele - pequenas bolhas de água, descamação, vermelhidão e fissuras –, coceira e ardência. O tratamento desta infecção pode ser realizado com o auxílio de medicamentos de uso tópico, como o Canesten®, da Bayer HealthCare, sendo aplicado diretamente na pele. “É importante ressaltar que o tratamento precisa ser realizado de acordo com o ciclo  sugerido em  bula,  utilizando  o medicamento por um período de ao menos quatro semanas,  sem interrupção,  mesmo  quando  os  sintomas  aparentemente desaparecerem.  Desta  forma, pode-se evitar a micose recorrente”, comenta o Dr. Luiz Guilherme.  A  micose recorrente também pode ocorrer quando  a pessoa  tiver  uma  predisposição  para o problema, uma baixa imunidade ou não realizar o tratamento conforme a orientação médica.

Previna-se contra a micose
Alguns cuidados podem ajudar na prevenção da micose, especialmente no verão:

Enxugue bem o corpo após o banho, principalmente a região da virilha, entre os dedos dos pés e dobras em geral;

Use sempre chinelos em academias, piscinas e praias;

Objetos de uso pessoal como sapatos, roupas, meias, bonés e toalhas, não devem ser compartilhados;

Dê preferência para calçados abertos ou de couro. Caso seja imprescindível usar sapatos fechados, procure não usar o mesmo par todos os dias;

Borrife preventivamente um antifúngico em spray no interior do sapato, bem como nos pés, antes de calçá-lo.


Fonte:  Bayer HealthCare

 

 


No verão as atividades físicas aumentam e podem comprometer  a circulação

Especialista alerta que a respiração incorreta durante a execução de exercícios é a principal vilã para a circulação sanguínea

 

Muito se fala sobre a relação entre atividade física e o aparecimento de problemas circulatórios, especificamente o desenvolvimento de varizes. Contudo, Dr. José João Lopes, cirurgião vascular e angiologista orienta que a prática incorreta de exercícios é a verdadeira causa do aparecimento dessa doença.

"Varizes são veias que se tornam doentes e, por isso, ficam tortuosas, alongadas e dilatadas", explica o especialista Dr. José João. "Elas se desempenham de forma alterada, dificultando a circulação do sangue e é considerada uma doença multi fatorial, ou seja, existem vários fatores que contribuem para o aparecimento. Os principais são:  hereditariedade, gravidez, obesidade, cigarro, alterações hormonais (principalmente o uso de anticoncepcionais e a reposição hormonal) e vida sedentária".

A prática correta de atividades físicas auxilia a circulação, já que os maiores troncos venosos estão localizados juntos aos grupamentos musculares. Ao se contrair, o músculo também contrai as veias subjacentes que, por sua vez, têm válvulas que permitem apenas que o fluxo sanguíneo suba.

Para que o fluxo venoso vença a força da gravidade e prossiga em sua trajetória normal, é necessária a contração muscular, além de uma respiração correta, que consiste na pressão abdominal negativa, isto é, uma expiração total. Assim sendo, músculos enrijecidos são fatores determinantes no funcionamento do sistema circulatório.

"Exercícios físicos mais intensos, como a musculação, geram varizes apenas quando praticamos incorretamente e isso inclui também a respiração", orienta Dr. José João. "Uma respiração abdominal correta consiste numa expiração total sempre que haja contração do abdome. O que mais notamos é que as pessoas não 'soltam' o ar durante a contração abdominal. Deste modo, o ar reprimido aumenta a pressão intra-abdominal, dificultando o retorno venoso. Isso, somado a uma hereditariedade, por exemplo, gera como principal consequência as varizes", conclui o especialista.

O pé também é um fator preponderante na circulação. "Na planta do pé há um tecido semelhante a uma esponja, que é comprimido ao caminharmos. Neste processo acontece um movimento de flexão e extensão que auxilia a volta do sangue ao coração", esclarece Dr. Lopes. Durante as atividades físicas o correto é sempre utilizar tênis anatômicos e leves.

Quanto a utilização de pesos nas práticas físicas, o especialista indica novamente que apenas o uso incorreto acarreta malefícios. Segundo Dr. José João se o peso dificultar ou impossibilitar a respiração adequada durante o exercício, existe uma maior possibilidade de desenvolver problemas circulatórios, portanto qualquer prática de atividade física beneficia a circulação dos membros inferiores, desde que tenha a orientação de um profissional e que a respiração seja executada corretamente.

O especialista dá dicas para quem pratica atividades físicas:

-  Use roupas leves e que não apertem a cintura;

-  Sempre utilize tênis leves e anatômicos, nunca use com saltos;

-  Lembre-se que a respiração durante o exercício é muito importante. Ao fazer pressão intra-abdominal, expire. Esta prática facilita o retorno venoso;

-  O peso não é fator prejudicial, desde que um profissional capacitado indique o peso adequado para cada tipo de exercício. Deste modo, não há interferências na respiração e consequentemente não prejudica o fluxo sanguíneo;

-  É muito importante que pessoas com problemas circulatórios procurem um angiologista antes de adotar uma rotina de atividades físicas.

 

 


Cuidados com o coração devem começar aos 35 anos, alerta cardiologista do Hospital Villa-Lobos

Essencial para prevenir doenças e evitar morte súbita, o check-up cardiológico deve ser feito a partir dos 35 anos,  mesmo em indivíduos com poucos fatores de risco para doenças coronarianas

 

De acordo com o Ministério da Saúde, as doenças cardiovasculares são a principal causa de morte no Brasil, seguidas pelas neoplasias (tumores) e causas externas, ou seja, agressões, homicídios e acidentes de trânsito. Os dados mais atuais são de 2005 e demonstram que as doenças cardiovasculares são responsáveis por cerca de 28% das causas de óbito e as doenças isquêmicas do coração contribuem com quase metade das causas de mortalidade. Dessa forma,  somadas às mortes atribuídas às “outras doenças cardíacas”, nota-se que aproximadamente um quinto das causas de óbito estão relacionadas a doenças cardíacas e que o coração é, de longe, o grande vilão dos brasileiros neste século. Além disso, devem ser consideradas também doenças como aterosclerose (depósito de gordura nas artérias), que podem levar a acidente vascular cerebral e infarto do miocárdio e consequentemente à morte, se não identificados e tratados a tempo.

As doenças do coração não escolhem sexo, atingindo atualmente tanto homens como mulheres, mas aumentam o risco em fumantes, diabéticos, hipertensos, obesos e pessoas com histórico familiar de problemas coronarianos.  Mesmo assim, alerta o cardiologista Rafael Greco, do Hospital Villa-Lobos, a vida moderna, com elevado grau de estresse, alimentação irregular, rica em gorduras, sal e açúcares, aliada ao sedentarismo, levam perigo ao coração de todos os indivíduos, independentemente da idade e do histórico familiar. “Os exames cardiológicos devem ser feitos anualmente, a partir dos 35 anos. Quem tem predisposição genética, deve realizar o chek-up a partir dos 30 anos”, recomenda o médico.

Para checar a saúde do coração, os procedimentos mais importantes são os  exames laboratoriais (glicemia, perfil lipídico, função renal, hemograma e dosagens de fatores de atividade inflamatória) e eletrocardiograma de repouso. “O teste ergométrico e o ecocardiograma com doppler colorido completam o check-up cardiológico”, explica o cardiologista.  

Rafael Greco ressalta que os pacientes com predisposição genética, aqueles com histórico familiar de infarto do miocárdio antes dos 60 anos em familiares de 1º grau, devem receber cuidados ainda maiores: “Para os indivíduos com predisposição genética ou com múltiplos fatores de risco devem ser realizados exames mais específicos como a cintilografia miocárdica de repouso e estresse, o ecocardiograma com estresse farmacológico e/ou a angiotomografia de coronárias”.

 

Angina Pectoris

A falta de oxigênio para a musculatura cardíaca é conhecida como angina pectoris, caracterizada por dor no peito, frequentemente irradiando-se para o membro superior esquerdo ou para o pescoço. As crises duram sempre mais que um minuto e menos que 20 minutos e acontecem devido à diminuição da oferta de oxigênio para a musculatura cardíaca, em geral por obstrução parcial (estenose) ou espasmo das artérias coronárias, segundo o médico.

O tratamento preventivo consiste na correção dos fatores de risco, como colesterol elevado, tabagismo, fatores psicossociais (depressão, estresse emocional, ansiedade), diabetes mellitus, hipertensão arterial, obesidade abdominal (circunferência abdominal maior que 94 cm em homens e 80 cm em mulheres) e sedentarismo. “Em casos específicos, o tratamento pode consistir do cateterismo cardíaco com colocação de stents, que são ‘molas’ para a desobstrução da artéria, e até mesmo da realização de cirurgia de revascularização miocárdica, as chamadas “pontes de safena”, alerta o especialista.

 

Infarto do Miocárdio

O infarto do miocárdio ou simplesmente infarto do coração caracteriza-se pela necrose (morte) da musculatura cardíaca, causando a redução do fluxo sanguíneo coronariano por período prolongado, em geral com magnitude e tempo suficiente para não ser compensado pelas reservas orgânicas -- normalmente um tempo superior a 15 minutos. O processo ocorre pela formação de coágulo após ruptura de placa de ateroma (gordura).

O socorro rápido aumenta as chances de sobrevida, mas em muitos casos o infarto do miocárdio, mesmo quando não leva a óbito, pode deixar sequelas. “A principal é a insuficiência cardíaca ou o ‘aumento’ do coração, diminuindo a eficácia dele em bombear o sangue para todo o corpo; este problema pode se arrastar pelo resto da vida”, avisa o especialista.  

 

Cuidados com o Coração

De acordo com o cardiologista do Hospital Villa-Lobos, os exames preventivos são a melhor forma de evitar o agravamento das doenças e a lista de exames deve ser individualizada para cada faixa etária, presença de fatores de risco e, principalmente, para aqueles casos com predisposição genética. “O check-up é fundamental para antever qualquer problema mais grave, permitindo que o médico trabalhe com diagnósticos precoces, aumentando as possibilidades terapêuticas do paciente. Devem ser feitos anualmente e quanto mais cedo começarem, melhor”, alerta o cardiologista Rafael Greco.

 

 


Endometriose, inimiga silenciosa

Doença acomete pelo menos 40% das mulheres com dificuldades de engravidar

 

Infertilidade, fortes cólicas pré-menstruais e durante a menstruação, sangramento sem causa aparente, dor durante as relações sexuais.  Esses sintomas, nada agradáveis, podem ser resultado de uma doença ginecológica silenciosa, conhecida como endometriose, que atinge cerca de 10 a 15% das mulheres em idade reprodutiva no mundo. 

A endometriose é uma doença ginecológica caracterizada pela presença do endométrio, revestimento interno do útero, fora da cavidade uterina, sua localização usual. “A doença pode atingir diversos tecidos ou órgãos, mas frequentemente aparece no peritônio, nos ovários, nas trompas, ou infiltradas em tecidos fibrosos no intestino, bexiga e atrás do útero”, explica a Dra. Mila Hara Ribeiro Cerqueira, ginecologista da Clinifert, Centro de Reprodução Humana.

Algumas mulheres, com um bom sistema imunológico, conseguem expulsar as células endometriais naturalmente, não permitindo o desenvolvimento da doença. Outras, no entanto, passam anos com endometriose e só descobrem em situações específicas, como por exemplo, ao não conseguirem engravidar.

Os tratamentos para a doença podem ser clínicos ou cirúrgicos. Na primeira opção, as pacientes fazem uso de medicações que interrompem, temporariamente, a produção do estrógeno pelos ovários, já que o hormônio é o principal “alimento” da endometriose. O objetivo do tratamento clínico é estagnar a doença, mas a médica explica que, apesar da dor desaparecer, os focos pélvicos de endometriose permanecem. Para acabar de vez com a doença, é feito um exame de videolaparoscopia, quando são retirados e cauterizados os focos de endometriose.

 

Endometriose e Infertilidade

Segundo a Dra. Mila Cerqueira, cerca de 40 a 50% das pacientes inférteis são acometidas pela endometriose. “A doença compromete a fertilidade feminina de muitas maneiras. A formação e amadurecimento dos óvulos estão prejudicados e o funcionamento das trompas também. O processo inflamatório crônico da pelve associado à endometriose prejudica a fertilização do óvulo pelo espermatozóide”, comenta.

Muitas mulheres descobrem que tem endometriose ao não conseguirem engravidar de forma natural. Nestes casos, é preciso que seja feita uma criteriosa avaliação clínica sobre a melhor maneira de proceder. “Para mulheres que estejam tentando engravidar, o tratamento clínico deve ser evitado, uma vez que as medicações usadas são contraceptivas. A cirurgia, por sua vez, poderia melhorar a fertilidade espontânea, mas é preciso avaliar o grau da endometriose assim como os riscos de submeter a paciente a uma cirurgia deste porte”, explica a Dra. Mila.

A boa notícia para quem sonha em ser mãe, é que os métodos de reprodução assistida como a inseminação artificial e a fertilização in vitro apresentam ótimos resultados em pacientes com endometriose. “Na inseminação, os medicamento para estimulação ovariana podem corrigir a disfunção ovulatória causada pela doença. Além disso, o grande número de espermatozóides nas trompas pode facilitar a fertilização do óvulo”, diz a médica. Já a fertilização in vitro apresenta resultados ainda mais eficientes, visto que a fertilização é realizada em laboratório e não tem interferência do processo inflamatório crônico da pelve. “Embora a endometriose seja uma doença silenciosa, as mulheres precisam estar atentas aos sinais de seu corpo e procurar ajuda médica diante dos primeiros sinais. Um bom especialista poderá indicar tratamentos e soluções mais apropriadas, dependendo do caso de cada paciente”, finaliza a ginecologista Mila Harada Ribeiro Cerqueira

 

 


Admitir o problema é o primeiro passo para o sucesso no combate ao alcoolismo

Psicólogo afirma que foi importante o fato de o ex-jogador Sócrates ter admitido em público o alcoolismo – mas também há críticas à postura do craque

 

O alcoolismo pode ser considerado uma doença democrática. Nos últimos dias, o anúncio do internamento do ex-jogador Sócrates - que é formado em Medicina – chocou o país. Depois de vários dias em que se noticiava apenas o quadro de “hemorragia abdominal”, sem citar o alcoolismo, o jogador veio a público para admitir que o problema foi causado pelo hábito de beber. Segundo o psicólogo Dionísio Banazsewski, que há mais 20 anos trata pacientes com dependência química e alcoolismo, o fato de Sócrates ter admitido publicamente o problema pode ajudá-lo a enfrentar a doença.

Dionísio lembra que, quando a doença começa a apresentar sintomas físicos, o alcoolismo está em estágio avançado. Normalmente, os primeiros sintomas do alcoolismo são psíquicos – desenvolver uma certa dependência da bebida a cada vez que se enfrenta uma dificuldade, por exemplo. Nesse momento, o alcoolista internaliza a ideia de que precisa do álcool, como se ele ajudasse nos seus enfrentamentos. Em seguida, os sintomas passam a ser comportamentais. O usuário começa a procurar motivos sociais para beber, como happy-hours, bares, diversões em grupo... Em casa, passa a beber para relaxar ou acompanhar refeições. Sem que perceba, estabelece-se uma relação profunda com a bebida, aumentando sua tolerância física, consumindo quantidades cada vez maiores e usando defesas psíquicas inconscientes, como a negação, a projeção e a racionalização, de forma repetitiva.

É comum que o usuário de álcool tenha dificuldade em expressar seus sentimentos e, assim, passe a se ‘soltar’ mais quando bebe. É por isso que algumas pessoas ficam mais emotivas, outras se retraem, ficam tristes, alegres, efusivas, prepotentes ou até agressivas, violentas. O problema, ao retraído, é que o álcool passa a ser o passaporte para a expressão de sua emoção, segundo o psicólogo, liberando conteúdos de complexos emocionais.

Nas declarações de Sócrates depois de deixar o hospital, é possível destacar pontos positivos, como principalmente o fato de ele ter admitido o problema, o que serve de exemplo para outros alcoolistas. Mas, segundo o psicólogo, é preocupante o fato de ele ter se declarado “ex-alcoolista”, pois a doença ainda é considerada incurável. “A fase que ele está enfrentando ainda é um momento de confusão comum nesses casos, por isso ele não poderia se considerar ‘curado’. A tendência é ir melhorando nas próximas semanas, desde que ele permaneça em abstinência”, afirma.

Dionísio aponta como emblemática a forma como outro ex-jogador, Casagrande, tem enfrentado o problema da dependência química. Ele não só admitiu publicamente a dependência, mas também tem buscado apoio nos amigos, familiares e profissionais especializados, demonstrando humildade suficiente para lidar com as limitações que a doença impõe. “Caso Sócrates siga o exemplo do amigo, poderemos ver em breve a retomada da grande dupla de atacantes dos anos 80, novamente com Sócrates e Casagrande como dois vencedores”, sentencia o especialista.

 

 


Câncer de mama e de próstata são os vilões de mulheres e homens

Médico tira dúvida sobre dois dos cânceres mais comuns

 

O mais encontrado em ambos os sexos é o de pele do tipo não-melanoma, sendo cerca de 53 mil novos casos em homens e 60 mil em mulheres. Entre os homens, os outros cânceres mais comuns são: próstata (52 mil), pulmão (18 mil), estômago (14 mil) e cólon e reto (13 mil). Entre as mulheres, o câncer de mama ainda é o maior vilão (49 mil novos casos), depois vem o colo do útero (18 mil), cólon e reto (15 mil) e pulmão (10 mil).

Para esclarecer sobre os dois tipos de cânceres que mais atingem homens e mulheres, o presidente do Oncoville Meeting, o radioterapeuta Henrique Balloni, responde algumas questões.

1. Todos os homens acima dos 80 anos terão câncer de próstata? Por quê?

Henrique Balloni: Não. Estima-se que cerca de metade dos homens com idade acima dos 50 anos tenham câncer na próstata. Esse valor sobe para 80% aos 80 anos. Entretanto, apenas um em cada 26 homens irá morrer desta doença.

 

2.  O câncer de próstata causa esterilidade em homens?

Henrique Balloni: Não existe relação entre câncer de próstata e esterilidade.

 

3.  Um paciente com câncer de próstata pode ter perda da masculinidade?

Henrique Balloni: A masculinidade, ou seja, as qualidades ou características consideradas típicas de um homem, é resultado do hormônio masculino denominado testosterona. Em alguns pacientes com diagnóstico de câncer de próstata há necessidade de bloqueio e ou eliminação da produção de testosterona, já que se trata de um estimulante de crescimento das células cancerígenas da próstata.

 

4.  Homem também pode ter tumores de mama?

Henrique Balloni: Sim. Segundo estatísticas americanas, ocorre em menos de 1% dos casos de câncer de mama.

 

5.  Quanto mais cedo o câncer de próstata aparece, maior será a sua agressividade?

Henrique Balloni: Não necessariamente. A agressividade do câncer de próstata é mensurada por diversos fatores como valor de PSA (antígeno prostático específico), tipo de célula cancerígena e extensão do tumor na próstata. A idade não é considerada fator prognóstico.

 

6.  O câncer de mama é o mais incidente entre as mulheres? Por quê?

Henrique Balloni: O câncer de mama é provavelmente o mais temido pelas mulheres, devido à sua alta incidência e, sobretudo pelos seus efeitos psicológicos. Ele é relativamente raro antes dos 35 anos de idade, mas acima dessa faixa etária é bastante frequente.

 

7.  Todo nódulo de mama é câncer?

Henrique Balloni: Não. Existem algumas características identificadas nos nódulos pela mamografia, ultrassonografia e ressonância magnética das mamas que podem indicar maior probabilidade do nódulo ser maligno ou benigno. É fundamental avaliação dessas características pelo mastologista.

 

8. A reposição hormonal, na menopausa, pode desenvolver câncer de mama? Por quê?

Henrique Balloni: Pode aumentar a incidência de câncer de mama se realizada por longo período. O conceito da reposição hormonal mudou. Sua indicação é mais restrita aos sintomas da menopausa, devendo ser usada na menor dose por um prazo mais curto. As alternativas ao seu uso são hábitos de vida mais sadios e tratamentos não-hormonais. Os fitoestrogênios estão sendo amplamente experimentados. Eles são eficientes para melhorar ondas de calor e para a lubrificação vaginal.

 

9. Quem já teve câncer na família é mais propício a desenvolver a doença?

Henrique Balloni: Só muito raramente. O câncer se apresenta com um componente hereditário realmente importante, com algumas poucas famílias carregando genes que predispõem ao desenvolvimento de tumores malignos. Do ponto de vista prático, as doenças malignas devem ser entendidas como resultantes da exposição do organismo a agentes cancerígenos que criam condições para o desenvolvimento do câncer. É claro que a existência de casos familiares deve ser sempre pesquisada quando se estabelece um programa individual de prevenção e diagnóstico precoce. Entretanto, os aspectos hereditários do câncer não devem ser motivo de preocupação no momento em que se encontra o diagnóstico de câncer em algum parente próximo.

 

10. As mulheres que menstruam muito cedo ou são mães depois dos 30 anos têm mais propensão a ter câncer de mama?

Henrique Balloni: Menstruar muito cedo ou parar de menstruar muito tarde expõe a mulher mais tempo aos hormônios femininos (estrógeno) e por isso, aumenta o risco de câncer de mama. Não ter filhos ou engravidar pela primeira vez tarde (após os 35 anos) é outro fator que pode aumentar o risco para o câncer de mama.

 

11. Prótese de silicone causa câncer?

Henrique Balloni: Não há estudos que relacionem câncer de mama com prótese de silicone.

 

12. A pílula anticoncepcional causa câncer?

Henrique Balloni: Existem alguns estudos que sugerem que o uso prolongado de anticoncepcional oral, por longo período, pode predispor a risco de câncer de mama.  

 

13. O câncer de mama sempre volta a aparecer em quem já teve a doença?

Henrique Balloni: Não, maior parte dos tumores de mama quando diagnosticados no início apresentam taxas de cura elevadas acima de 90%.

 

14. Para garantir que uma pessoa esteja curada é necessário esperar um período de cinco anos?

Henrique Balloni: Qualquer doença maligna deve ser acompanhada indefinidamente pelo oncologista. Após cinco anos do diagnóstico a probabilidade de retorno diminui, mas nunca é zero.

 

 


Pediatra alerta sobre os perigos da desidratação em crianças

 

As crianças e os bebês são as principais vítimas da desidratação nesta época de verão. Por terem maior proporção de água no organismo, a perda de líquidos e eletrólitos na infância é uma ameaça eminente, que, se não cuidada pode ser até fatal, alerta o pediatra David Elias Nisenbaum, do Hospital Infantil Sabará. Para esclarecer a questão, o médico responde abaixo algumas questões sobre a desidratação.

O que causa a desidratação nas crianças?

O que causa a desidratação é a perda de líquido pelo organismo, seja por diarréia e vômitos, e pela diminuição de ingestão de líquidos.

A diarreia é a causa mais comum de desidratação em crianças?

Sim. Ocorre devido a infecções intestinais causadas por vírus, bactérias e intoxicação alimentar. Pode estar associada a outras doenças, como gastroenterite, dengue e leptospirose.

 O que os pais devem fazer para prevenir a desidratação?

As crianças não costumam pedir água, por isso os adultos devem se lembrar de oferecer líquidos várias vezes ao dia. Evite o consumo de produtos de procedência desconhecida ou com alto nível de perecibilidade (como ovo, maionese, carnes etc), evitando assim possíveis intoxicações alimentares que causam diarreia e consequentemente a desidratação. E não deixe a criança exposta ao sol, elas devem obedecer a horários específicos (antes das 10h00 e após as 16h00), sempre com protetor solar e uso de barreiras físicas (boné, guarda-sol)

Qual a melhor bebida para evitar a desidratação?

Além da água, a água de coco, os chás e os sucos naturais são ideais. Evite os refrigerante e os sucos industrializados que são calóricos.

 Quais os sintomas da desidratação?
Boca seca, pele sem elasticidade, olhos fundos, prostração, pouca urina ou intervalos longos para urinar, aprofundamento da moleira nos bebês, dores de cabeça e choro sem lágrima.

Se a criança for diagnosticada com desidratação, o que se deve fazer?

O tratamento é prescrito pelo médico e consiste na reposição de líquidos e eletrólitos via oral ou venosa. O soro caseiro é uma receita simples e eficaz (Um copo de água limpa e potável de 200 ml, a ponta da colher de chá de sal e duas colheres rasas de açúcar). Um erro comum é suspender a alimentação. As crianças devem e precisam se alimentar, mas opte por dieta leve, sem alimentos gordurosos, frituras, condimentados.

 

 


© 1968 - 2011

AFEMI - Associação Feminina das Servidoras Públicas do Brasil

 Todos os direitos reservados. All rights Reserved