Pernambuco - Olinda

Vista de Olinda, com
a Igreja do Carmo à esquerda e os arrecifes da cidade de Recife ao fundo
Acolhedora, Olinda é
um prato cheio para quem gosta de cores, arte, história, música e... boa
gastronomia
Casas
coloridas, arte e artesanatos espalhados por toda a parte atraem a
atenção dos turistas que visitam a cidade. Até que, quando se deparam
com uma ladeira absurdamente íngreme, pensam em dar meia volta e
continuar ali por baixo. A subida é difícil, mas o sacrifício vale o
presente que se recebe lá em cima: a Igreja da Sé, com a paisagem ao
fundo composta por coqueiros, construções históricas, cores cheias de
vida pintadas nas paredes, o verde impressionante do mar e Recife mais
atrás. Na praça ao lado da igreja, as peças coloridas vendidas por
artesãos parecem ter sido feitas para combinar com a vista.
A antiga capital de
Pernambuco foi fundada em 1535 e é considerada Patrimônio Cultural da
Humanidade desde 1982. Em 1630, holandeses invadiram e marcaram o local,
incendiando diversos edifícios importantes, que hoje estão restaurados e
abertos para visitação. Passear pelas igrejas de Olinda é o mesmo que
viajar no tempo pelas diferentes épocas da cidade.
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Artesanato
local é exposto à venda em uma mureta |
Basílica de São
Bento |
Além de sua beleza
natural, Olinda é também um dos mais importantes centros culturais do
Brasil. Foi declarada, em 1982, Patrimônio Histórico e Cultural da
Humanidade pela UNESCO.
Igreja de Nossa
Senhora do Amparo
Localização: Rua do
Amparo, s/n – Amparo.
Fone: (81) 3429-7339
ou 3305-1045
Visitação: no horário
da Missa.
Missa: domingo, às
10h.
Situada no Largo do
Amparo, a Igreja de Nossa Senhora do Amparo foi construída em 1613 pela
Irmandade de Nossa Senhora do Amparo dos Homens Pardos. Menos de duas
décadas depois de construída, a Igreja foi destruída, parcialmente, por
um incêndio causado pelos holandeses, em 1631. Em 1644, o prédio da
Igreja foi reedificado.
A construção, por
outro lado, difere das outras Igrejas de Olinda, uma vez que possui mais
altares laterais. Nos altares da Igreja de Nossa Senhora do Amparo, por
sua vez, destacam-se as belas talhas douradas. De grande valor cultural,
as imagens barrocas presentes no templo enaltecem a arte sacra.
Na Igreja de Nossa
Senhora do Amparo, existe um único corredor lateral à nave, do lado do
Evangelho. Durante a última restauração, concluída em 1992, deixaram
aflorar azulejos seiscentistas portugueses que estavam encobertos por um
forro de madeira. O templo nunca foi concluído em sua totalidade.
Igreja de Nossa
Senhora de Guadalupe
Localização: Praça
Miguel Canuto, s/n – Guadalupe
Fone: (81) 3429.1914
Visitação: de terça a
sexta-feira, das 14h às 17h.
Missas: na
quarta-feira, às 19h30; no domingo, de 7h30 e de 19h30; a primeira
sexta-feira do mês, às 19h30 e o segundo sábado do mês, às 21h.
É uma das poucas
Igrejas da América do Sul sob invocação da padroeira do México. Foi
construída pela devoção dos homens pardos libertos ou escravos da Vila
de Olinda entre os anos de 1626 e 1629. Na época de sua construção,
Portugal fazia parte do governo espanhol e talvez por isso a predileção
pela santa da devoção espanhola.
A Igreja abriga até
os dias de hoje, a Irmandade de Nossa Senhora de Guadalupe, tendo
servido também de sede à Irmandade de Nossa Senhora do Bom Parto até
1854, quando foi transferida para a Igreja de São Sebastião. É a mais
antiga Igreja dedicada a Nossa Senhora do Guadalupe no Brasil.
Sua fachada é
simples, com uma única torre sineira, sendo composta por três portas que
dão acesso à nave principal e mais duas que dão acesso à sacristia. Na
parte superior, estão cinco janelas com varandas. Seu interior é
simples, tendo a sua nave seis varandas e um púlpito protegido por
gradil de ferro, sustentado por cachorros de pedra.
O altar-mor é em
madeira trabalhada, tendo no centro do nicho um quadro vindo do México,
com pintura de Nossa Senhora de Guadalupe. Possui ainda duas tribunas
protegidas por gradil de ferro e o teto pintado com a imagem da Santa.
Convento de São
Francisco / Igreja de Nossa Senhora das Neves
Localização: Rua de
São Francisco, 280 – Carmo
Fone: (81) 3429.0517
ou 3493.0313
Visitação: todos os
dias, de 9h às 12h e das 14h às 17h.
Missas: terça-feira,
às 19h, sábado, às 17h, e domingo, às 8h.
Construído
inicialmente em 1585, com projeto do frei Francisco dos Santos, o
Convento foi o primeiro estabelecimento franciscano do Brasil. É formado
por um conjunto que inclui a Igreja de Nossa Senhora das Neves, a Capela
de São Roque (a mais antiga Capela da Ordem Terceira Secular existente
no país), o claustro (com 16 painéis de azulejos portugueses que
retratam a vida e a morte de Francisco de Assis) e a sacristia.
Nesses conjuntos,
chama a atenção o rico trabalho de talha em madeira do teto, com
caixotões contendo pinturas do século XVIII. Sua capela-mor conventual é
parte da primeira igreja primitiva, projetada antes do incêndio causado
pelos holandeses em 1631. Atualmente, a igreja apresenta elementos
arquitetônicos raramente utilizados na região, como a galilé e a arcada,
originários das igrejas de três naves.
Completa o conjunto
arquitetônico, em frente ao convento, um grande cruzeiro trabalhado em
pedras retiradas dos arrecifes. Por fim, um corredor ladeado de painéis
profanos (com cenas do cotidiano da corte) conduz a sacristia, um resumo
dos elementos do conjunto: mais azulejos, mobília de jacarandá
trabalhado e forro com mosaico de pinturas sacras. Em 1831, foi
instalado no local a primeira biblioteca pública de Pernambuco.
Igreja de Nossa
Senhora do Rosário dos Homens Pretos
Localização: Largo do
Bonsucesso, 45 – Bonsucesso.
Fone: (81) 3439.2495
Visitação: de segunda
a sexta-feira, das 8h às 11h, e das 13h às 17h.
Missas: sábado, às
18h30.
Fundada na segunda
metade do século XVII, através da irmandade, chamada de Rosário dos
Homens Pretos, por pertencer aos negros escravos, a Igreja de mesmo nome
é a primeira em Pernambuco com irmandade a congregá-los. Em sua volta
eram realizadas festas denominadas congos, em uma tentativa de resgatar
as festas religiosas africanas.
De fachada simples,
este monumento é dotado de galilé. Também possui três arcadas e três
janelas na altura do coro. O frontão é harmonioso, decorado por volutas
e encimado por uma bela cruz. No centro onde fica o brasão, existe um
rosário. O prédio possui janelas laterais no plano superior e dispõe de
uma torre com janelas sineiras.
A Igreja de Nossa
Senhora do Rosário dos Homens Pretos possui no seu interior uma nave
central e dois corredores: um do lado direito, que vai dá na sacristia,
e outro do lado esquerdo, que hoje, ampliada, é a Capela de Nossa
Senhora da Soledade. Em escavações recentes, foram descobertos dois
altares laterais, o mesmo ocorrendo no lado direito, onde foi encontrado
um nicho do século XVII.
Igreja do Carmo
Localização: Praça do
Carmo, s/n – Carmo.
Fone: (81) 3429. 2892
Visitação: todos os
dias, das 9h às 17h.
Construída em 1580
como Capela de Santo Antônio e São Gonçalo, o prédio passou, em 1581, a
ser o Convento do Carmo, tornando-se o mais antigo templo da Ordem dos
Carmelitas no Brasil. O local possuía o maior sino da cidade, sendo
retirado e transformado, em 1630, em armamento pelas tropas holandesas.
Nesta época, os flamengos obrigaram os frades a abandonarem a igreja e o
convento que já estava em fase de conclusão.
Em 1720, graças aos
esforços dos portugueses, o prédio, danificado pela ação dos holandeses,
foi reconstruído. Sua modulação obedeceu ao estilo barroco da época. O
altar-mor possui três nichos: o mor, com a imagem da padroeira em estilo
barroco e as laterais, dedicados aos santos fundadores da Ordem dos
Carmelitas (Santo Elias e Santo Eliseu).
Além das belas
cadeiras usadas pelo coral, existem vários quadros a óleo sobre madeira,
pintados pelos frades, que representam uma boa mostra dos trabalhos
feitos pelos religiosos da época. Na frente da Igreja do Carmo, pode-se
ver o terceiro cruzeiro existente na Primeira Capital Brasileira da
Cultura. No momento, a Igreja está passando por reforma.
Igreja de São
Salvador do Mundo (Igreja da Sé)
Localização: Alto da
Sé, s/n.
Fone: (81) 3271.4270
Visitação: todos os
dias, das 9h às 17h.
Inicialmente uma
pequena capela de taipa, erguida pelo donatário de Pernambuco, Duarte
Coelho, que via no alto da colina, uma possibilidade de proteção contra
os inimigos. Foi levantada sob a invocação de Nosso Senhor Salvador do
Mundo e, em 1548, deu-se início a construção da nova Igreja Matriz,
sofrendo em 1584 sua primeira reforma.
Durante a invasão
holandesa, serviu como templo protestante e sua estrutura sofreu
bastante com o incêndio ateado pelo invasor. Foi reconstruída na
Restauração Pernambucana em 1669, em estilo gótico, e em 1676, elevada à
categoria de Catedral, já que Olinda, neste período, passava de vila
para cidade. O prédio passou por várias reformas ao longo dos tempos e,
em 1983, foi concluída a mais recente restauração.
Sua fachada é em
estilo colonial renascentista e barroco. Possui três portas em madeira
ladeadas por colunas jônicas, formando com seu frontispício e suas
torres um belo conjunto arquitetônico. A segunda torre foi construída em
1713, condição para elevá-la ao status de Catedral. No seu interior,
duas ricas capelas laterais em estilo barroco com entalhe e douramento,
muito rica em arquitetura e trabalhos artísticos, possui grandes colunas
em pedra.
O forro do teto, é em
madeira abaulada, alto e imponente, além de existirem belos quadros
pintados a óleo, talhas em madeira e pedras e móveis em jacarandá. A
única coisa original, vencedor até do incêndio de 1631, é a porta
principal. No local encontra-se o túmulo do arcebispo emérito de Recife
e Olinda, Dom Heldér Câmara.
Igreja e Convento de
Nossa Senhora da Conceição
Localização: Rua
Bispo Coutinho, s/n, Largo da Misericórdia – Carmo.
Fone: (81) 3429.3108
Missas: todos os
dias, a partir das 8h.
Construído no século
XVI, o prédio é um dos recolhimentos de freiras mais antigos do Brasil.
Em 1631, foi saqueado e incendiado pelos holandeses. Após a Restauração
Pernambucana, foi reconstruído por Fernandes Vieira, passando a
funcionar como casa religiosa de recolhimento para mulheres abandonadas.
A fachada é composta
de belo átrio com três arcadas de entrada. O frontispício é decorado por
volutas, culminando com uma cruz ladeada por obeliscos. Merecem
especiais destaques, a imagem de Nossa Senhora da Conceição, com
riquíssima pintura em ouro e policromia. O teto da Igreja possui
importantes medalhões e pinturas da Virgem Maria, entre as quais, a
célebre visão de “Nossa Senhora do Leite”.
Na Sacristia
encontra-se um lavabo de pedra portuguesa, decorado com golfinhos, sendo
uma autêntica relíquia. Atualmente, é recolhimento das irmãs da Ordem de
Paula Francinete.
Igreja e Mosteiro de
Nossa Senhora do Monte
Localização: Praça de
Nossa Senhora do Monte, s/n.
Fone: (81) 3429. 0317
Visitação: todos os
dias, das 9h às 11h, e das 14h30 às 17h.
Missas: de
segunda-feira a sábado, de 6h30; e no domingo, de 7h30.
Construída
originalmente por ordem de Duarte Coelho, em 1535, a Igreja de Nossa
Senhora do Monte é a mais antiga edificação religiosa de Olinda. O
interior não possui nada de barroco, é rústico, composto apenas de um
simples altar-mor imitando um monte (feito em madeira), com a imagem de
Nossa Senhora no topo.
Foi a primeira igreja
de Olinda a ser dedicada a Nossa Senhora. Até hoje, conserva seu estilo
seiscentista de origem, com fachada simples, mas elegante, com uma torre
baixa de janelas pequenas e toda contornada por um muro baixo, como uma
fortaleza. Acredita-se, que essa igreja escapou do incêndio por ser
muito distante do centro da vila. No século XVI foi doada aos
Beneditinos, funcionando o Mosteiro de São Bento. Atualmente, funciona o
Mosteiro das Monjas Beneditinas.
Mosteiro de São Bento
Localização: Rua de
São Bento, s/n – Varadouro.
Fone: (81) 3429. 3288
Visitação: todos os
dias, das 9h às 11h45 e das 14h às 17h.
Missas: todos os
dias, de 6h30; domingo, canto gregoriano às 10h.
Construído no século
XVI, o Mosteiro de São Bento foi concluído, somente, no século XVIII. É
o segundo mosteiro beneditino em terras brasileiras. A partir de 1654,
sua restauração foi iniciada, passando por diversas épocas e estilos.
Abrigou durante 24 anos, a primeira Escola de Direito do Brasil.
O prédio apresenta
frontispício bem vazado por porta simples e óculo centrado entre as
janelas do coro, portas almofadadas e frontão com volutas com um
imponente brasão da Ordem Beneditina, possuindo torre sineira coroada
por uma cúpula. A igreja abacial é austera e monacal, seu interior é de
nave única e o forro é pintado com ornatos em motivos florais.
O coro do Mosteiro de
São Bento é em laje apoiado por colunas sobre bases, com púlpitos
ricamente trabalhados e o arco cruzeiro é em cantaria com colunas
ladeadas por altares. A capela-mor é em estilo barroco, e o seu teto
pintado em motivos conventuais. O altar-mor possui retábulo de
influência barroca, neoclássico e rococó, e sua madeira revestida em
ouro.
No trono principal do
altar, encontra-se a imagem do patriarca São Bento. A sacristia
conventual é a mais rica das igrejas de Olinda, com elaboradas talhas
douradas, espelhos de cristais e painéis mostrando a vida penitente de
São Bento. Além de um lavatório de pedra e diversos quadros a óleo,
chama a atenção o Cristo Crucificado, em tamanho natural, que se
encontra no coro, de costas para a capela-mor, em função dos escravos
que não podiam entrar na igreja.
Passos
Os passos são
pequenas capelas em alvenaria, construídas entre 1773 e 1809. Abrem
durante a Quaresma, para a Procissão dos Passos, que é uma
reconstituição do caminho do Senhor até o Calvário. No interior dessas
capelas, há apenas um pequeno altar onde são colocadas as imagens do
Senhor dos Passos em procissão.
Passo da Ribeira
O Passo da Ribeira
representa o Senhor carregando a Cruz, de 1773. No local, está a imagem
de Nosso Senhor do Bom Jesus dos Passos, de procedência portuguesa, do
século XVIII.
Passo da Sé
Construído no inicio
do século XIX, o Passo da Sé é o primeiro do roteiro da Procissão dos
Passos. O nicho é dotado de uma porta almofadada adornada com volutas e
arabescos. A imagem representa o Senhor do Monte das Oliveiras,
esculpida em madeira de cedro, em estilo barroco.
Passo do Amparo
Localizado dentro da
Igreja do Amparo, o Passo é datado do século XVIII. Realizada durante a
Quaresma, é o segundo da Procissão dos Passos. Nele, acontece o encontro
de Jesus com Nossa Senhora.
Passo do Senhor
Apresentado ao Povo
Com o duplo nome de
Passo do Senhor Apresentado ao Povo e Passo do Castelhano, a construção
data de 1773. Localizado na esquina da Rua 27 de Janeiro, o pequeno
nicho abre todos os anos para a procissão do Senhor dos Passos. Possui a
imagem do Nosso Senhor Atado, provavelmente do início do século XIX, de
procedência desconhecida.
Passo dos 4 Cantos
Construído em 1773, o
Passo dos 4 Cantos é o terceiro no roteiro da Procissão dos Passos. No
local, encontra-se a imagem de Nosso Senhor na Pedra Fria, do século
XVIII, de procedência desconhecida.
Arquivo Municipal de
Olinda
Localização: Rua de
São Bento, 153 – Varadouro
Desde os tempos em
que a Câmara Municipal acumulava as funções do Poder Executivo, no
Império, Olinda possuía seu arquivo. Contudo, somente em 1975 é que foi
criado o serviço de Arquivo Público Municipal – voltado para o
recolhimento e preservação de documentos em fase permanente. O
Patrimônio Documental de Olinda extrapola a função local, para ser de
interesse da comunidade cientifica e dos órgãos nacionais e
internacionais.
Seu acervo é
basicamente de documentação acumulada e/ou produzida pelo Poder
Executivo Municipal, com datas limites de final do século XVI até fins
da década de 70, no século XX. A documentação encontra-se dividida em
três grandes grupos: Textual, Cartográfica e Iconográfica. No acervo
constam obras raras, do século XVII ao XX.
Biblioteca
Pública de Olinda
Localização: Av.
Liberdade, s/n – Carmo.
Fone: (81) 3305-1157
Visitação: de segunda
a sexta-feira, das 8h às 17h.
Criada por Decreto
Imperial em 07/12/1830, a Biblioteca Pública de Olinda foi instalada no
Convento de São Francisco, sendo a 1ª de Pernambuco e a 5ª do Brasil.
Com a transferência da Faculdade de Direito de Olinda para o Recife, o
espaço ficou sem funcionar durante várias décadas, sendo restabelecida
através da Lei n° 4329/1983. Restaurada em 1996, a casa onde está
instalada a Biblioteca Pública de Olinda é uma das construções mais
antigas do município. Foi pintada por Franz Post, no século XVII.
Caixa
D’Água
Localização: Rua
Bispo Coutinho, s/n – Alto da Sé.
Visitação: todos os
dias, das 14h às 17h.
Construída em 1934
com projeto do arquiteto Luis Nunes, a Caixa D’Água, no Alto da Sé, é um
marco da arquitetura moderna brasileira. Neste projeto, pela primeira
vez, foi utilizado formas e modelações arquitetônicas modernas, numa
época em que estava sendo mudado o conceito de arquitetura.
O uso de pilotis, a
forma pura da construção, a utilização de uma fachada cega e outra
totalmente vazada de luz, foram, posteriormente, utilizadas por Le
Corbusier e por Oscar Niemeyer, nos edifícios de Brasília. Na construção
da Caixa D’Água, foi usado pela primeira vez no Brasil o combogó, como
elemento decorativo de ventilação e decoração.
O prédio passou
recentemente por obras de requalificação, inauguradas no dia 24 de
outubro de 2011. No edifício, de 20 metros de altura, foi instalado um
elevador panorâmico e o local foi transformado num mirante, que permite
ao visitante uma vista de 360 graus para as duas cidades irmãs: Olinda e
Recife. O terraço foi recuperado e nos espaços interiores acontecem
exposições e outras atividades de apoio à visitação turística.
Casa de João
Fernandes Vieira
Localização: Rua de
São Bento, s/n – Varadouro.
À direita da rua de
São Bento, ergue-se o sobrado onde habitou e faleceu o restaurador de
Pernambuco, João Fernandes Vieira, rico senhor de engenho, que teve
destaque na luta contra os holandeses.
CEMO (Centro de
Educação Musical de Olinda)
Localização: Complexo
Rodoviário de Salgadinho – Santa Tereza.
Fone: (81) 3241.5065
Adquirido em 1915
pelo coronel, Arthur Lundgren, o casarão integrava o Sítio Ramos,
propriedade onda havia viveiro de peixes e árvores frutíferas.
Abandonado durante vários anos, foi restaurado e, atualmente, abriga o
Centro de Educação Musical de Olinda.
Coreto da Praça da
Preguiça
Localização: Avenida
Liberdade, s/n – Carmo.
Construção do fim do
século XIX, o Coreto foi feito de ferro fundido, de procedência inglesa,
com base de pedra arredondada. Sua varanda em ferro é adornada por
arabescos e encimada por uma espécie de coroa. Antigamente, o coreto
abrigava a Banda de Música, que animava as festas de Olinda.
Farol
de Olinda
Localização: Amaro
Branco.
Construído,
originalmente, sobre o Fortim Montenegro, o Farol de Olinda foi aceso
pela primeira vez em 1872. Visível a 12 milhas, o Farol atual foi
construído no Morro Serapião, sendo inaugurado em sete de setembro de
1941. Por se destacar na paisagem de Olinda, tornou-se um dos principais
marcos da cidade.
Fortim de São
Francisco (Fortim do Queijo)
Localização: Rua do
Sol – Carmo.
As primeiras notícias
do Forte ou Baluarte de São Francisco datam do século XVII. Por causa de
seu tamanho reduzido, ficou conhecido, posteriormente, como “Fortim do
Queijo”. Até a década de 30 do século XVIII, o Fortim servia para
proteção da costa, quando foi abandonado. Passou por um processo de
restauração entre 1973 e 1977, ficando com as atuais feições.
A construção
assemelha-se a de outras fortalezas coloniais, com arquitetura simples e
rústica, em formato retangular. O acesso é feito através de uma rampa de
10 m feita de cimento, tendo ainda calçamento original, e uma pedra
‘’cabeça de negro’’ na parte central do caminho. O Fortim de São
Francisco ainda possui dois canhões sobre a base de granito e, ao lado
da rampa de acesso, a casa da guarda, em tribeiral.
Maxambomba
Localização: Praça do
Carmo, s/n – Carmo.
Em 1866 foi iniciada
a utilização dos trens a vapor, conhecida como maxambomba, que ligava o
centro do Recife aos subúrbios de Olinda. A primeira linha que
interligava as duas cidades tinha seu itinerário que saía de Campo
Grande, passava por Passarinho e seguia até o Carmo, onde em 1871 foi
construída uma garagem ou oficina da Compainha de Trilhos Urbanos do
Recife, Olinda e Beberibe.
Mercado Eufrásio
Barbosa
Localização: Av.
Joaquim Nabuco, s/n – Varadouro
Fone: (81) 3429-3599
Construção datada dos
séculos XVII e XVIII, onde existia a primeira Casa da Alfândega de
Pernambuco, o local foi, entre 1894 e 1960, a Fábrica de Doces Amorim
Ltda. Possui uma planta retangular, em plano único, em alvenaria de
tijolos. As fachadas são todas rebocadas, sendo a principal com
aberturas em arcos plenos e platibanda retangular. Apesar de o prédio
original ter sofrido acréscimos, o Mercado da Ribeira não
descaracterizou. Dispõe de teatro e área para exposições e apresentações
folclóricas.
Mercado da Ribeira
Localização: Rua
Bernardo Vieira de Melo, s/n – Ribeira
Construído no final
do século XVII e início do século XVIII, o Mercado da Ribeira é uma
edificação característica do Brasil colonial. Possui piso em tijolaria,
dois alpendres com pilastras e um batente em pedra portuguesa.
Restaurado no estilo original, no Mercado da Ribeira funcionam várias
galerias de artesanatos, oficinas de entalhadores, gravuras e pinturas.
Nas suas proximidades encontra-se as ruínas do Senado.
Observatório
Astronômico
Localização: Rua
Bispo Coutinho, s/n – Alto da Sé.
Visitação: de
terça-feira a domingo, das 16h às 20h.
Grupos com mais de
dez pessoas devem agendar as visitas por meio do telefone (81)
3183.5528.
Construído no século
XIX, serviu por várias décadas para observações e estudos de Astronomia.
Diz a lenda, que sua edificação relaciona-se com a descoberta de um
cometa, em 1860, por Emanuel Liais, de quem o astro recebeu o nome.
Erguido em alvenaria, tem formato de um cilindro e possui área de,
aproximadamente, 6000 m2.
Palácio
dos Governadores
Localização: Rua de
São Bento, 123 – Varadouro.
Construído no século
XVII, foi o antigo Paço dos Governadores Gerais do Brasil, de onde o
País foi três vezes governado. Em 1824, nele se instalou a Assembléia
Constituinte e Legislativa da Confederação do Equador. Ao longo dos
anos, o prédio passou por várias restaurações. Mantém, atualmente, o
estilo neoclássico de sua fachada. Apresenta assoalho em ipê, escadaria
original em cedro e o piso em mosaico. Atualmente, é sede da Prefeitura
Municipal de Olinda.
Ruínas do Senado
Localização: Rua
Bernardo Vieira de Melo, s/n – Ribeira.
Construção anterior a
1693, as Ruínas do Senado foi o local do imponente Prédio do Senado da
Câmara de Olinda. Em 1710, Bernardo Vieira de Melo deu o primeiro grito
em favor da República no Brasil. As ruínas resumem-se a um pedaço de
parede externa da fachada do antigo Prédio do Senado, mostrando a
incomum espessura da parede onde está afixada uma placa relatando o fato
ocorrido.
Museus
MAC (Museu de Arte
Contemporânea)
Localização: Rua 13
de Maio, s/n.
Fone: (81) 3184.3153
e-mail: ddcfundarpe@gmail.com
O
prédio do MAC é datado de 1765 e foi projetado para ser o Aljube da
Diocese. Palavra de origem árabe, aljube significa cárcere, masmorra,
tendo aqui outra significação restrita de “cárcere de foro
eclesiástico”, utilizado para o recolhimento de homens e mulheres
acusados de delitos contra a religião Católica Romana, sob jurisdição
eclesiástica. O conjunto Aljube e Capela, foi restaurado e tombado no
ano de 1966 pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional
(IPHAN).
O museu conta com um
acervo de mais de 4 mil obras das mais variadas técnicas, épocas e
estilos, indo desde o academicismo francês até a contemporaneidade, e
reúne obras de grandes nomes como Portinari, Cícero Dias, Eliseu
Visconti, Djanira, Telles Junior, Wellington Virgolino, Di Cavalcanti,
João Câmara, Guinard, Adolph Gottielib, Burle Max, Francisco Brennand,
entre outros.
Visitação: terça a
domingo, das 9h às 17h.
Entrada: R$ 2,50 (ESTUDANTES) e R$ 5 (NORMAL).
Estudante de escola municipal ou estadual com visita agendada não paga.
Escola particular agendada paga R$2 por pessoa.
Idosos com mais de 65 anos não pagam.
MASPE (Museu de Arte
Sacra de Pernambuco)
Localização: Rua
Bispo Coutinho, 726 – Alto da Sé.
e-mail:
ddcfundarpe@gmail.com
Inaugurado no dia 11
de abril de 1977, o Museu de Arte Sacra de Pernambuco (MASPE) está
instalado no antigo Palácio dos Bispos de Olinda. No século XIX, o
casarão sofreu novas modificações, servindo como resistência coletiva de
religiosos, colégio e quartel do exército durante a 2ª Guerra Mundial.
Na sua fachada, é
possível ver o antigo brasão episcopal e uma placa da Unesco, que
declara Olinda, Monumento Histórico da Humanidade. O acervo fixo do
MASPE começou a ser construído a partir de uma centena de peças cedidas
pela Arquidiocese de Olinda e Recife. Hoje, é composto por imagens
eruditas antigas, policromadas e douradas, do século XVI, além de
pinturas e arte sacra popular e objetos do culto nas igrejas.
Visitação: terça a
sexta-feira, das 10h às 16h / sábado e domingo, das 10h às 14h.
Museu
do Mamelungo
Localização: Rua de
São Bento, 344.
Fone: (81) 3493. 2753
Fundado em
14/12/1994, o Museu do Mamulengo possui um acervo com mais de 1200 peças
feitas pelos mestres mamulengueiros, sendo alguns bonecos do século
XVIII, representando figuras populares em situações cotidianas rurais ou
urbanas. É o primeiro museu dedicado a bonecos populares no Brasil e na
América Latina.
Visitação: terça a
domingo, das 10h às 17h.
Entrada: R$1
(ESTUDANTE) e R$2 (NORMAL).
Museu Regional de
Olinda
Localização: Rua do
Amparo, 128.
Fone: (81) 3493.0018
e-mail:
ddcfundarpe@gmail.com
O Museu Regional de
Olinda foi fundado em 1935, em comemoração aos 400 anos de chegada de
Duarte Coelho a Pernambuco, pelo então diretor da Biblioteca e do Museu
do Estado, José Maria Albuquerque Melo.
Constam no seu
acervo, peças como móveis, imagens, painéis, peças de grande valor
histórico, como o brasão do Senado da Câmara de Olinda e peças de arte
sacra, inclusive um altar que pertenceu a antiga Sé de Olinda, antes de
sua reforma em 1711. Ao todo, são 217 peças expostas por toda a extensão
dos salões do prédio onde funciona.
Visitação: terça a
sexta-feira, das 9h às 17h. / sábado e domingo, das 13h às 17h.
Entrada: R$1 /
ATENDIMENTO ESPECIAL PARA ESCOLAS AGENDADAS
Mouriscos
Primeiro Sobrado
Mourisco
Localização: Rua do
Amparo, 28.
A construção é uma
das mais típicas obras do século XVIII existentes em Pernambuco.
Sobreviveu a onda de descaracterização, provocada pela vinda da Família
Real portuguesa para o Brasil. A arquitetura do prédio possui vários
elementos característicos da influência árabe.
Durante os trabalhos
de recuperação, foram encontrados tijolos pesando 24 kg, de dimensões
originais. Toda a originalidade da obra foi preservada. No andar térreo,
vêem-se duas portas de vergas e ombreiras retas, ambas de pedra. No
andar superior, portais iguais aos do térreo. O balcão é em muxarabi,
apoiado sobre cachorros de pedra.
Segundo Sobrado
Mourisco
Localização: Praça
Conselheiro João Alfredo, 7.
Com bonitos balcões
de madeira em losango e treliça, além de seu muxarabi, este sobrado
mourisco é um raro exemplar da arquitetura árabe no Brasil. Em 1859,
hospedou o imperador D. Pedro II e a imperatriz Tereza Cristina, em
viagem ao Nordeste.
Bicas
Moduladas com pedra e
alvenaria, as Bicas foram construídas com a finalidade de suprir a falta
de água da Vila de Olinda.
Bica de São Pedro
Localização: Rua
Henrique Dias, Varadouro.
Construída no século
XVI, a Bica de São Pedro é a que possui maior vazão de água. Segundo uma
lenda popular, suas águas surgiam de uma vertente que ficava por baixo
do altar-mor da Igreja Matriz de São Pedro Mártir. Conhecida
inicialmente como Fontainha, suas águas ainda servem a população
olindense.
Bica do Rosário
Localização: Largo do
Rosário, Bonsucesso.
Citada no foral de
Olinda em 1537, a Bica do Rosário é, talvez, a única remanescente do
Vale de Fontes, um riacho existente no século XVI. Manancial fecundo,
com seu belo frontispício adornado por paredes com jarros de pedra, a
Bica ostenta em sua base o secular brasão da cidade. Importante peça
colonial, apresenta uma escadaria toda lajeada em pedras.
Bica dos Quatro
Cantos
Localização: Rua dos
Quatro Cantos, Amparo.
De acordo com
registro histórico, a Bica dos Quatro Cantos foi construída em 1602.
Chamada também de Fonte da Tabatinga, chegou a ser destruída e,
posteriormente, recuperada.
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