Associação Feminina das Servidoras Públicas do Brasil

Leia este mês:

  • Cinco cuidados com a saúde das crianças nas viagens de verão

  • Viagem ao exterior? Fique atento à documentação necessária

  • Itália - Costa Amalfitana

  • Pernambuco - Olinda

 


Cinco cuidados com a saúde das crianças nas viagens de verão

 

 Não importa se o destino é a praia ou o campo: quem viaja com crianças precisa incorporar novos hábitos – e uma lista mais extensa de produtos a serem transportados nas malas!  Quem faz o alerta é Ciro Domenico Giaccio, pediatra e professor do curso de Medicina da Universidade Cidade de São Paulo – UNICID. “O verão é a época por excelência de diarreias, dermatoses, insolação, alergias, lesões e entorses, picadas de insetos e afogamentos”, afirma.  “Com pequenos cuidados, todos esses problemas podem ser evitados”, completa.

Para prevenir a criançada dos riscos mais comuns que podem ocorrer no verão, o médico aponta cinco dicas essenciais para adotar nas viagens: 

 

1. Inclua na bagagem: Os itens básicos que não podem faltar na mala de viagem são álcool gel, protetor solar (de preferência FPS 15 ou maior) contra raios UVA e UVB, creme hidratante, repelente de insetos a base de DEET, água mineral, frutas e lanches, brinquedos, mamadeira ou copinho com válvula, lenços umedecidos, colherzinha, fraldas de pano, fraldas descartáveis e pomada contra assaduras.  Não conte com a sorte: nem sempre você os encontrará no seu local de destino.  E, sem eles, pequenos contratempos, como uma picada de inseto, podem acabar com sua viagem.

 

2. De carro, ônibus ou avião, o trajeto deve contemplar: Uso de assentos de segurança adequados para a idade, sendo que as crianças pequenas, geralmente, podem se sentir incomodadas com o uso cinto por longas horas. Uma boa dica é distraí-las com jogos e brincadeiras. “Planeje paradas durante o trajeto a cada duas horas, por dez minutos ao menos, para o relaxamento corporal”, sugere Giaccio. Os alimentos oferecidos devem ser preferencialmente líquidos, dados de forma fracionada, isto é, pequenas quantidades em vários momentos. Nas longas viagens de carro, o ar quente e seco da estrada (e até mesmo o ar condicionado do carro) faz com que as bochechas das crianças fiquem rosadas e ressecadas, por isso, a sugestão é aplicar creme hidratante com frequência. Atenção: Nunca deixe uma criança sozinha no carro, nem mesmo por um minuto. 

A viagem de avião também requer cuidados: Para ter um pouco mais de conforto, reserve lugar na primeira fileira, que comumente possui espaço maior. Desta forma, é possível evitar o incômodo a outros passageiros do vôo, por conta de, por exemplo, choro de bebê. Como a subida ou a descida do avião pode provocar dor de ouvido, encoraje o bebê a mamar ou a sugar uma mamadeira neste momento. Já para as crianças, pode ser uma boa saída oferecer chiclete ou líquidos com canudo. Em viagens internacionais com fusos horários diferentes, comece a ajustar o horário de sono do seu bebê com dois a três dias de antecedência.

 

3. Alimentação: Procure manter a mesma rotina dos alimentos que você dispõe no dia a dia para o seu filho. “Geralmente, quem viaja tem dificuldade de encontrar os mesmos alimentos que consome em casa, portanto, garanta o bem-estar da sua criança e leve o mesmo leite em pó e, se possível, a mesma água mineral para preparar a mamadeira”, recomenda o pediatra. Prefira sempre as frutas descascadas na hora, pois além de serem alimentos ricos em água, são de fácil digestão e de rápido preparo. Em viagens curtas, prefira levar de casa um lanche, que é sempre o mais seguro. Evite opções que necessitem refrigeração, pois são as mais facilmente perecíveis. Todos os alimentos devem ser bem cozidos e servidos quentes. Para os bebês, a amamentação é a melhor maneira de reduzir os riscos de doenças transmitidas pelos alimentos ou pela água. E ainda: ofereça muito líquido.

 

4. Exposição solar: Evitar os horários de calor excessivo é regra primordial. Deve-se ainda aplicar protetor solar adequado nas crianças meia hora antes de sair dos locais e reaplicá-lo após transpiração e exposição à água. De preferência, coloque bonés ou chapeuzinhos de aba larga, assim como óculos escuros. Já os bebês precisam de proteção extra contra o sol por causa de sua pele mais fina e sensível, deste modo, sempre os mantenha nas sombras e com roupinhas leves de algodão, que cubram o corpo todo.

 

Segurança: Como as casas de veraneio ficam muito tempo fechadas e costumam acumular bolor, o que pode desencadear uma crise de bronquite, é sempre conveniente mantê-las arejadas. Se a acomodação for em hotel, certifique-se de que o local possua quartos seguros, com dedetização adequada, carpete higienizado e escadas ou varandas com proteção. É interessante saber se o hotel usa pesticidas e herbicidas adequadamente em seus jardins, já que o contato com a grama pode desencadear crises de rinite em crianças com predisposição a alergias. Além disso, aranhas e insetos podem se esconder no quarto ou entre as roupas, por isso, não esqueça de utilizar telas e repelente de insetos a base de DEET, reaplicando a cada duas ou três horas. Não permita que bebês brinquem na areia ou na terra, áreas que possuem acúmulo de germes e cáusticos, como os coliformes fecais, produtos químicos e até larvas e parasitas. E mais: em locais com muitas pessoas, como nas praias lotadas, sempre que possível coloque pulseirinha de identificação no seu filho com nome e telefone para contato.

 


Viagem ao exterior? Fique atento à documentação necessária

 

Conhecer outros países é o sonho de muita gente. Seja a trabalho, para estudo ou turismo, ver lugares distantes, vivenciar outras culturas, aprender novos idiomas e ter contato com as mais diferentes pessoas é, além de divertido, um aprendizado para a vida inteira.

No entanto, na hora de pensar em sair do Brasil, além de cotar preços e decidir a melhor forma de custear a viagem, é necessário pensar nas leis que regem o destino escolhido e avaliar quais comprovações e documentos são exigidos para brasileiros na entrada do referido país.

 

Identificação

Quando se fala em viagem ao exterior, a primeira coisa a se pensar antes de sair do Brasil é com relação ao passaporte. Se você já tem, verifique a validade, pois, diferentemente de documentos como o RG, o passaporte tem uma data para expirar e é sempre bom verificar se este prazo está próximo. Alguns países limitam, por exemplo, a entrada de estrangeiros com passaportes com menos de seis meses de validade.

Quem estiver nesta situação deve procurar a Polícia Federal para emitir um novo documento. E quem ainda não possui um passaporte deve se informar dos procedimentos necessários para a emissão.

O custo do passaporte é de R$ 156,07, quase o dobro da versão antiga (de capa verde), R$ 89,71. Mas, é importante ficar atento aos prazos, pois é necessário solicitar o documento via internet, pagar a taxa e, em alguns casos, agendar o atendimento em uma unidade do DPF (Departamento de Polícia Federal).

Vale lembrar que alguns países da América do Sul, como Argentina, Paraguai e Uruguai, não exigem o passaporte dos brasileiros: basta apresentar a carteira de identidade em bom estado e com foto nítida. É importante destacar, neste caso, que outros documentos como carteira de motorista, carteira de trabalho etc., não são aceitos na imigração.

 

Visto - autorização de entrada

Outro ponto importante é avaliar a necessidade de visto, ou seja, uma autorização de entrada no país. Existem diversos tipos de visto. Por isso, se o país de destino exigir a permissão, é necessário saber exatamente qual é o seu objetivo com a viagem.

 

Os vistos mais comuns concedidos pelo mundo são:

Trânsito: que permite que o passageiro transite em determinado país entre a origem e o destino;

Turismo: como o próprio nome já diz, é quando o objetivo da viagem é o lazer;

Negócios: para quem for trabalhar no exterior;

Estudante: para quem for estudar fora.

 

Permissão para turista

Alguns países não exigem visto de entrada quando o objetivo é turismo, mas impõem um limite de tempo de permanência em terras estrangeiras.

Na maioria dos países da Europa, por exemplo, turistas brasileiros podem entrar sem visto e permanecer no país por até 90 dias. A permissão é concedida na entrada de cada nação.

Existem países que limitam a permanência em 30 dias, outros em 60, em 90 ou em 180 dias, e aqueles que exigem o visto logo na chegada.

Para não ser pego de surpresa, antes de arrumar as malas e sair com o passaporte e passagem na mão, conheça as exigências de alguns destinos tradicionais com relação aos turistas brasileiros.

País

Regime de Vistos

África do Sul

Dispensa de visto por 90 dias

Alemanha

Dispensa de visto por 90 dias

Austrália

Precisa de visto

Canadá

Precisa de visto

Chile

Dispensa de visto por 90 dias

China

Precisa de visto

Espanha

Dispensa de visto por 90 dias

Estados Unidos

Precisa de visto

França

Precisa de visto

Grã-Bretanha/UK

Dispensa de visto por 90 dias

Itália

Dispensa de visto por 90 dias

Japão

Precisa de visto

Nova Zelândia

Dispensa de visto por 90 dias

Portugal

Dispensa de visto por 90 dias

Vaticano

Dispensa de visto por 90 dias

Dados atualizados pelo Ministério das Relações Exteriores (MRE) em abril/2006

 

Se o país que você procura não está na lista acima, o site da Polícia Federal, em parceria com o MRE, traz uma lista completa com as exigências de todos os países.

 

Seguro saúde

Outro ponto importante a considerar é a necessidade de contratar um seguro saúde. Alguns países da Europa, que fazem parte do tratado de Schengen (Alemanha, Áustria, Bélgica, Dinamarca, Espanha, Finlândia, França, Grécia, Itália, Islândia, Luxemburgo, Noruega, Países Baixos, Portugal e Suécia), exigem uma apólice com cobertura mínima de 30 mil euros para permitir a entrada do turista.

Essa norma nem sempre é checada, mas, é melhor não correr o risco de ter que voltar para casa caso, bem na sua vez, os oficiais da imigração local resolvam pedir o documento.

 

Mais recursos à sua disposição

Se você possui um cartão de crédito internacional, informe-se sobre os serviços disponíveis no exterior que possam garantir sua segurança e comodidade lá fora.

A orientação é entrar em contato com seu banco para verificar quais benefícios são oferecidos durante viagem no exterior. Para se ter uma idéia, os alguns serviços incluem desde seguro de acidentes de viagem até, por exemplo, o reembolso de emergências médicas.

Por isso, é importante se certificar sobre seus direitos, de forma a aumentar sua cobertura e, conseqüentemente, a tranqüilidade da sua viagem. Divirta-se!

 

http://br.finanzaspracticas.com/323636-Viagem-ao-exterior-

Fique-atento-a-documentacao-necessaria.note.aspx

 

 


Itália - Costa Amalfitana

 

Situada na província de Salerno, ao sul da península sorrentina, de onde se vê todo o golfo de Salerno, é delimitada a oeste por Positano e a leste por Vietri sul Mare. Famosa em todo o mundo pela sua beleza Natural é também sede de importantes pontos turísticos.O nome deriva da cidade de Amalfi, núcleo central da Costa não só geograficamente mas também historicamente. A Costa Amalfitana é notável pela sua heterogeneidade e cada cidade tem seu próprio caráter e suas próprias tradições. Considerada Patrimônio Mundial da Humanidade pela UNESCO em 1997, a Costa Amalfitana é um dos símbolos da Itália.

A Costa Amalfitana é composta por treze “comuni”, ou seja, cidades, todas elas com suas particularidades imperdíveis, são elas: Amalfi, Atrani, Cetara, Conca dei Marini, Furore, Maiori, Minori, Positano, Praiano, Ravello, Scala, Tramonti, Vietri sul Mare.

A rota da Costa Amalfitana oferece uma vista repleta de penhascos verdes revestidos de casinhas coloridas no melhor estilo bizantino, rodeadas por um mar azul anil estonteante.

Nas montanhas da rota, também estão plantados terraços de limoeiros, oliveiras, carvalhos e pinheiros. De maio a setembro, o clima é ameno (com exceção de julho, quando as temperaturas sobem e podem chegar a 35 graus celsius).


Positano: Uma cidade de 3.900 habitantes, cheia de escadarias que ligam a parte alta da cidade com a parte baixa e o mar.Cidade escolhida pelos veleiros desde o Império Romano graças ao clima e a beleza da paisagem. Como principais pontos turisticos temos as Torres de Saracene e a Igreja de Assunta que é uma das mais belas da Itália.



Ravello: Encontra-se “um andar acima” onde se pode ver Maiori e Minori, uma paisagem esplêndida escolhida várias vezes como cidade protagonista de filmes famosos de Roberto Rossellini. A maioria dos turistas são atraídos pelas suas maravilhosas vilas, uma delas a Villa Cimbrone com a famosa vista do “Terrazza dell’Infinito” - Terraço do Infinito.

 

Conca dei Marini: Com apenas 750 habitantes, deve seu nome a sua forma de concha, conhecida também como cidade dos navegantes, porque antigamente era habitada por marinheiros que para a época eram os espertos de técnicas de navegação.
É aqui que se encontra a maravilhosa gruta da Esmeralda.


Capri: No tempo em que as lendas se confundiam com a História, acreditava-se que a costa da Itália era habitada por sereias. De acordo com a mitologia grega, das grutas formadas entre os rochedos da Costa Amalfitana e da vizinha ilha de Capri vinha o canto capaz de hipnotizar o mais insensível dos mortais. Há muito tempo ninguém mais ouve as sereias por lá. Mas as paisagens de mar verde-esmeralda-azul-turquesa continuam seduzindo os que se aventuram pelas curvas da movimentada Strada Statale 163. Entre penhascos íngremes, túneis e vistas de beleza indescritível estão os povoados da Costa Amalfitana, Patrimônio da Humanidade pela UNESCO desde 1997.

 

 

Positano, Praiano, Furore, Conca dei Marini, Amalfi, Scala, Atrani, Ravello, Tramonti, Minori, Maiori, Cetara e Vietri Sul Mare. Destino de milhares de turistas todos os anos, os treze povoados da Costa Amalfitana fazem parte de uma das mais belas rotas panorâmicas do mundo. Para chegar até eles, você pode alugar um carro em Sorrento ou Nápoles e assim percorrer a serpenteante e dramática SS 163.

Antes disso, porém, é bom estar consciente que essa mesma estrada, ponto turístico com selo da UNESCO, também é usada pelos residentes em sua rotina diária de trabalho. Como a maneira de dirigir dos italianos pode ser um tanto caótica e impaciente, melhor garantir a própria tranquilidade e fazer o trajeto num dos ônibus que circulam entre os povoados. Para quem pensa em alugar uma Vespa, cabe lembrar que isso é mais difícil do que possa parecer. Essas motos são muito visadas por ladrões – e também o principal meio de transporte usado por eles.

Depois de conhecer a Costa por terra, o ideal é fazer o trajeto de volta de barco. Assim, além de um novo ângulo para o que já foi apreciado de cima dos penhascos, você tem a oportunidade de admirar cavernas, parreirais, limoeiros e as inúmeras casas e hotéis que foram construídos cavando-se a rocha.

Principalmente no verão há transporte marítimo entre os maiores povoados, quase de hora em hora. Em Positano, o primeiro dos vilarejos para quem vem de Nápoles, também há barcos que vão à badalada Capri, a “ilha das sereias”.

Um misto de lendas e História
Pouco se sabe dos primórdios de Capri como ilha habitada. Sinais da presença humana, da Idade do Bronze (1800 a.C.), foram descobertos nas grutas da ilha. Na verdade, grande parte de sua História Antiga é baseada em lendas e mitos do período de colonização grega. Ao narrar as aventuras do herói Ulisses, em sua Odisséia, Homero menciona as sereias da Sicília e ilhas rochosas próximas. Outros poetas da época, como Virgílio, também citam a ilha de Capreae, um lugar de onde muitos marinheiros não voltavam, seduzidos pelo canto das sereias.

Hoje se acredita que o Scoglio delle Sirene (rochedo das sereias), que divide duas belas praias da costa sul de Capri, seja fruto das fantasias de algum erudito do século XIX, fascinado por Literatura Antiga. Vem da mesma época a descoberta da Grotta Azzurra (Gruta Azul) e a reputação de Capri como santuário turístico, o que atraiu poetas, escritores e artistas de diversos países, em busca de inspiração e prazeres para satisfazer corpo e alma. Muitos, não resistindo ao encantamento, por lá se estabeleceram, como haviam feito muitos séculos antes os imperadores romanos Augustus e Tiberius. As ruínas da luxuosa villa de Tibério ainda são procuradas pelos que visitam a ilha.

Capri foi vista por muito tempo como um paraíso de sensualidade perdida. Foi o poeta alemão Köpish, numa de suas excursões à ilha, quem revelou a famosa Grotta Azzurra para o mundo. Atualmente, é possível visitar a gruta, desde que se tenha a sorte de um dia de mar não agitado. A entrada é desafiante: uma fenda com menos de um metro de altura por dois de largura. Porém, qualquer sensação claustrofóbica é mais tarde compensada pela visão de azul intenso e brilhante que se tem em seu interior. Antes da descoberta de Köpish, a Grotta Azzurra já era há muito tempo conhecida dos moradores locais.

Dominados pelas antigas crendices, eles a evitavam por considerá-la um lugar enfeitiçado, habitado por espíritos. Estavam eles certos ou tais espíritos não seriam apenas as sereias de Capri?



Ilha de Ischia: A terceira ilha mais populosa da Itália depois da Sicília e Sardenha.Possui a forma de um trapézio que nos revela sua origem vulcânica de 150.000 anos atrás...
As suas águas termais são conhecidas e utilizadas desde a antiguidade. Hoje muito mais frequentada pelos italianos e turistas.



Amalfi: O mais celébre monumento de Amalfi ,o Duomo, é em estilo arábico-siciliano, mais que um Duomo é um complexo de catedrais porque o edifício é sobreposto e apoiado em igrejas de várias épocas.Atualmente dedicado a SANT’ANDREA patrono da cidade.

 

Lugares turísticos

Centro Histórico de Amalfi

Duomo (Catedral) de Amalfi, dedicada a Sant'Andrea, e Claustro do Paraíso

Centro Histórico de Atrani

Igreja de San Salvatore de Bireto

Praia de Atrani

Centro Histórico de Conca dei Marini

Igreja de San Pancrazio martire

Praia de Marina di Conca

Caverna das Esmeraldas (em italiano it:Grotta dello Smeraldo)

Centro Histórico de Maiori

Praia de Maiori

Centro Histórico de Minori

Basílica de Santa Trofimena

Praia de Minori

Centro Histórico de Positano

Igreja de Santa Maria Assunta

Praia de Positano

Centro Histórico de Ravello

Duomo (Catedral) de Ravello e Púlpito, executado em 1272 por Niccolò di Bartolomeo

it:Villa Cimbrone: Jardim, Belvedere e Terraço do Infinito (em italiano Terrazza dell'Infinito)

it:Villa Rufolo: Jardim e Torre maior

Centro Histórico de Scala

 


Pernambuco - Olinda

 

Vista de Olinda, com a Igreja do Carmo à esquerda e os arrecifes da cidade de Recife ao fundo

Acolhedora, Olinda é um prato cheio para quem gosta de cores, arte, história, música e... boa gastronomia


 

Casas coloridas, arte e artesanatos espalhados por toda a parte atraem a atenção dos turistas que visitam a cidade. Até que, quando se deparam com uma ladeira absurdamente íngreme, pensam em dar meia volta e continuar ali por baixo. A subida é difícil, mas o sacrifício vale o presente que se recebe lá em cima: a Igreja da Sé, com a paisagem ao fundo composta por coqueiros, construções históricas, cores cheias de vida pintadas nas paredes, o verde impressionante do mar e Recife mais atrás. Na praça ao lado da igreja, as peças coloridas vendidas por artesãos parecem ter sido feitas para combinar com a vista.

A antiga capital de Pernambuco foi fundada em 1535 e é considerada Patrimônio Cultural da Humanidade desde 1982. Em 1630, holandeses invadiram e marcaram o local, incendiando diversos edifícios importantes, que hoje estão restaurados e abertos para visitação. Passear pelas igrejas de Olinda é o mesmo que viajar no tempo pelas diferentes épocas da cidade.

 

Artesanato local é exposto à venda em uma mureta

Basílica de São Bento

Além de sua beleza natural, Olinda é também um dos mais importantes centros culturais do Brasil. Foi declarada, em 1982, Patrimônio Histórico e Cultural da Humanidade pela UNESCO.

Igreja de Nossa Senhora do Amparo

Localização: Rua do Amparo, s/n – Amparo.

Fone: (81) 3429-7339 ou 3305-1045

Visitação: no horário da Missa.

Missa: domingo, às 10h.

Situada no Largo do Amparo, a Igreja de Nossa Senhora do Amparo foi construída em 1613 pela Irmandade de Nossa Senhora do Amparo dos Homens Pardos. Menos de duas décadas depois de construída, a Igreja foi destruída, parcialmente, por um incêndio causado pelos holandeses, em 1631. Em 1644, o prédio da Igreja foi reedificado.

A construção, por outro lado, difere das outras Igrejas de Olinda, uma vez que possui mais altares laterais. Nos altares da Igreja de Nossa Senhora do Amparo, por sua vez, destacam-se as belas talhas douradas. De grande valor cultural, as imagens barrocas presentes no templo enaltecem a arte sacra.

Na Igreja de Nossa Senhora do Amparo, existe um único corredor lateral à nave, do lado do Evangelho. Durante a última restauração, concluída em 1992, deixaram aflorar azulejos seiscentistas portugueses que estavam encobertos por um forro de madeira. O templo nunca foi concluído em sua totalidade.

 

Igreja de Nossa Senhora de Guadalupe

Localização: Praça Miguel Canuto, s/n – Guadalupe

Fone: (81) 3429.1914

Visitação: de terça a sexta-feira, das 14h às 17h.

Missas: na quarta-feira, às 19h30; no domingo, de 7h30 e de 19h30; a primeira sexta-feira do mês, às 19h30 e o segundo sábado do mês, às 21h.

É uma das poucas Igrejas da América do Sul sob invocação da padroeira do México. Foi construída pela devoção dos homens pardos libertos ou escravos da Vila de Olinda entre os anos de 1626 e 1629. Na época de sua construção, Portugal fazia parte do governo espanhol e talvez por isso a predileção pela santa da devoção espanhola.

A Igreja abriga até os dias de hoje, a Irmandade de Nossa Senhora de Guadalupe, tendo servido também de sede à Irmandade de Nossa Senhora do Bom Parto até 1854, quando foi transferida para a Igreja de São Sebastião. É a mais antiga Igreja dedicada a Nossa Senhora do Guadalupe no Brasil.

Sua fachada é simples, com uma única torre sineira, sendo composta por três portas que dão acesso à nave principal e mais duas que dão acesso à sacristia. Na parte superior, estão cinco janelas com varandas. Seu interior é simples, tendo a sua nave seis varandas e um púlpito protegido por gradil de ferro, sustentado por cachorros de pedra.

O altar-mor é em madeira trabalhada, tendo no centro do nicho um quadro vindo do México, com pintura de Nossa Senhora de Guadalupe. Possui ainda duas tribunas protegidas por gradil de ferro e o teto pintado com a imagem da Santa.

 

Convento de São Francisco / Igreja de Nossa Senhora das Neves

Localização: Rua de São Francisco, 280 – Carmo

Fone: (81) 3429.0517 ou 3493.0313

Visitação: todos os dias, de 9h às 12h e das 14h às 17h.

Missas: terça-feira, às 19h, sábado, às 17h, e domingo, às 8h.

Construído inicialmente em 1585, com projeto do frei Francisco dos Santos, o Convento foi o primeiro estabelecimento franciscano do Brasil. É formado por um conjunto que inclui a Igreja de Nossa Senhora das Neves, a Capela de São Roque (a mais antiga Capela da Ordem Terceira Secular existente no país), o claustro (com 16 painéis de azulejos portugueses que retratam a vida e a morte de Francisco de Assis) e a sacristia.

Nesses conjuntos, chama a atenção o rico trabalho de talha em madeira do teto, com caixotões contendo pinturas do século XVIII. Sua capela-mor conventual é parte da primeira igreja primitiva, projetada antes do incêndio causado pelos holandeses em 1631. Atualmente, a igreja apresenta elementos arquitetônicos raramente utilizados na região, como a galilé e a arcada, originários das igrejas de três naves.

Completa o conjunto arquitetônico, em frente ao convento, um grande cruzeiro trabalhado em pedras retiradas dos arrecifes. Por fim, um corredor ladeado de painéis profanos (com cenas do cotidiano da corte) conduz a sacristia, um resumo dos elementos do conjunto: mais azulejos, mobília de jacarandá trabalhado e forro com mosaico de pinturas sacras. Em 1831, foi instalado no local a primeira biblioteca pública de Pernambuco.

 

Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos

Localização: Largo do Bonsucesso, 45 – Bonsucesso.

Fone: (81) 3439.2495

Visitação: de segunda a sexta-feira, das 8h às 11h, e das 13h às 17h.

Missas: sábado, às 18h30.

Fundada na segunda metade do século XVII, através da irmandade, chamada de Rosário dos Homens Pretos, por pertencer aos negros escravos, a Igreja de mesmo nome é a primeira em Pernambuco com irmandade a congregá-los. Em sua volta eram realizadas festas denominadas congos, em uma tentativa de resgatar as festas religiosas africanas.

De fachada simples, este monumento é dotado de galilé. Também possui três arcadas e três janelas na altura do coro. O frontão é harmonioso, decorado por volutas e encimado por uma bela cruz. No centro onde fica o brasão, existe um rosário. O prédio possui janelas laterais no plano superior e dispõe de uma torre com janelas sineiras.

A Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos possui no seu interior uma nave central e dois corredores: um do lado direito, que vai dá na sacristia, e outro do lado esquerdo, que hoje, ampliada, é a Capela de Nossa Senhora da Soledade. Em escavações recentes, foram descobertos dois altares laterais, o mesmo ocorrendo no lado direito, onde foi encontrado um nicho do século XVII.

 

Igreja do Carmo

Localização: Praça do Carmo, s/n – Carmo.

Fone: (81) 3429. 2892

Visitação: todos os dias, das 9h às 17h.

Construída em 1580 como Capela de Santo Antônio e São Gonçalo, o prédio passou, em 1581, a ser o Convento do Carmo, tornando-se o mais antigo templo da Ordem dos Carmelitas no Brasil. O local possuía o maior sino da cidade, sendo retirado e transformado, em 1630, em armamento pelas tropas holandesas. Nesta época, os flamengos obrigaram os frades a abandonarem a igreja e o convento que já estava em fase de conclusão.

Em 1720, graças aos esforços dos portugueses, o prédio, danificado pela ação dos holandeses, foi reconstruído. Sua modulação obedeceu ao estilo barroco da época. O altar-mor possui três nichos: o mor, com a imagem da padroeira em estilo barroco e as laterais, dedicados aos santos fundadores da Ordem dos Carmelitas (Santo Elias e Santo Eliseu).

Além das belas cadeiras usadas pelo coral, existem vários quadros a óleo sobre madeira, pintados pelos frades, que representam uma boa mostra dos trabalhos feitos pelos religiosos da época. Na frente da Igreja do Carmo, pode-se ver o terceiro cruzeiro existente na Primeira Capital Brasileira da Cultura. No momento, a Igreja está passando por reforma.

 

Igreja de São Salvador do Mundo (Igreja da Sé)

Localização: Alto da Sé, s/n.

Fone: (81) 3271.4270

Visitação: todos os dias, das 9h às 17h.

Inicialmente uma pequena capela de taipa, erguida pelo donatário de Pernambuco, Duarte Coelho, que via no alto da colina, uma possibilidade de proteção contra os inimigos. Foi levantada sob a invocação de Nosso Senhor Salvador do Mundo e, em 1548, deu-se início a construção da nova Igreja Matriz, sofrendo em 1584 sua primeira reforma.

Durante a invasão holandesa, serviu como templo protestante e sua estrutura sofreu bastante com o incêndio ateado pelo invasor. Foi reconstruída na Restauração Pernambucana em 1669, em estilo gótico, e em 1676, elevada à categoria de Catedral, já que Olinda, neste período, passava de vila para cidade. O prédio passou por várias reformas ao longo dos tempos e, em 1983, foi concluída a mais recente restauração.

Sua fachada é em estilo colonial renascentista e barroco. Possui três portas em madeira ladeadas por colunas jônicas, formando com seu frontispício e suas torres um belo conjunto arquitetônico. A segunda torre foi construída em 1713, condição para elevá-la ao status de Catedral. No seu interior, duas ricas capelas laterais em estilo barroco com entalhe e douramento, muito rica em arquitetura e trabalhos artísticos, possui grandes colunas em pedra.

O forro do teto, é em madeira abaulada, alto e imponente, além de existirem belos quadros pintados a óleo, talhas em madeira e pedras e móveis em jacarandá. A única coisa original, vencedor até do incêndio de 1631, é a porta principal. No local encontra-se o túmulo do arcebispo emérito de Recife e Olinda, Dom Heldér Câmara.

 

Igreja e Convento de Nossa Senhora da Conceição

Localização: Rua Bispo Coutinho, s/n, Largo da Misericórdia – Carmo.

Fone: (81) 3429.3108

Missas: todos os dias, a partir das 8h.

Construído no século XVI, o prédio é um dos recolhimentos de freiras mais antigos do Brasil. Em 1631, foi saqueado e incendiado pelos holandeses. Após a Restauração Pernambucana, foi reconstruído por Fernandes Vieira, passando a funcionar como casa religiosa de recolhimento para mulheres abandonadas.

A fachada é composta de belo átrio com três arcadas de entrada. O frontispício é decorado por volutas, culminando com uma cruz ladeada por obeliscos. Merecem especiais destaques, a imagem de Nossa Senhora da Conceição, com riquíssima pintura em ouro e policromia. O teto da Igreja possui importantes medalhões e pinturas da Virgem Maria, entre as quais, a célebre visão de “Nossa Senhora do Leite”.

Na Sacristia encontra-se um lavabo de pedra portuguesa, decorado com golfinhos, sendo uma autêntica relíquia. Atualmente, é recolhimento das irmãs da Ordem de Paula Francinete.

 

Igreja e Mosteiro de Nossa Senhora do Monte

Localização: Praça de Nossa Senhora do Monte, s/n.

Fone: (81) 3429. 0317

Visitação: todos os dias, das 9h às 11h, e das 14h30 às 17h.

Missas: de segunda-feira a sábado, de 6h30; e no domingo, de 7h30.

Construída originalmente por ordem de Duarte Coelho, em 1535, a Igreja de Nossa Senhora do Monte é a mais antiga edificação religiosa de Olinda. O interior não possui nada de barroco, é rústico, composto apenas de um simples altar-mor imitando um monte (feito em madeira), com a imagem de Nossa Senhora no topo.

Foi a primeira igreja de Olinda a ser dedicada a Nossa Senhora. Até hoje, conserva seu estilo seiscentista de origem, com fachada simples, mas elegante, com uma torre baixa de janelas pequenas e toda contornada por um muro baixo, como uma fortaleza. Acredita-se, que essa igreja escapou do incêndio por ser muito distante do centro da vila. No século XVI foi doada aos Beneditinos, funcionando o Mosteiro de São Bento. Atualmente, funciona o Mosteiro das Monjas Beneditinas.

 

Mosteiro de São Bento

Localização: Rua de São Bento, s/n – Varadouro.

Fone: (81) 3429. 3288

Visitação: todos os dias, das 9h às 11h45 e das 14h às 17h.

Missas: todos os dias, de 6h30; domingo, canto gregoriano às 10h.

Construído no século XVI, o Mosteiro de São Bento foi concluído, somente, no século XVIII. É o segundo mosteiro beneditino em terras brasileiras. A partir de 1654, sua restauração foi iniciada, passando por diversas épocas e estilos. Abrigou durante 24 anos, a primeira Escola de Direito do Brasil.

O prédio apresenta frontispício bem vazado por porta simples e óculo centrado entre as janelas do coro, portas almofadadas e frontão com volutas com um imponente brasão da Ordem Beneditina, possuindo torre sineira coroada por uma cúpula. A igreja abacial é austera e monacal, seu interior é de nave única e o forro é pintado com ornatos em motivos florais.

O coro do Mosteiro de São Bento é em laje apoiado por colunas sobre bases, com púlpitos ricamente trabalhados e o arco cruzeiro é em cantaria com colunas ladeadas por altares. A capela-mor é em estilo barroco, e o seu teto pintado em motivos conventuais. O altar-mor possui retábulo de influência barroca, neoclássico e rococó, e sua madeira revestida em ouro.

No trono principal do altar, encontra-se a imagem do patriarca São Bento. A sacristia conventual é a mais rica das igrejas de Olinda, com elaboradas talhas douradas, espelhos de cristais e painéis mostrando a vida penitente de São Bento. Além de um lavatório de pedra e diversos quadros a óleo, chama a atenção o Cristo Crucificado, em tamanho natural, que se encontra no coro, de costas para a capela-mor, em função dos escravos que não podiam entrar na igreja.

 

Passos

Os passos são pequenas capelas em alvenaria, construídas entre 1773 e 1809. Abrem durante a Quaresma, para a Procissão dos Passos, que é uma reconstituição do caminho do Senhor até o Calvário. No interior dessas capelas, há apenas um pequeno altar onde são colocadas as imagens do Senhor dos Passos em procissão.

 

Passo da Ribeira

O Passo da Ribeira representa o Senhor carregando a Cruz, de 1773. No local, está a imagem de Nosso Senhor do Bom Jesus dos Passos, de procedência portuguesa, do século XVIII.

 

Passo da Sé

Construído no inicio do século XIX, o Passo da Sé é o primeiro do roteiro da Procissão dos Passos. O nicho é dotado de uma porta almofadada adornada com volutas e arabescos. A imagem representa o Senhor do Monte das Oliveiras, esculpida em madeira de cedro, em estilo barroco.

 

Passo do Amparo

Localizado dentro da Igreja do Amparo, o Passo é datado do século XVIII. Realizada durante a Quaresma, é o segundo da Procissão dos Passos. Nele, acontece o encontro de Jesus com Nossa Senhora.

 

Passo do Senhor Apresentado ao Povo

Com o duplo nome de Passo do Senhor Apresentado ao Povo e Passo do Castelhano, a construção data de 1773. Localizado na esquina da Rua 27 de Janeiro, o pequeno nicho abre todos os anos para a procissão do Senhor dos Passos. Possui a imagem do Nosso Senhor Atado, provavelmente do início do século XIX, de procedência desconhecida.

 

Passo dos 4 Cantos

Construído em 1773, o Passo dos 4 Cantos é o terceiro no roteiro da Procissão dos Passos. No local, encontra-se a imagem de Nosso Senhor na Pedra Fria, do século XVIII, de procedência desconhecida.

 

Arquivo Municipal de Olinda

Localização: Rua de São Bento, 153 – Varadouro

Desde os tempos em que a Câmara Municipal acumulava as funções do Poder Executivo, no Império, Olinda possuía seu arquivo. Contudo, somente em 1975 é que foi criado o serviço de Arquivo Público Municipal – voltado para o recolhimento e preservação de documentos em fase permanente. O Patrimônio Documental de Olinda extrapola a função local, para ser de interesse da comunidade cientifica e dos órgãos nacionais e internacionais.

Seu acervo é basicamente de documentação acumulada e/ou produzida pelo Poder Executivo Municipal, com datas limites de final do século XVI até fins da década de 70, no século XX. A documentação encontra-se dividida em três grandes grupos: Textual, Cartográfica e Iconográfica. No acervo constam obras raras, do século XVII ao XX.

 

Biblioteca Pública de Olinda

Localização: Av. Liberdade, s/n – Carmo.

Fone: (81) 3305-1157

Visitação: de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h.

Criada por Decreto Imperial em 07/12/1830, a Biblioteca Pública de Olinda foi instalada no Convento de São Francisco, sendo a 1ª de Pernambuco e a 5ª do Brasil. Com a transferência da Faculdade de Direito de Olinda para o Recife, o espaço ficou sem funcionar durante várias décadas, sendo restabelecida através da Lei n° 4329/1983. Restaurada em 1996, a casa onde está instalada a Biblioteca Pública de Olinda é uma das construções mais antigas do município. Foi pintada por Franz Post, no século XVII.

 

Caixa D’Água

Localização: Rua Bispo Coutinho, s/n – Alto da Sé.

Visitação: todos os dias, das 14h às 17h.

Construída em 1934 com projeto do arquiteto Luis Nunes, a Caixa D’Água, no Alto da Sé, é um marco da arquitetura moderna brasileira. Neste projeto, pela primeira vez, foi utilizado formas e modelações arquitetônicas modernas, numa época em que estava sendo mudado o conceito de arquitetura.

O uso de pilotis, a forma pura da construção, a utilização de uma fachada cega e outra totalmente vazada de luz, foram, posteriormente, utilizadas por Le Corbusier e por Oscar Niemeyer, nos edifícios de Brasília. Na construção da Caixa D’Água, foi usado pela primeira vez no Brasil o combogó, como elemento decorativo de ventilação e decoração.

O prédio passou recentemente por obras de requalificação, inauguradas no dia 24 de outubro de 2011. No edifício, de 20 metros de altura, foi instalado um elevador panorâmico e o local foi transformado num mirante, que permite ao visitante uma vista de 360 graus para as duas cidades irmãs: Olinda e Recife. O terraço foi recuperado e nos espaços interiores acontecem exposições e outras atividades de apoio à visitação turística.

 

Casa de João Fernandes Vieira

Localização: Rua de São Bento, s/n – Varadouro.

À direita da rua de São Bento, ergue-se o sobrado onde habitou e faleceu o restaurador de Pernambuco, João Fernandes Vieira, rico senhor de engenho, que teve destaque na luta contra os holandeses.

 

CEMO (Centro de Educação Musical de Olinda)

Localização: Complexo Rodoviário de Salgadinho – Santa Tereza.

Fone: (81) 3241.5065

Adquirido em 1915 pelo coronel, Arthur Lundgren, o casarão integrava o Sítio Ramos, propriedade onda havia viveiro de peixes e árvores frutíferas. Abandonado durante vários anos, foi restaurado e, atualmente, abriga o Centro de Educação Musical de Olinda.

Coreto da Praça da Preguiça

Localização: Avenida Liberdade, s/n – Carmo.

Construção do fim do século XIX, o Coreto foi feito de ferro fundido, de procedência inglesa, com base de pedra arredondada. Sua varanda em ferro é adornada por arabescos e encimada por uma espécie de coroa. Antigamente, o coreto abrigava a Banda de Música, que animava as festas de Olinda.

 

Farol de Olinda

Localização: Amaro Branco.

Construído, originalmente, sobre o Fortim Montenegro, o Farol de Olinda foi aceso pela primeira vez em 1872. Visível a 12 milhas, o Farol atual foi construído no Morro Serapião, sendo inaugurado em sete de setembro de 1941. Por se destacar na paisagem de Olinda, tornou-se um dos principais marcos da cidade.

 

Fortim de São Francisco (Fortim do Queijo)

Localização: Rua do Sol – Carmo.

As primeiras notícias do Forte ou Baluarte de São Francisco datam do século XVII. Por causa de seu tamanho reduzido, ficou conhecido, posteriormente, como “Fortim do Queijo”. Até a década de 30 do século XVIII, o Fortim servia para proteção da costa, quando foi abandonado. Passou por um processo de restauração entre 1973 e 1977, ficando com as atuais feições.

A construção assemelha-se a de outras fortalezas coloniais, com arquitetura simples e rústica, em formato retangular. O acesso é feito através de uma rampa de 10 m feita de cimento, tendo ainda calçamento original, e uma pedra ‘’cabeça de negro’’ na parte central do caminho. O Fortim de São Francisco ainda possui dois canhões sobre a base de granito e, ao lado da rampa de acesso, a casa da guarda, em tribeiral.

 

Maxambomba

Localização: Praça do Carmo, s/n – Carmo.

Em 1866 foi iniciada a utilização dos trens a vapor, conhecida como maxambomba, que ligava o centro do Recife aos subúrbios de Olinda. A primeira linha que interligava as duas cidades tinha seu itinerário que saía de Campo Grande, passava por Passarinho e seguia até o Carmo, onde em 1871 foi construída uma garagem ou oficina da Compainha de Trilhos Urbanos do Recife, Olinda e Beberibe.

 

Mercado Eufrásio Barbosa

Localização: Av. Joaquim Nabuco, s/n – Varadouro

Fone: (81) 3429-3599

Construção datada dos séculos XVII e XVIII, onde existia a primeira Casa da Alfândega de Pernambuco, o local foi, entre 1894 e 1960, a Fábrica de Doces Amorim Ltda. Possui uma planta retangular, em plano único, em alvenaria de tijolos. As fachadas são todas rebocadas, sendo a principal com aberturas em arcos plenos e platibanda retangular. Apesar de o prédio original ter sofrido acréscimos, o Mercado da Ribeira não descaracterizou. Dispõe de teatro e área para exposições e apresentações folclóricas.

 

Mercado da Ribeira

Localização: Rua Bernardo Vieira de Melo, s/n – Ribeira

Construído no final do século XVII e início do século XVIII, o Mercado da Ribeira é uma edificação característica do Brasil colonial. Possui piso em tijolaria, dois alpendres com pilastras e um batente em pedra portuguesa. Restaurado no estilo original, no Mercado da Ribeira funcionam várias galerias de artesanatos, oficinas de entalhadores, gravuras e pinturas. Nas suas proximidades encontra-se as ruínas do Senado.

 

Observatório Astronômico

Localização: Rua Bispo Coutinho, s/n – Alto da Sé.

Visitação: de terça-feira a domingo, das 16h às 20h.

Grupos com mais de dez pessoas devem agendar as visitas por meio do telefone (81) 3183.5528.

Construído no século XIX, serviu por várias décadas para observações e estudos de Astronomia. Diz a lenda, que sua edificação relaciona-se com a descoberta de um cometa, em 1860, por Emanuel Liais, de quem o astro recebeu o nome. Erguido em alvenaria, tem formato de um cilindro e possui área de, aproximadamente, 6000 m2.

 

Palácio dos Governadores

Localização: Rua de São Bento, 123 – Varadouro.

Construído no século XVII, foi o antigo Paço dos Governadores Gerais do Brasil, de onde o País foi três vezes governado. Em 1824, nele se instalou a Assembléia Constituinte e Legislativa da Confederação do Equador. Ao longo dos anos, o prédio passou por várias restaurações. Mantém, atualmente, o estilo neoclássico de sua fachada. Apresenta assoalho em ipê, escadaria original em cedro e o piso em mosaico. Atualmente, é sede da Prefeitura Municipal de Olinda.

 

Ruínas do Senado

Localização: Rua Bernardo Vieira de Melo, s/n – Ribeira.

Construção anterior a 1693, as Ruínas do Senado foi o local do imponente Prédio do Senado da Câmara de Olinda. Em 1710, Bernardo Vieira de Melo deu o primeiro grito em favor da República no Brasil. As ruínas resumem-se a um pedaço de parede externa da fachada do antigo Prédio do Senado, mostrando a incomum espessura da parede onde está afixada uma placa relatando o fato ocorrido.

 

Museus

 

MAC (Museu de Arte Contemporânea)

Localização: Rua 13 de Maio, s/n.

Fone: (81) 3184.3153

e-mail: ddcfundarpe@gmail.com

O prédio do MAC é datado de 1765 e foi projetado para ser o Aljube da Diocese. Palavra de origem árabe, aljube significa cárcere, masmorra, tendo aqui outra significação restrita de “cárcere de foro eclesiástico”, utilizado para o recolhimento de homens e mulheres acusados de delitos contra a religião Católica Romana, sob jurisdição eclesiástica. O conjunto Aljube e Capela, foi restaurado e tombado no ano de 1966 pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN).

O museu conta com um acervo de mais de 4 mil obras das mais variadas técnicas, épocas e estilos, indo desde o academicismo francês até a contemporaneidade, e reúne obras de grandes nomes como Portinari, Cícero Dias, Eliseu Visconti, Djanira, Telles Junior, Wellington Virgolino, Di Cavalcanti, João Câmara, Guinard, Adolph Gottielib, Burle Max, Francisco Brennand, entre outros.

Visitação: terça a domingo, das 9h às 17h.
Entrada: R$ 2,50 (ESTUDANTES) e R$ 5 (NORMAL).
Estudante de escola municipal ou estadual com visita agendada não paga.
Escola particular agendada paga R$2 por pessoa.
Idosos com mais de 65 anos não pagam.

 

MASPE (Museu de Arte Sacra de Pernambuco)

Localização: Rua Bispo Coutinho, 726 – Alto da Sé.

e-mail: ddcfundarpe@gmail.com

Inaugurado no dia 11 de abril de 1977, o Museu de Arte Sacra de Pernambuco (MASPE) está instalado no antigo Palácio dos Bispos de Olinda. No século XIX, o casarão sofreu novas modificações, servindo como resistência coletiva de religiosos, colégio e quartel do exército durante a 2ª Guerra Mundial.

Na sua fachada, é possível ver o antigo brasão episcopal e uma placa da Unesco, que declara Olinda, Monumento Histórico da Humanidade. O acervo fixo do MASPE começou a ser construído a partir de uma centena de peças cedidas pela Arquidiocese de Olinda e Recife. Hoje, é composto por imagens eruditas antigas, policromadas e douradas, do século XVI, além de pinturas e arte sacra popular e objetos do culto nas igrejas.

Visitação: terça a sexta-feira, das 10h às 16h / sábado e domingo, das 10h às 14h.

 

Museu do Mamelungo

Localização: Rua de São Bento, 344.

Fone: (81) 3493. 2753

Fundado em 14/12/1994, o Museu do Mamulengo possui um acervo com mais de 1200 peças feitas pelos mestres mamulengueiros, sendo alguns bonecos do século XVIII, representando figuras populares em situações cotidianas rurais ou urbanas. É o primeiro museu dedicado a bonecos populares no Brasil e na América Latina.

Visitação: terça a domingo, das 10h às 17h.

Entrada: R$1 (ESTUDANTE) e R$2 (NORMAL).

 

Museu Regional de Olinda

Localização: Rua do Amparo, 128.

Fone: (81) 3493.0018

e-mail: ddcfundarpe@gmail.com

O Museu Regional de Olinda foi fundado em 1935, em comemoração aos 400 anos de chegada de Duarte Coelho a Pernambuco, pelo então diretor da Biblioteca e do Museu do Estado, José Maria Albuquerque Melo.

Constam no seu acervo, peças como móveis, imagens, painéis, peças de grande valor histórico, como o brasão do Senado da Câmara de Olinda e peças de arte sacra, inclusive um altar que pertenceu a antiga Sé de Olinda, antes de sua reforma em 1711. Ao todo, são 217 peças expostas por toda a extensão dos salões do prédio onde funciona.

Visitação: terça a sexta-feira, das 9h às 17h. / sábado e domingo, das 13h às 17h.

Entrada: R$1 / ATENDIMENTO ESPECIAL PARA ESCOLAS AGENDADAS

 

Mouriscos

 

Primeiro Sobrado Mourisco

Localização: Rua do Amparo, 28.

A construção é uma das mais típicas obras do século XVIII existentes em Pernambuco. Sobreviveu a onda de descaracterização, provocada pela vinda da Família Real portuguesa para o Brasil. A arquitetura do prédio possui vários elementos característicos da influência árabe.

Durante os trabalhos de recuperação, foram encontrados tijolos pesando 24 kg, de dimensões originais. Toda a originalidade da obra foi preservada. No andar térreo, vêem-se duas portas de vergas e ombreiras retas, ambas de pedra. No andar superior, portais iguais aos do térreo. O balcão é em muxarabi, apoiado sobre cachorros de pedra.

 

Segundo Sobrado Mourisco

Localização: Praça Conselheiro João Alfredo, 7.

Com bonitos balcões de madeira em losango e treliça, além de seu muxarabi, este sobrado mourisco é um raro exemplar da arquitetura árabe no Brasil. Em 1859, hospedou o imperador D. Pedro II e a imperatriz Tereza Cristina, em viagem ao Nordeste.

 

Bicas

Moduladas com pedra e alvenaria, as Bicas foram construídas com a finalidade de suprir a falta de água da Vila de Olinda.

 

Bica de São Pedro

Localização: Rua Henrique Dias, Varadouro.

Construída no século XVI, a Bica de São Pedro é a que possui maior vazão de água. Segundo uma lenda popular, suas águas surgiam de uma vertente que ficava por baixo do altar-mor da Igreja Matriz de São Pedro Mártir. Conhecida inicialmente como Fontainha, suas águas ainda servem a população olindense.

 

Bica do Rosário

Localização: Largo do Rosário, Bonsucesso.

Citada no foral de Olinda em 1537, a Bica do Rosário é, talvez, a única remanescente do Vale de Fontes, um riacho existente no século XVI. Manancial fecundo, com seu belo frontispício adornado por paredes com jarros de pedra, a Bica ostenta em sua base o secular brasão da cidade. Importante peça colonial, apresenta uma escadaria toda lajeada em pedras.

 

Bica dos Quatro Cantos

Localização: Rua dos Quatro Cantos, Amparo.

De acordo com registro histórico, a Bica dos Quatro Cantos foi construída em 1602. Chamada também de Fonte da Tabatinga, chegou a ser destruída e, posteriormente, recuperada.

 

 


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